quarta-feira, 23 de março de 2011

Gratas surpresas e curiosidades- DVD Alchemy

O Alchemy foi lançado ano passado-(2010), no entanto, apenas nessa semana eu tive a oportunidade perceber algo que muito me surpreendeu.

Ao contrario dos respectivos lançamentos deste show no decorrer da década de 80 e 90, (no caso, primeiro lançamento em 1984, LP,K7,VHS e LD, posteriormente no formado CD e já na década 90 um relançamento remasterizado de toda a discografia do Dire Straits), este show jamais tinha vindo a luz com um ganho na qualidade de áudio como em seu lançamento em DVD e Blu Ray ano passado. Sem dúvidas, este é o maior mérito deste "recém lançamento", uma vez que no quesito vídeo não demonstrou grandes novidades.

Por ser um show oficial da banda, muitos fãs, assim como eu, conhecem cada "vírgula" do Alchemy, o bastante para reparar novos detalhes que vieram a luz neste lançamento, novos detalhes aparecem em quase todas as canções, dentre todos esses novos detalhes, o que mais me chamou atenção está presente na canção "SOLID ROCK".


A surpresa surge logo na introdução da canção, após os primeiros acorde dos sintetizadores e órgãos, justamente nas primeiras batida de Terry no bombo da bateria, es que surge do nada o sax de Mel Collins de maneira discreta e reaparece mais evidente em seguida, no momento em que Knopfler começa seus primeiros acordes na guitarra e segue aparecendo em vários momentos da canção.

Alguém pode pensar... mas isso não tem nada de extraordinário. Ok, mas usando a sensibilidade que Deus nos deu, e sendo um fã assíduo é possível perceber coisas importantes:

Nenhuma versão de Solid Rock possui essa característica presente nesta versão do Alchemy em DVD, o sax vai protagonizando junto com a linha da guitarra de Mark na introdução da canção e fica presente em praticamente TODA a canção, isso faz desta versão absolutamente única, passo a frete devido a tecnologia usada para o lançamento deste concerto em DVD e Blu Ray.


Como sabemos, o sax costuma aparecer em Solid Rock das seguintes formas:

Nas versões da LOG Tour, especificamente no ano de 1983, pois foi neste período que o sax entrou para o Dire Straits, ele só aparece apenas no final da canção, jamais no início e durante toda a canção, na versão de Solid Rock do Alchemy há uma inusitada exceção, pois o Mel Collins fica escondido em algum lugar no palco, ouvimos o som de seu sax durante o decorrer da canção, no entanto, ele só aparece para as câmeras no final da canção como já conhecíamos antes.

Nas versões da BIA tour 85-86, temos versões de Solid Rock onde o sax aparece em apenas dois momentos, primeiramente na passagem do primeiro solo da canção, depois de "Yeah they're gonna stick together" e reaparece no solo final da canção e nas versões da OES Tour 91-92 o sax tem um papel diferente das demais, ele só aparece na reta final da canção, fazendo um dueto com as guitarras, que por sinal é uma passagem mais longa. Observando a versão do On the Night o sax aparece também na introdução da canção, no momento dos primeiros acordes da guitarra de Knopfler, só que bem mais discreto que na versão do dvd Alchemy.

Vale lembrar as versões de Solid Rock com ausência de sax nas poucas vezes que foi tocada na turnê com Eric Clapton em 88 e 89, e também a versão que eles tocaram em Knebworth - 1990.

O fato é> A versão de Solid Rock do DVD Alchemy ganhou uma nova atmosfera devido a esse detalhe da presença do sax em praticamente toda a canção.


Isso abre uma outra questão. Como esses detalhes ficaram obscuros por tanto tempo, não é somente esse de Solid Rock (que por sinal é o mais evidente), mas os outros novos detalhes que aparecem no áudio do concerto? Claro, salve a tecnologia, sem ela isso não seria possível, mas eu imagino alguém que conhece o Alchemy desde de seu lançamento em 1984 se depararando atentamente com esses novos detalhes no áudio do concerto, deve ficado "boquiaberto", eu mesmo fiquei feliz e satisfeito com o resultado dessa nova edição do Alchemy, imediatamente fui verificar as versões antigas deste concerto, VHS, CD e LP, além de Bootlegs de 1983 para conferir se há vestígios de Solid Rock com esse formato e tudo que percebi foi o que suspeitava, nada se compara, essa versão de Solid Rock é realmente diferente e me espanta o fato de ninguém (no meu ciclo de contatos com fãs, e até mesmo em foruns), ter percebido esse detalhe que apontei, bem como outros novos detalhes no áudio dessa nova edição, já era tempo de alguém tocar no assunto em algum lugar, será que fui o precusor desse detalhe? Sem pretenção, mas não deixa de ser curioso. ^^

Uma coisa é certa, eu já achava a versão de Solid Rock do Alchemy uma das melhores, depois desse lançamento ela está entre as minhas três versões prediletas, com toda certeza!


