sábado, 6 de junho de 2015

Sultans of Swing- versão- Live at the BBC e Down to the Waterline.




Agora vai!!!
Trecho de Sultans of Swing, versão do cd "Live at the BBC", (com um pouco de driver), filmado na casa de meu amigo, grande guitarrista Junior Ferreira.
Foi muito bom esse encontro pra desenferrujar meus dedos, fazia um tempinho que não o plugava minha guitarra, é sempre um grande prazer e emoção tocar essa canção, ou qualquer uma do Dire Straits!!! 



Aventurando em Down to the Waterline... 
Se não fossem os meus dedos travados... ^^


Brunno Nunes


Emoticon smileB

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Dire Straits- Bernadette- (Sung by David Knopfler.)- STRAIT TO NEW YORK 1979



Sei que estou em falta aqui e já faz um tempinho até, antes de voltar as atividades com mais frequência, aqui está um slide que preparei com carinho com a canção Bernadette, raramente tocada por David Knopfler, por sinal, canção de sua autoria. Espero que apreciem, a qualidade está excelente.

Dire Straits
Venue: Palladium, New York, USA
Date: 11th September 1979
Source: Audience

Apreciem!!!

Brunno Nunes.

terça-feira, 24 de março de 2015

Create a music video for Mark Knopfler and Virgin EMI




Saudações Knopflerianas!!!!!!!!!!!!!!

Recentemente o site oficial de Mark Knopfler lançou a seguinte nota:

Mark Knopfler convida cineastas, diretores de vídeo e animadores de todo o mundo para criar um vídeo da música original para sua nova faixa, "Wherever I Go 'feat. Ruth Moody.

Aqui está a mensagem de Mark:

“A creative act so often creates others. It’s often intriguing to find out what happens to my songs after they’ve walked out of the studio and into the world. I’m looking forward to seeing so many different interpretations of “Wherever I Go”.
https://www.talenthouse.com/i/create-a-music-video-for-mark-knopfler-and-virgin-emi

Mark está à procura de um vídeo ou de música ou um vídeo lírico, onde sejam apresentadas suas maneiras criativas para capturar a essência da música. Inspirando-se na letra e música, contando a história que você vê quando se ouve "Wherever I Go '.

O melhor de tudo é que o Brasil está concorrendo, representado por Carlos Gayotto Rolim e estou aqui para divulgar essa maravilhosa iniciativa.

Segundo Carlos, que tem uma produtora, ele escreveu uma estória de um personagem que vive em um motorhome e faz "apresentaçõeszinhas" em praças públicas para sobreviver.

Então acabei de receber o vídeo e as seguintes considerações de Carlos:

"Esse aqui é o video que fiz pro nosso ídolo. Serão 2 prêmios, o do júri e o de mais compartilhado, então conto com você para me ajudar a compartilhar por aí! Espero que tenha feito algo que dignifique e honre o MK! Estamos representando o Brasil nessa competição! Um abraço" 

Com toda certeza eu estou apoiando essa inciativa e quero contar com todos os fãs brasileiros para que juntos, venhamos compartilhar e assim quem sabe teremos essa honra de ter uma produção brasileira de um clipe do Mark Knopfler!

Aqui está o vídeo.

https://www.talenthouse.com/i/587/submission/152419/681c9f78



Temos praticamente essa semana, o Mark vai avaliar nesse final de semana, então é só dar um share na página do talent house. Se for possível deixar um comentário ou no Youtube ou no Talent House, é bom também, além de clicar no coraçãozinho que está na página ajudará ainda mais para que esse vídeo venha ser o vencedor!


Aqui está a letra da canção traduzida para se ter uma ideia do contexto:

Wherever I Go (Onde quer que eu vá)

Talvez eu sou obrigado a vagar
de um lugar para o outro
O céu sabe porquê
Mas na imensidão azul
Sua estrela é fixa, no meu céu

Apenas um outro bar, em uma encruzilhada
Assim, longe de casa
Mas tudo bem
Sempre que eu estou descendo a estrada escura
Eu não me sinto sozinho no meio da noite

Há um lugar no meu coração
Embora estejamos distantes
Que você sempre, sabe?
Não importa quanto tempo desde que te vi
mantenho a chama lá para você
Onde quer que eu vá

Sax [solo]

