sábado, 31 de março de 2012

Especial- História do Dire Straits- SBT- 1988

Saudações Knopflerianas

Aqui está mais um registro raro!

Este especial foi ao ar em 1988, época do lançamento da coletânea Money For Nothing, nesta mesma época o SBT havia produzido uma progapagando sobre tal coletânea, bem como este especial que você poderão conferir agora. (Há quem diga que a coletânea MFN foi uma "febre" aqui no Brasil no Natal de 88.)

Gostaria de agradecer ao amigo Rubinho Sá Da Nova pela gentileza em postar este registro no youtube para nossa alegria em poder apreciar mais um grande momento de nossa querida banda e curtir essa saudade, que é cada vez maior!










Infelizmente a segunda parte não está disponível, o youtube bloqueou, no entanto, aguardamos que em breve ele venha ficar disponível!

Brunno Nunes.

7 comentários:

Val Minillo disse...

Salve Bruno!!

Falando sobre a História do Dire Straits, vou aqui pedir um auxílio a ti!!

A Canção Brothers In Arms me acompanha desde 1985. Gostaria de poder saber de ti Bruno, sobre o que tu acha, em sua opinião, qual foi a melhor interpretação desta canção (em qual evento), pelo Dire Straits, ou pelo próprio Mark Knopfler ??!

Abraço Fraterno.

Tiago L Souza disse...

Alguém tem novidades sobre algum lançamento de disco do mestre MK ou alguma possibilidade de uma tour no Brasil para este ano de 2012?

Arthur disse...

Tiago,

Até onde andei "pescando" acredito que o album saia no período habitual, isto é, Setembro/2012.

Os previews irão ficar disponíveis no verão, então deveremos ter alguma coisa pra ouvir já em Julho.

Sobre a turnê na América Latina, de acordo com o Guy Fletcher, vai ser muito, mas muito difícil.

Nãop acredito que a falta da América latina seja culpa do MK, mas sim do "Show Business" latino-americano. Claro que o MK&Co tem preferencia por turnes curtas (EUA e Europa) e que talvez sair desse eixo custe um pouco a mais. Bem é esperar pra ver.

Abraço

abraço

Anônimo disse...

Senhor Val.

sobre a sua pergunta, (A melhor interpretação da Canção Brothers In Arms),

Em uma conversa com um amigo que reside em Londres, ele me afirmou que em uma entrevista de Mark para a BBC. o Mark relatou isso, quando foi perguntado na entrevista, se ele poderia falar sobre qual seria talvez o momento mais marcante vivido em toda a sua trajetória.

Mark disse que "a maior forte sensação" (emoção) foi no evento do Music For Montserrat, quando cantou justamente a música Brothers In Arms, e explicou algumas coisas fantásticas, simplesmente fantásticas:

- Havia muito assédio por chefes de estados presentes nos bastidores e aquilo criou uma ansiedade muito forte de responsabilidades para o concerto de Montserrat; Tanto foi que antes do início ele dizia ao Eric Clapton que estava extremamente tenso, e entendia que algo poderia ter errado. Parece que isso justifica-se quando Phil Collins após apresentá-lo, Mark Diz "- Vamos tentar cantar duas canções..."

- Quase perdeu a voz ao meio da canção, após (dizer) cantar
" ... You did not desert me
My brothers in arms"
e o que o ajudou a recuperar a respiração foi o solo a seguir. Dissee também, que, Eric assistindo a apresentação percebeu esse momento e derramou lágrimas nos bastidores e após esse momento, eric falou para si mesmo "-Nós vamos conseguir!" e começou a cantar (nos bastidores) a canção junto com Mark;

- Mark disse que durante a canção, alguém no balcão dançava e batia palmas aos compassos da músic. Após cantar "Now the sun's gone to hell" olhou de soslaio para o balcão dos nobres e pode identificar que dançava era a senhora Margaret Hilda Tatcher.

- Mark disse, que, durante o último "trabalho" de solo da canção, ele entra numa espécie de transe de êxtase (comtenplação interior), volta a sua infância, rememora a sua tenra, quando se via acompanhando seus pais nas fugas das perseguições nazistas,e durante esse êxtase se vê em sua sala de aulas quando garoto, onde questionava muito aos professores e aos colegas de escola sobre os motivos das guerras... sente que o coração parece que iria explodir, batia muito forte no peito, talvez duzentas batidas, e aos poucos se trannsporta de volta ao palco de Montserrat, falta-lhe a respiração, o peito dói muito de forma insuportável pelas batidas do coração, pensou em tirar a sua guitarra, mas apenas pôs debaixodo braço; pensou que iria perder o equilibrio, tenta respirar bem fundo, mas as batidas do coração não permitem essa busca da respiração e o ar vem aos poucos durante a finalização da canção...
Disse que quando falou disso em particular ao Eric Clapton nos bastidores, Eric lhe deu o abraço mais demorado que recebeu em toda a sua vida.