Quem sabe em breve não teremos uma evolução musical de Solid Rock, esse assunto me inspirou bastante para isso! ^^

Mudando de assunto agora, mas nem tanto, observei que curiosamente não aparece o nome de Tommy Mandel nos créditos do dvd Alchemy. Deveria aparecer Addtional Keyboards- Tommy Mandel, isso é muito estranho, pois ele esteve presente em toda LOG tour 82-83 como membro suporte assim como Mel Collins quando entrou poucos meses depois em 1983.


(Tommy Mandel é o cara que fica pulando que nem um maluco em Sultans of Swing no Alchemy, ele fica em seu sintetizador no lado direito do palco e segue nesse clima boa parte do show).

Pelo menos seu nome
consta nos créditos do LP e CD Alchemy.

Um outro fato que estranhamente aparece tanto nos créditos do DVD quanto no LP e CD o nome de Joop de Kort como Percussion e no entanto ele não aparece no vídeo do Alchemy, também confesso que tenho dificuldades de perceber sons de outra percussão além da bateria, se é que existe. O fato é que passei um bom tempo achando que Joop de Kort é o cara que fica pulando e batendo as mãos como estivesse tocando percussão, contudo, observando bem, trata-se de Tommy Mandel empolgado com o ritmo de Sultans, ele fica batendo as mãos em cima da madeira do sintetizador.

Alguém lembra de Onde está o Wally? Pois é, no Alchemy é>> Onde está Joop de Kort?

Para quem não sabe, Joop de Kort fazia parte da Road Crew do Dire Straits, ele é o responsável pela montagem da bateria e entrou com essa função para o DS na MM Tour 80-81, é possível vê-lo em Money for Nonthing no Live AID tocando uma pequena percussão no palco, além de ter fotos dele nos Tour Books das MM Tour, LOG Tour e BIA Tour.


Brunno Nunes


sexta-feira, 4 de março de 2011

"DS" -Charity in RAH





"CLARK/WHITE/PALMER": Esses ex-membros do Dire Straits, além de alguns convidados muito especiais, vão se reunir em 22 de maio para um show especial para caridade no Royal Albert Hall. Tocando ao vivo juntos pela primeira vez desde 1992, Alan. , Chris e Phil, vão tocar muitos dos grandes hits do Dire Straits 'nesta imperdível evento especial.

A grande pergunta é... quem serão os convidados especiais?

Um fã perguntou no forum do Guy:

Doc, Thanks for all your work on the site. We would be lost without you. I just recieved a mail offering me tickets for a charity concert by a band called the Straits. Are you and Mark involved in this? It's at the RAH on 22nd May 2011. This is the Info I recieved... Former members of Dire Straits plus some very special guests will come together on 22 May as The Straits for a special one off Charity gig at the Royal Albert Hall. The Straits will be playing Dire Straits’ greatest hits for the first time in 20 years at this not to be missed special event.


Guy: No. Mark, John and I are not involved. Mark plays DS hits on every tour we've done since '96..maybe they mean some of the tunes we haven't played.

Doc, Obrigado por todo seu trabalho no site. Nós estaríamos perdidos sem você. Acabei de receber um mail me oferecendo bilhetes para um concerto de caridade de uma banda chamada The Straits. Você e Mark envolvido neste processo? É no RAH em 22 de maio de 2011. Esta é a informação que eu recebi ... Ex-membros do Dire Straits, mais alguns convidados muito especiais vão se reunir em 22 de Maio como o Estreito de um especial off show beneficente no Royal Albert Hall. The Straits vai tocar grandes hits do Dire Straits 'pela primeira vez em 20 anos nesta imperdível evento especial.



Guy:Não. Mark, John e eu não estão envolvidos. Mark tocar os hits DS em todas as turnês que fizemos desde 96 .. talvez eles querem dizer algumas das músicas que não tocamos.