Eles estão querendo fechar aqui
Puxando as cortinas
Mas eles vão deixar você ficar um tempo
E eu vou, em um tempo

Agora eu tenho te deixar irmão
Então fica a última rodada
Só de olhar para você, de qualquer maneira

Você pode seguir em frente e ter um outro
(Você não), tempo de permanência
Eu vou dizer, o meu adeus agora

Há um lugar no meu coração
Embora estejamos distantes
Que você sempre, sabe?
Não importa quanto tempo desde que te vi
I manter a chama lá para você
Onde quer que eu vá


Brunno Nunes


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Beryl- Vazamento do single do novo álbum- Tracker


Esta semana vazou uma canção do novo álbum de Mark knopfler, mas, já foi retirada do youtube.

Aqui está o Single do novo álbum que será lançado dia 10 de Março de 2015, particularmente eu gostei, agradável como sempre, Essa é a "vibe" agora, não há o que contestar quando a isso!

No mais, queiram conferir!



DOWNLOAD

Brunno Nunes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Mark Knopfler plays snippets of some of his songs



A internet é uma caixinha de surpresas, vez por outra surgem pérolas como esta!

Knopfler e um violão... nada mais que uma perfeição! Com direito a explicações acerca das canções.

O que diria de um acústico dele nos dias atuais... Vendo esse vídeo, podemos imaginar!

Espero que apreciem!!!!

Brunno Nunes.

Setting me Up- Dire Straits- Instrumental banjo- Brunno Nunes




Há pouco mais de dez dias "me caiu do céu" um banjo americano, Fender!Meu professor da faculdade é músico e me emprestou esse precioso instrumento que tanto eu sonhava em um dia poder tocar, estarei com ele durante esse mês de Janeiro.
Ainda estou "engatinhando" nesse instrumento, autodidata na guitarra, violão e de tabela, no banjo agora, mas estou adorando, porque estou tendo uma boa intimidade com esse instrumento e estou tentando tocar as canções que sempre adoro.

Dedico a todos os amantes do Country, bem como, para todos os fãs do Dire Straits, principalmente do início da banda. Essa é minha modesta versão desse clássico do primeiro álbum de 1978. Tocar essa canção é um verdadeiro desafio, quem conhece sabe!



Uma palhinha de outra "proeza" minha! ^^

Espero que gostem! ^^

Brunno Nunes.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Novo doc. Dire Straits Discovering SKY ARTS 1




Saudações Knopflerianas!!!!!!!!



Ainda não assisti completo, não obstante, deixarei aqui a opinião de um amigo e grande fã do Dire Straits, Marcos Schulz, a respeito dessa recente produção:


"Não achei grandes coisas. E penso que perderam uma baita oportunidade, ao falarem da saída do David, de mostrar a participação dele como compositor durante os Early Years. O som do DS, pra evoluir da forma que evoluiu, precisou deixar pra trás as parcerias com o David....aquele tipo de som dos primeiros dois álbuns é algo que não se encontra em nenhuma outra banda, de nenhuma época....era uma coisa muito específica, e só podemos imaginar, por meio da carreira solo do irmão menor, como isso teria evoluído com os dois juntos.

O mesmo pode ser dito sobre a carreira solo do John, que tb não foi citada. 

Além do mais, parecem ter reduzido a qualidade dos últimos álbuns pelo que o público supostamente queria nas épocas respectivas. Algo como:

anos oitenta - DS se adaptou ao que o público queria - álbum bom.
anos noventa - DS não se adaptou ao que o público queria - álbum ruim.

Essa forma de avaliar é pobre, só poderia ter vindo de um grupo de críticos "de público" ou "de rádio", e nunca "de música".


Grande Marcos, sempre com comentários bem fundamentados! 

É uma pena que esse tenha sido conteúdo, pensei que iria ver alguma perspectiva relevante e diferente, mas... O que se esperar de críticos desse naipe? Antes fossem fãs pesquisadores com teor crítico como muitos aqui
 e tantos outros por ai a fora, do que esse pessoal, para assim, fazer a diferença! 

Abordaria com categoria (modéstia a parte) a questão da sonoridade da formação original, além disso, questionaria uma grandiosa lista de grandes canções que não são tocadas a quase 30 anos ou mais, fora certas canções que nunca tiveram a chance de serem tocadas ao vivo.