Mark disse também, que semp´re que pode, em suas horas de folga ele assiste a esse show

Bom, a própria interpretação dessa canção parece traduzir esses fatos.

Saudações senhor Val.

B F K J

Brunno Nunes disse...

^Nossa... "sente que o coração parece que iria explodir, batia muito forte no peito, talvez duzentas batidas", "falta-lhe a respiração, o peito dói muito de forma insuportável pelas batidas do coraçã"...

Como assim>> "quando se via acompanhando seus pais nas fugas das perseguições nazistas" ????

Da um desconto ai amigo, imaginação fértil e tanto a sua, não? Não acredito que Knoplfer iria fazer essas declarações, esses detalhes ai são esquisitos e duvidosos.

O pai de Knopfler veio para UK onde conheceu a mãe dele, uma mulher escocesa e MK só veio nascer quase 10 anos depois que o pai dele chegou na Escocia.

A canção foi escrita durante a guerra das Malvinas, o que causou enormes fendas entre os britânicos. Depois da "vitória", os soldados que retornavam foram quase escondido e ignorado pelo Governo., Em vez de serem recebidos como heróis que regressam. Canção foi inspirada pelo pai de Knopfler observando esse episodio "We shouldn't be making war on our brothers in arms."

Isso parece algo mais imaginativo que outra coisa, desculpe a franqueza.


Se para MK o evento do Music For Montserrat foi o momento mais comovente em sua trajetória, eu não sei, desconheço essa declaração, mas se ela existe mesmo, irei procurar, se alguém tiver e puder postar aqui seria ótimo para análise.


Agora respondendo a pergunta de Val, meu caro, existem muitas versões incríveis de BIA, no entanto, em minha opinião, a versão do tributo ao Mandela em 88 é um momento glorioso, há uma magia naquele momento que eu não sei explicar, a voz, a interpretação, a guitarra, Clapton presente na banda, aquela multidão em Wembley, tudo aquilo sendo transmitido ao vivo para vários lugares no mundo... tudo isso faz para mim algo fundamental para considerar esta a melhor interpretação desta canção.

Gosto da "consistência" da versão do show em Wembley 85, instrumetal mais "agressivo" (no melhor sentido da palavra), contudo, a versão do On The Night contém uma melancolia bastante densa, (não sei se me faço entender no que quero dizer), acho que é algo bastante pessoal, ela tem uma atmosfera única também, diferente das versões do Basel 92 e Nimes 92, que são bastante parecidas.

Não posso esquecer a versão de Sydney 86, o timbre da Les Paul está uma delícia, um som aveludado pelos deuses, apesar da banda estar notavelmente cansada naquele concerto, temos momentos memoráveis e o clima de despedida faz uma diferença marcante.

Na carreira solo destaco sim a versão de Music For Montserrat, a versão do show aqui no Brasil foi algo que me emocionei quando assisti, o motivos vocês devem saber, gosto também da versão do A Night in London, aquele formato é belíssimo! ^^

Anônimo disse...

Ouvi também essa entrevista de Mark na BBC em agosto do ano passado.Não mne recordo dele ter falado apenas sobre o nazismo. O Restante foi como afirmou BFKJ, inclusive o momento de transe (Extase).
Outro fato curioso,foi ele ter dito que na canção Money For Nothing,não estava combinado o Eric participar, apenas o Sting,mas, quando viu,o Eric já estava no palco.

Paulo Costa Marques.

Val Minillo disse...

Valeu Brunno. Valeu demais!! Vou procurar reunir todas as versões mencionadas por ti e ouví-las durante um dia, por várias vezes, e tentar analisar todos estes contextos timbrísticos e harmonias.

Em meus 26 anos de idade (março de 1985) uma amiga minha recém chegada da inglaterra, me conheceu e fez amizade comigo no momento em que eu ouvia uma fita K 7 do Deep Purple em meu gravador mono (Um Aiko - ao qual chamavámos de "Tijolão"). Ela me deu uma fita e me "disse ouve esse som". Eu botei a fita no gravador e tava no ponto iniciando a canção Brothers In Arms...
Comecei a chorar na metade da música, por entender o pouco que eu já entendia em inglês. Rebobinei e voltei a fita e ouvi umas e vezes. Só parei quando a garota pediu para deixar ir em frente senão iria estragar a fita.

Abraço Fraterno.

Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979