Enfim... o Guy deixou claro que o MK não está envolvido nesse evento, isso leva a seguinte reflexão: Reunir uma banda sem seu membro fundador e algo um tanto pretensioso, pois isso pode ser qualquer coisa, menos Dire Straits.

É por uma boa causa e eu espero que seja um grande sucesso, mas creio que deveriam ao menos tomar outra postura com relação ao nome do evento, uma vez que o líder da banda não está envolvido.

Seria uma extraordinária oportunidade de vermos mais uma vez (depois de décadas) uma das maiores bandas do mundo reunida novamente em um evento dessa natureza, mas por algum motivo, mais uma vez o Mark não está envolvido. =/ Pelo menos, a boa noticia é que o Guy confirmou em seu fórum que eles estão gravando um novo álbum! ^^

A banda formada por três Ex-membros do Dire Straits que ira se apresentar no Royal Albert Hall em 22 de Maio- 2011 chama-se The Straits.



Aqui está o site deles>> http://www.thestraits.com/home.php

Brunno Nunes

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dire Straits- Raros registros

1- Mais alguns raros registros dos primórdios.

Trata-se de um vídeo da promo do Making Movies 1980.





É curioso o fato do Mark está usando uma National Tricone- 1928, mais antiga que a National Steel Style "O", a que está presente no álbum BIA, que ele sempre usa para tocar Romeo and Juliet.

Mark comprou esta guitarra em 1969 e utilizou durante o tempo em que esteve com o grupo Duolian String Pickers. Mais tarde, Mark usou a National Tricone pelo menos uma vez neste playback version de Romeo and Juliet em 1980 para essa performance na TV.

Aqui temos uma imagem desta mesma guitarra no palco durante a Shangri-La tour, em 2005. Richard Bennet tocou com ela em All that matters durante a Shangri-La tour.




2- Dire Straits - Sultans Of Swing (Szene, German TV 1979)



Esse outro registro é bastante interessante também, foi gravado em 08-02-1979- (Szene, German TV 1979).

É notável a intimidade e descontração dos irmãos Knopfler nesta apresentação, no entanto, observem a guitarra que o David Knopfler está usando. Não é notável a semelhança com a Strat sunburs que havia sido roubada durante os ensaios para a MM Tour 80, até mesmo com a Schecter Strat que apareceu como substituta da mesma.










Strat sunburs

Schecter Strat

O fato é que o Mark aparece com essa mesma guitarra que o David está usando nesse vídeo (Dire Straits - Sultans Of Swing -Szene, German TV 1979) em outro registro, ainda mais antigo, no Water of love - Top Pop, Amsterdam, The Netherlands, 1st September 1978, infelizmente não disponível no youtube.

Apenas mais algumas curiosidades que devem somar! =)

Brunno Nunes

Turnê espalhola de David Knopfler

David Knopfler, ex-membro fundador do Dire Straits, está atuando em uma ampla turnê por toda Espanha.

Nos concertos estará acompanhado por Harry Bodganovs (guitarra), Martin Ditcham (batería) e Pete Shaw (baixo).




David traz um certo sabor do Dire Straits em suas canções, isso mostra sua importância como membro fundador do DS, pois ele conserva parte daquela mesma energia quando interpreta canções Wild West End, What's the Matter with Baby e Bernadette, como vocês podem conferir a seguir:









Brunno Nunes

sábado, 29 de janeiro de 2011

Mark Knopfler: A Life in Songs







Novo documentário sobre Mark Knopfler produzindo pela BBC TV que foi ao ar no dia 28 de Janeiro de 2011.

Fantástico e emocionante, o documentário é perfeito, indispensável!

Mark Knopfler is one of the most successful musicians in the world. During the past 30 years he has written and recorded over 300 songs including some of the most famous in popular music.

In this in-depth documentary he talks about how these songs have defined him and how they have been influenced by his own life and roots. It features previously unseen photographs from his personal collection and comprehensive footage spanning his career from a struggling musician playing in pubs in Leeds in the 1970s, to the record-breaking success with Dire Straits and his world tour as a solo artist.

Looking back over the 25 years since he wrote the iconic Brothers In Arms album, the film takes an affectionate look at how this formidable, creative man has operated as a musician for three decades and how he continues to do so as a solo artist who is as much in demand as ever.

Terceira parte assim que estiver disponível!

Brunno Nunes.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

STRAIT TO NEW YORK 1979




DOWNLOAD



Vou tentar deixar um comentário com algumas considerações a respeito deste concerto.

Devo citar que este concerto está entre meus 10 prediletos bootlegs do Dire Straits.