Enfim... mesmo assim, é sobre o Dire Straits e sem dúvidas é bem-vindo! ^^

Um feliz 2015 para todos os Knopflerianos!!!!!!


Brunno Nunes.

domingo, 2 de novembro de 2014

Memórias da Communqué tour 1979.


Saudações Knopflerianas

Novembro chegou e esse mês sempre me faz relembrar um período bastante curioso de nossa querida e amada banda, a reta final da minha turnê e fase predileta do Dire Straits, a Communiqué Tour 1979.

Em Setembro de 1979, o Dire Strais inicia sua segunda turnê americana e foi justamente nesse ponto da turnê que as coisas começam a mudar. Surgem nos shows novas canções como Bernadette (escrita e cantada por David Knopfler) e In My Car (escrita e interpretada por Mark Knopfler). Se houve um período mais próximo ao que se pode compreender por democracia na banda, este foi o momento, um outro membro da banda assumindo o papel de vocalista e interpretando uma canção de sua autoria, quem mais poderia fazer isso, se não, o David Knopfler!

Enfim, o rompimento da relação de Mark e a cantora Holli Vincent em plena turnê americana foi algo que quase arruína a estrutura da banda, levando a Mark a uma mudança de comportamento para com todos fora dos palcos, o próprio Ed Bicknell (empresário do Dire Straits) cita em biografia autorizada que acreditava que a banda estava ao ponto de sofrer um colapso e acabar antes mesmo do fim da turnê. Contudo, em meio a toda essa tempestade, eles conseguiram concluir a turnê bravamente e nos dois álbuns seguintes, Knopfler soltaria seus "demonios" presos em sua garganta desde então, em canções memoráveis como Romeo and Juliet, Love Over Gold e It Never Rains. Não obstante, Solid Rock surge ainda na reta final da turnê do Communiqué como seu primeiro "grito de alerta", podemos contemplar em vídeo assistindo o maravilhoso documentário: BBC ARENA, ou em alguns bootlegs desse momento crucial da banda.

Observem as canções que foram tocadas durante a turnê:

Típico setlist

Down to the waterline
Six blade knife
Once upon a time in the west
Lady writer
Single handed sailor
Water of love
In the gallery
Follow me home 
News
What's the matter baby
Lions
Sultans of swing
Wild west end
Where do you think you're going?
Eastbound train
Southbound again

Outras cancões interpretadas:

Angel of mercy
Portobello Belle
Nadine
Setting me up
Bernadette
Im My Car
Twisting by the Pool
Solid Rock
Les Boys


Para abrilhantar este espaço, aqui eu deixo um documento exclusivo, do fundo do baú, para não perder o costume!

Ultra raro- Dire Straits ao vivo em Johanneshov Stockholm Sweden- 23.11.1979.

Este documento provém de uma câmera Super 8 milímetros, em seguida, convertido para DVD.
Para quem gostaria de apreciar uma verdadeira raridade de sua banda preferida.

Eu mesmo fiz a edição, espero que apreciem esse registro raro da banda com uma típica versão de Lady writer exatamente desse ponto da turnê. Observem a energia da banda, há algo de visceral na interpretação da canção, (comparem por exemplo com a versão do Rockpalast, que é bem do início dessa turnê), algo bem característico dos shows desse momento da banda, basta ouvir qualquer bootleg de Novembro de 79 e encontrar sempre powerful versions.  



Brunno Nunes.

sábado, 18 de outubro de 2014

Evolução Musical- Solid Rock

Saudações Knopflerianas

Irei tentar trazer algumas perolas do orkut que eu havia postado na antiga comunidade.

Evidentemente, para muitos poderá não ser qualquer novidade, porém, acredito que para tantas outras pessoas possa ser interessante, então, mãos a obra! ^^

Evolução Musical- Solid Rock

Irei tentar mostrar a evolução musical de Solid Rock, apresentar alguns aspectos interessantes envolvendo essa canção, que no mínimo é empolgante e alto astral!

Para iniciar, vou falar um pouco de como que surgiu essa canção, que "estranhamente" nunca foi parar nenhuma coletânea do Dire Straits! oO

Isso pede um pouco de arqueologia Knopflerianda! ^^


Solid Rock foi escrita justamente durante aqueles tristes dias na segunda vista do Dire Straits nos Estados Unidos, em meados de Setembro e Outubro de 1979, quando a relação de Mark e sua ex-noiva (Holly Vincent) havia se rompido.

Solid Rock nada mais é que uma injeção de auto-estima, um grito de alerta de quem está na posição de que vai dar a volta por cima em uma determinada situação, no caso de Mark, uma situação, antes desfavorável, mas, que logo se transformou em algo positivo.

Por isso o refrão►
I wanna live on solid rock
I'm gonna live on solid rock
I wanna give don't wanna be blocked
I'm gonna live on solid rock

Assim como Expresso Love, R&J, Love Over Gold, It Never Rains... Solid Rock também é uma canção que faz menção a sua situação com Holly, especificamente a sua experiência e sua disposição em sobressair diante do que se passava.
Todo o processo que houve durante o período do final da Communiquê tour foi crucial para composição de clássicos como Romeo And Juliet e Solid Rock.





 Apesar de Solid Rock ter sido escrita justamente a segunda vista do Dire Straits nos Estados Unidos, em meados de Setembro e Outubro de 1979, ela só foi apresentada ao público em Novembro e Dezembro de 79, nos shows da reta final da Communique Tour.

1- Para iniciar o primeiro exemplo nessa evolução, fiquem com essas cenas do documentário BBC Arena 80, Solid Rock ao vivo antes da Making Movies Sessions, no Rainbow Theatre, 20 Dezembro de 1979.

Julgo ser o melhor exemplo para iniciar nossa viagem nessa Evolução Musical, a canção sendo executada em sua ideia original, com a primeira formação, numa atmosfera menos "densa" que as versões das turnês seguintes. Ela está mais fresca (no melhor sentido da palavra) pois não há sintetizadores, pianos ou teclados, bem seca e mais Rock'n Roll!

Detalhe para o arranjo final, os backing vocal de David e John, fazendo uma linda harmonia bem característica dessa fase da banda. Esse mesmo arranjo foi ressuscitado nas versões da OES Tour 91/92, no entanto, ao invés de ser backing vocal, são as guitarra e sax que fazem essa mesma harmonia, por enquanto fiquem com essa versão!




2- Aqui está a Demo de Solid Rock.

Considero esse o último suspiro da formação original.

Eu sou apaixonado por essa rara versão, ela é tocada ainda com sua Fender Stratocaster e dar pra sentir como seria o Dire Straits com David se ele tivesse continuado na banda, essa atmosfera só existia com sua presença.

Outro detalhe é que essas são as únicas versões de Solid Rock que pode-se ouvir uma guitarra base viva ►David Knopfler, além da empolgação de Knopfler! ^^




3- Solid rock [Live in Dortmund -80]

Bom, agora vamos conferir as versões da MM Tour 80/81, são as primeiras versões ao vivo com Alan Clark e Hal Lindes.

Nessas versões, o grande diferencial obviamente é a entrada do Piano, pois desse ponto em diante a guitarra base vai ficando sempre muitooooo discreta em relação a quando tínhamos David Knopfler na banda!

A introdução bem característica de Pick Whiters, "puxando o ritimo", Mark toca com sua Schecter Telecaster black, ele usou essa guitarra em Solid Rock da MM Tour 80/81 até a BIA Tour 85/86.

Outro detalhe é que por alguma razão, Mark resolve não continuar com o lindo arranjo com os backing vocal, (antes de David e John), fazendo uma linda harmonia bem característica dessa fase da banda, os sintetizadores seguem fazendo essa linha!

A energia que essa música carrega em sua essência é sempre a mesma, e Knopfler como sempre, quanto mais nos primórdios, mais empolgado! ^^




(O Orgão Hammond de Alan Clark é algo que se destaca bastante nessa fase da banda, como vocês podem perceber na hora do primeiro solo!

Esse mesmo Orgão Hammond foi bem explorado em Once Upon a Time in the West, Down to the Waterline, Lions* e Tunnel of Love*, Angel of Mercy nas versões da MM Tour 80/81!)


4- Solid Rock-Palais des Sports, Paris, France- 1981

Ainda no mesmo clima...
Palais des Sports, Paris, France
18th June 1981

É um raro registro, vale a pena conferir!



Solid Rock- LOG Tour 82/83

Minhas versões prediletas devido seu formato.