Apesar da qualidade de áudio não ser excelente, isso pouco importa diante da raridade deste registro, diante de toda energia da banda nesse período.

Trata-se da segunda turnê americana que ocorreu entre Setembro e Outubro de 79.

A Communiquê tour 79 foi à única turnê em que o Dire Straits esteve duas vezes na América do Norte, a primeira turnê americana aconteceu entre o final de Fevereiro ao início de Maio de 79.

Este bootleg é uma jóia, as versões estão carregadas de muita energia, Mark estava "a flor da pele", alguns dias antes sua ex-noiva havia terminado o noivado por telefone em plena segunda turnê americana e isso naturalmente o afetou bastante emocionalmente, o que acarretou a uma série de problemas na estrutura da banda, os quais já foram abordados em outras ocasiões aqui no Universo Dire Straits.

Sabendo de tal detalhe, é interessante observar o quanto essa ruptura influência nas interpretações das canções deste período, até o fim da Communiquê tou 79, vide BBC ARENA, onde contém cenas do último show da Communiquê tour, no Rainbow Theatre em 20 Dezembro de 79, presente no bonus do dvd Alchemy. (Na verdade foi mais além, sua experiência nesse período teve ecos até o álbum Love Over Gold, o último vestígio é encontrado na canção It Never Rains, mas isto é outro assunto e não devo me centrar nele).

Diante de toda essa tempestade emocional, havia algo positivo que particularmente admiro bastante, David Knopfler interpretando uma canção de sua autoria, Bernadette. No caso, vemos a banda em sua mais pura manifestação de uma unidade democrática, onde temos um segundo membro interpretando uma canção de sua autoria, no entanto, trata-se do Dire Straits com o David assumindo o papel principal ao invés do Mark, líder da banda. Temos um belo solo feito por Mark para a canção interpretada pelo seu irmão David. É válido citar que tal o fato nunca mais se repetiu em outras formações da banda, mostra a tamanha importância que era a formação original do Dire Straits.

Para além, eu gostaria de destacar a emocionante versão de Where do you think you're going?, muito sugestiva para a ocasião, o momento emocional que Knopfler estava vivendo, ele passa toda sua carga de emoção através de Where do you think you're going?, e isso fica bastante evidente; É maravilhoso apreciar também a ponte entre Portobello belle e Wild west end, em ambas, qualquer fã de Bob Dylan pode fechar os olhos e imaginar que é o próprio Dylan quem está interpretando ambas, lindas versões; Novos arranjos para Single handed sailor e In the gallery, são detalhes sutis a serem apreciados, vai do feeling do ouvinte, além de seu conhecimento de outras versões para definir tranquilamente as sutilezas que brilham em cada uma das versões.

Por fim, temos a raramente tocada Settinge me Up, cheia de energia e uma das primeiras versões de Twisting by the pool encerrando o concerto com chave de ouro.

Sem sombra de dúvidas, um dos melhores shows do Dire Straits, pois representa um momento ímpar da banda!

Uma dica que sugiro aos amigos visitantes, é que tentem apreciar sem se preocupar com a qualidade do som, sigam pela emoção de se depararem com gratas surpresas, (até inusitadas como no ínicio do show), elas estarão pulsando em vários momentos do show, tarefa nada complicada para um Knopfleriano.

Espero que apreciem mais um grande momento de nossa querida banda.

Brunno Nunes.






segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

THE LAST NIGHT IN LONDON 2001



DOWNLOAD

Um grande show, excelentes versões, Knopfler com todo gás na guitarra. Para quem nunca mais ouviu uma extraordinária versão de Sultans of Swimg, experimetem a versão desse show, impecável, bem diferente das versões das duas últimas tour.
Additional comments:

Fantastic audience recording of the final night at the Royal Albert Hall! Really great sound and amazing solos at the end of Sultans of swing. Also featuring William Topley on Sailing to Philadelphia. Highly recommended, complete setlist.

Aprciem!!!! ^^

Brunno Nunes.



sábado, 15 de janeiro de 2011

Dire Straits-Money For Nothing





Já que essa é a nova onda do momento, eu vou postar uma materia que achei muito legal sobre o clip e a canção Money For Nothing
.


Tudo começou quando Mark knopfler entrou numa loja de eletrodomésticos em Nova York e deu de cara com um paredão de televisores, todos sintonizando a MTV. Distraidamente, ficou assistindo aos clipes. Até que uma voz masculina quebrou sua concentração. Era um carregador de loja que estava sacaneando os artistas da MTV entre uma e outra baforada de charuto. “olha só esse babaca! Olha lá a bichinha de brinco! É assim que se faz pessoal. Trabalhar assim, até eu. E ainda rende uma nota preta.”

Mark não pensou duas vezes e ali mesmo começou a escrever uma letra baseada nas palavras do carregador. Foi assim que surgiu “Money for nothing”. Uma gozação e ao mesmo tempo uma música e um videoclipe para a MTV! Junto com o vídeo de “you might think” do The Cars (a qual será postado futuramente) é um dos melhores exemplos de criatividade lingüística e quebrou barreiras na MTV. Pela primeira vez a tecnologia da computação seria utilizada para produzir um videoclipe, num casamento perfeito entre rock e tecnologia.

O processo de gravação envolveu mistura de imagens de um show gravado especialmente para o clipe e imagens gráficas feitas pelo computador. As imagens foram processadas por cima das do concerto. Mark aparece com as mãos fluorescentes, boca distorcida e guitarras radiativas num estilo futurístico.
Os bonecos e o singelo cachorrinho foram todos desenhados em computador, algo revolucionário para a época. Causou tanto furor quanto a revolução visual provocada pela super-produção futuristica Matrix. É considerado o protótipo das futuras animações que encantaram o mundo a partir dos anos 90. Todas as imagens foram editadas com um computador Mirage. (um sonho de consumo dos anos 80, hoje, obsoleto).

Dirigido por Steven Barron que fez “Billie Jean” e “Take On Me”, “Money For Nothing” é uma crítica bem humorada sobre a futilidade da MTV. Os vídeos exibidos na rede mostram artistas, na maioria das vezes, sem nenhum talento para as artes cênicas (é aquela velha historia: como ator você é um ótimo cantor), milionários e famosos ganhando a vida de um jeito “fácil”, enquanto os “playboys” se tornam milionários, nós, reles mortais, precisamos carregar refrigeradores pesados pra garantir o nosso pão de cada dia.

A rede sempre sofreu preconceito da ala mais conservadora da sociedade por causa da influência que os videoclipes exerciam sobre os jovens que os induziam ao mau comportamento, impondo estereótipos e os incentivando para a promiscuidade (alguém pensou em Madonna?). Porem, não era de se esperar que uma banda fosse responsável por criticá-la utilizando-se de uma música e um videoclipe, exibido exaustivamente na própria emissora. A MTV, assim como os jovens, não se importava nem um pouco com a imagem que transmitia e talvez por isso não tivesse se importado em exibir o clipe.

Dire Straits conquistou prestigio mundial com a obra-prima atemporal Brothers In Arms que encabeçou as paradas de sucesso mundo afora em 1985. O vídeo ajudou a popularizar a banda de uma forma descomunal. Exibido sem parar na MTV deixou sua marca na história do videoclipe como a primeira revolução digital. Um belo trabalho que será lembrado mesmo com sua tecnologia ultrapassada.

Diretor: Steven Barron | ano: 1985

Agradecimentos à revista BIZZ

Fonte: http://1001videoclips.wordpress.com/2010/09/15/0011-dire-straits-money-for-nothing/

Brunno Nunes.

Money for Nothing banida nas radios do Canadá





O Canadian Broadcast Standards Council, órgão que regula as rádios no Canadá, declarou que a música Money For Nothing, um dos maiores sucessos do grupo Dire Straits, é "inaceitável" para veiculação, informa o site Undercover.

No ano passado, um ouvinte prestou queixa na CSBC pela aparição da palavra "faggot (bicha)" na letra da música. Na quarta-feira (12), o órgão expediu uma norma dizendo que veicular Money For Nothing é uma violação das cláusulas sobre Direitos Humanos do código de ética da Associação Canadense de Emissoras de Rádio e TV, por "se referir à orientação sexual de forma degradante".

Money For Nothing já foi acusada de ter uma letra sexista, pelo trecho que cita "chicks for free (garotas de graça)" e racista, pela frase "banging on the bongos like a chimpanzee (batendo nos bongôs como um chimpanzé)", mas nunca havia sido banida.


http://musica.terra.com.br/noticias/0,,OI4890728-EI1267,00.html

----> <----


"Money For Nothing já foi acusada de ter uma letra sexista, pelo trecho que cita "chicks for free (garotas de graça)" e racista, pela frase "banging on the bongos like a chimpanzee (batendo nos bongôs como um chimpanzé)", mas nunca havia sido banida."