A meu ver, as versões da LOG Tour 82/83 conseguem atingir um perfeito equilíbrio, não são demasiadas, possuem uma estrutura bem Rock Sinfônico, vide a introdução com os sintetizadores e órgão, começa de uma maneira bem singela e vai ganhando corpo, crescendo até a entrada marcante de Knopfler, rasgante e cheia de energia!

Alguns detalhes interessantes para serem observado:

Percebam que nas versões de 79 e na Demo de 80, temos aquele lindo arranjo vocal de David e John, fazendo uma harmonia bem característica quando vai aproximando do final. ("uhhhhuuhhuuuhhhhh be uhhhhuuhhuuuhhhhh ")
Nas versões da LOG Tour em diante, o que acontece é que essa mesma linha melódica que cito aicma é antecipada, sendo executada no início da canção, podemos perceber essa passagem na introdução com os sintetizadores e órgão, fazendo esse som...
► ("uhhhhuuhhuuuhhhhh be uhhhhuuhhuuuhhhhh ") Enfim, são os ecos do passado se adequando a proposta musical dos Dire Straits na LOG Tour, é um pequeno detalhe nem todos estão atentos! ^^

Observem também a ausência de Sax, apesar de ser da LOG Tour, essa versão é bem no início da turnê, o sax só veio entrar definitivamente para o Dire Straits no decorrer da segunda parte da turnê, em 1983!

5- Isso é História, é o primeiro registro dessa canção com Terry Williams, pois faz parte do segundo show dessa turnê que deu origem ao Alchemy, 01.12.82-Live in Sheffield 1982





6-  "Solid Rock" 1983-06-22 Paris.

Aqui está uma animadíssima versão de Solid Rock da LOG Tour, nessa temos a presença de sax, com Mel Collins integrado aos Straits.

É interessante perceber o quanto mudou essa canção com Terry Williams, realmente ele conseguiu dar uma outra energia, aquela "virada" no final de Solid Rock é algo marcante!

Sempre percebi que Solid Rock é uma das canções que o Terry Williams mais se empolga. ^^

Apreciem mais uma rara versão!



7- Solid Rock 1983 aLCHEMY

Para encerrar as versões da LOG Tour 82/83, nada mais definitivo do que postar a última versão dessa turnê! ► aLCHEMY

Essa foi a primeira versão que conheci de Solid Rock, quando ganhei de um primo mais velho o LP aLCHEMY, ele tinha uma duplicata, creio que tinha meus 13 ou 14 anos, o primeiro contato a gente nunca esquece! ^^

Quando conheci a versão de estúdio e depois a do On The Night nessa mesma época, percebi que a versão do aLCHEMY é mais "pesada" obviamente, muito disso deve-se a Terry. Percebe-se que a roupagem que os Dire Straits deram para essa canção na LOG Tour tem a ver com toda a atmosfera criada pelos músicos dessa formação que contribui, o Sax de Mel Collins é bem diferente do de Chris White, Collins traz um som mais "rasgado", mais Rocker, particularmente sempre achei mais adequado para o que essa canção pede. Alan Clark esbanja maestria em seu piano, os backing vocal de John e Hal estão mais definidos do que na MM Tour e Knopfler interpreta com uma marcante influência de Dylan vocalmente falando!

Enfim... essa é a maneira que posso definir Solid Rock nessa maravilhosa turnê, LOG Tour 82/83

Gostaria de apontar um detalhe interessante nesse vídeo:

Observem que quando chega no ponto 4:56 min., ovacionado, Knopfler da um aperto de mão em um fã na platéia, é algo não muito comum de acontecer! ^^





Solid Rock- BIA TOUR 85/86


Agora iremo navegar nas versões da BIA Tour 85/86, embora sua estrutura muito se assemelha com as versões da turnê passada, as versões da BIA Tour existem outras peculiaridades, as quais irei destacar!

Tendo a mesma estrutura das versões da LOG Tour,  o que vai fazer um diferencial de imediato 
nas versões da BIA Tour são os equipamentos usados pela banda, tanto os Amps quanto os efeitos para as guitarras, esses são realmente mais explorados na BIA Tour. Jack Sonni tinha uma característica marcante, a liberdade de explorar essas distorções nas canções, um som menos "orgânico" com relação aos primeiros anos da banda. A BIA Tour tem essa característica, uma atmosfera que se difere bastante das outras turnê devido a adição de bateria eletrônica, mais sintetizadores e uma série de efeitos como:

Custom rack including:

Roland SRE 555 Chorus/Echo

Delt Lab Digital Delay

Mic-Mix Dyna-Flanger

Master Room Reverb Unit

Roland Graphic EQ

Ibanez UE 303 Multi Effect

a variety of Boss pedals, including:

CE 300 Chorus

DM 2 Delay

CS 2 Compressor

two CE 2 Chorus

BF 2 Flanger

PH 2 Phaser

OC 2 Octaver

Sem dúvidas foi a turnê do DS que mais explorou efeitos com distorções. 