Por que somente agora 25 anos depois um órgão expediu uma norma dessa natureza contra MFN? Ora... em 1985 houveram manifestações semelhantes e não deu em nada, e a banda estava em evidência na época, tal decisão além de ridícula, chegou muito tarde!

Depois dessa, eu começei a pensar a respeito da versão da canção Money for Nothing que aparece na coletânea MFN de 1988. Como vocês sabem, tal versão vem faltando justamente a estrofe em que aparece a palavra "faggot", sempre achei que esse fato tinha uma ligação com um proposital encurtamento da canção por questões das FMS, mas nunca liguei o fato a uma justificativa racista ou preconceituos. De qualquer forma, seria algo burocrático e desnecessário, mas será que a versão da coletânea de 88 teria sido por motivos semelhantes ao cenário atual? O fato é que não há justificativa para isso vir a tona na atualidade, como um camarada citou em seu comentário no site Terra>> "A música é um retrato da época, e sua pintura não pode mudar com o tempo".

E sinceramente, uma música ser censurada "oficialmente" depois de 25 anos é uma piada fora do comum, esse cara que fez tal queixa, não seria ele homosexual por direito? Claro, mas como se incomodar com isso, onde ja se viu viado e bicha não gostarem de serem chamados assim? Ora... a mulher gosta de ser tratada como uma mulher, assim como o homem gosta de ser tratado como homem e o que tem de errado com isso? Somos o que somos.

Também creio que nada acontece assim por acaso, eu vi tal reportagem no Leitura Dinâmica na Rede TV ontem a noite e na hora eu pensei... Mas que maravilha, quanto tempo que não via o nome do Dire Straits na mídia, em rede nacional, olhando pelo angulo de que "tudo que é proibido é tentador", de repente isso acarreta a curiosidade dessa nova geração a conferirem a tal canção MNF e vão ver o quão ridícula foi essa decisão.

Enquanto isso, as vendas do Brothers in Arms devem aumentar ainda mais! ^^


Numa geração repleta de coisas que realmente deveriam ser banidas por serem uma legitima representação do que é fútil, desencantador, descaradamente carregadas em apologias nada coerentes que extrapolam o bom senso, e neste contexto, os raps e Hip Hop deveriam estar com os dias contatos, na verdade, seria uma bênção, mas quero mesmo ver até eles vão com isso!

One humanity! One Justice!
Mark Knopfler- antes da canção Brothers in Arms, Mandela Tribute 1988.

Brunno Nunes.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para vocês!

Olá a todos! ^^

Hoje foi meu aniversário e estive assistindo algo que sempre me emociona, e gostaria de compartilhar com todos vocês, chama-se> I still can't say goodbye, do Chet Atkins.

Esta canção fala comigo, graças a Deus eu ainda tenho meu pai, mas ela é tão linda e profunda, tão singela e cativante, que se você tiver uma amiga ou amigo que não se lembra do valor de se ter um pai, você terá algo a dizer a essa pessoa com esta canção, você pode usá-la para si e para os outros e é nisto que eu vejo o grande sentido da arte. A meu ver é neste ponto onde reside toda a beleza de um artista, a sua capacidade de tocar a alma de um indivíduo através de sua arte.

Não é a toa que nosso idolo bebeu muito nesta fonte chamada Chet Atkins, um exemplo de artista e de pessoa. Ele foi o heroi de uma geração de artístas como Knopfler, Emmylou Harris, Vince Gill... Ele partiu, mas sua obra maestral ficou e assim também será para aqueles que trazem em suas canções a semente que ficou do Chet Atkins, dando continuidade a uma obra cheia de bons frutos, vejo nitidamente isso na canção Why Worry do Dire Straits, como se fosse uma ramificação dessa beleza contida nas canções de Chet Atkins.

O Natal está chegando e eu gostaria de dedicar este vídeo a todos os visitantes. É um brinde por sermos fãs de coisa belas s sinceras como este vídeo.




Irei me ausentar do Blog por alguns dias, por isso deixo meus votos antecipados de um Feliz Natal para todos. Aproveitando o ensejo, devo comunicar que 2011 deverá iniciar com uma grande novidade para o Universo Dire Straits, por enquanto é uma surpresa, mas não vai tardar em ser revelada! ^^

Apreciem o vídeo que faz parte do> Chet Atkins and friends, de 1987.

Fraternalmente

Brunno Nunes.

Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979