Vejo que eles se adequaram para o momento, o momento pedia isso mesmo!



8- Para iniciar, ofereço a versão show Wembley Arena in London, United Kingdom on July 10th 1985

A canção é iniciada com a bateria eletrônica presente logo na introdução, e há uma antecipação do sax, justamente no trexo:

Well a house of cards
Was never built for shock
You could blow it down in any kind of weather
Now two solid rocks two solid blocks
You know they're gonna stick
Yeah they're gonna stick together 

Além da guitarra de Jack Sonni que entra depois da introdução que MK faz, vem cheia de distorção, características das versões da BIA Tour 85/86. ^^




9- Solid Rock- Sydney-86

Essa versão tem algumas diferenças das outras versões que postei.

1- Mark está usando sua Steinberger GL2 Standard, Black no lugar da Schecter Tele, isso proporciona outro timbre na canção.

Ele usou essa guitarra na segunda parte da BIA Tour► Agosto a Dezembro de 85 e "terceira" parte da Tour► Fevereiro a Abril de 86, em músicas como One Word, MFN e Solid Rock.

2- Jack Sonni faz um solo no final nessa versão, isso é uma característica que não ocorria nas versões anterirores, certamente isso só veio acontecer nos shows da última parte da BIA Tour em 1986.

Enfim, essa versão carrega todo esse clima de despedida, pois além de ser o último show da BIA Tour, o Dire Straits só voltaria em uma nova turnê depois de 6 anos, com uma nova cara.






Solid Rock- Pensa Guitar

Essa é a primeira versão em vídeo de Solid Rock com a Pensa Guitar.

Aqui é a porta de entrada para novas versões e novas atmosferas dentro dessa canção.
Nessa versão que apresento, é o ensaio para o concerto Nelson Mandela tribute em 1988, trata-se do Mandela Warm-up gig realizado dois dias antes do Nelson Mandela tribute, em 09.06.88, no lendário Hammersmith Odeon, London, UK.

Na realidade existe ainda uma noite anterior desse ensaio, porém só existe em áudio, esse vídeo que irei postar é da segunda noite, logo depois seria a noite oficial.

Ela incia da mesma maneira das versões da BIA Tour, mas o timbre da guitarra de MK é o diferencial, proporciona uma nova característica a canção, ela fica mais "veneno". Outra coisa especial é a participação de Eric Clapton que faz um solo no final nessa versão e na noite oficial.

Me chama atenção a interpretação de MK, uma de minhas prediletas, sua voz estava excelente, fica evidente que ele estava curtido muito aquele momento, bem a vontade, pois não foi filmado oficialmente! ^^


10-Mandela Warm-up gig-09.06.88




11-Não poderia deixar de postar a versão do show Nelson Mandela tribute 1988.





12-  Tokyo no dia 02.11.88

Outra versão bastante rara e curiosa está presente nesse show que faz parte da turnê de Clapton de 1988 que contava com a participação de Mark Knopfler e Alan Clark. O curioso é que especificamente neste show foi tocada, (além de MFN), Solid Rock. 

Há aqui também nuances curiosas a começar com introdução, (que vai se diferenciar das versões com o formato da BIA tour, neste caso, a introdução "soa" nos moldes da LOG tour, é só prestar atenção no que Alan Clark faz) .Não obstante, outros pontos que gostaria de destacar, é a interpretação de Knopfler, bem diferente das anreriores, além de que, essa é primeira vez que Solid Rock vem com a presença de backing vocals femininos, além da ilustre presença de Elton John com a banda.

Confiram, no ponto : 1:41:50






13- Knebworth 1990- 30-06-1990 

Essa foi a última versão de Solid Rock com a participação de Eric Clapton.

Essa versão é muito interessante, marca o início da volta do Dire Straits nos anos 90. Os NHB tinham acabado a sua primeira turnê e Mark estava pronto para gravar novamente com os Dire Straits.

Alan Clark com um novo visual, cabelos longos, com barba, vocês devem perceber a ausência de sax nessa versão, não sei por qual motivo o Criss não esteve presente nessa ocasião. Nesse ponto o Dire Straits estava oficialmente sem baterista e guitarrista base, no ano seguinte, o Phil Palmer se integraria como segundo guitarrista do DS e posteriormente Chris Whitten, que nessa época era baterista da banda de Paul McCartney. 

Uma coisa que chama atenção nessa versão é que ela é menos "envenenada" que as outras, devido o fato  de ser um pouco mais lenta, mas isso não diminui em nada o potencial dessa canção, aliás, esse diferencial é algo bem vindo, pois há uma nova atmosfera, um novo contexto. Backing vocals femininos presentes.

Eu acho que nessa versão Clapton faz um solo mais inspirado que nas versões de 1988, mais expressivo, eu diria. Há quem diga que quando Knopfler entra com seu solo após o de Clapton, ele comete um pequeno erro sutil e logo corrige, é +/- entre 4:08 e 4:11 min, mas enfim, com erro ou sem erro, essa versão é maravilhosa.

Apreciem!



Solid Rock- OES Tour-91/92
Último capítulo


A última turnê que foi tocada Solid Rock.

As versões de Solid Rock da OES tour possuem outras características interessantes.
A principio, as versões de 1991 são um pouco mais longas, como vocês irão perceber. Na verdade essas versões da OES Tour 91/92 são uma misturada de todas as versões anteriores e algumas inovações.

Estrutura:

1- (Introdução): 

Diferente das versões anteriores, ausência de qualquer tipo de bateria. Me parece ser uma especie de teclado que faz a introdução, mas é trabalhado de forma bem diferente, pausando, com certos intervalos até entrar o piano e a guitarra de Knopfler. (Interessante o jogo de luz no palco em sincronia com a introdução)

Outro detalhe interessante que vocês devem perceber ainda na introdução é que Mark executa a introdução da mesma forma como encerrava as versões anteriores, (a construção) além das versões dessa turnê, onde ele entra com o arranjo em Lá maior, antes daquela clássica virada na bateria que o Terry criou nos anos 80. 

Nessas versões não encontra-se aqueles clássicos ligados (se é correto definir aqueles licks country que ele sempre fazia na introdução das versões anteriores. Para melhor compreender, checar a versão do Alchemy ,em 1:19 min)

2- (Meio):

no trecho

"Well a house of cards
Was never built for shock
You could blow it down in any kind of weather
Now two solid rocks two solid blocks
You know they're gonna stick
Yeah they're gonna stick together"

O sax entra sutilmente apenas no final do trecho, ele não está presente no momento do primeiro solo, ao contrario das versões da BIA Tour 85/86. Nesse caso, essa parte do primeiro solo é baseada nas versões anteriores a BIA Tour, geralmente como mais velocidade.

3- (Fim):

Depois do solo de sax, aproximando-se do final, encontramos um novo momento na canção, (na verdade é o que eles faziam em 79, os vocais de David e John), só que na OES Tour 91/92, são as guitarras de Mark e Phil e o Pedal Steel Guitar de Paul, duelando com o sax de Criss, assim fazendo uma Solid Rock mais “moderna”, as oitavas entre as duas guitarras é algo fantástico.

14- Munich 1991-11.10.91



15- Rotterdam 1991-09-30

Vale a pena conferir!

16- Solid Rock LIVE- (On the Night)

Essa versão é fundamental!

Observa-se a presença do sax fazendo uma pontinha no finalzinho da introdução, antes de cantar.




17- Um pouco adiante, Solid rock [Basel -92]

Nesse vídeo eu percebo a banda mais espontânea do que no On the Night, além de que, mostra o pessoal bem perto do palco com um cartaz escrito> Solid Rock, eles estão todos vibrando nesse momento! 


18-  Dire Straits - Solid Rock [Nimes -92 ~ HD]

Chegando na reta final, a versão de Nimes 92.

O fim de uma Era...

Esse é um dos últimos shows do Dire Straits, realizado 29.09.92. O último show do Dire Straits seria dez dias depois desse show, em Zaragoza, Spain, 09.10.92.

Bom... nessa versão uma coisa que chama atenção é voz de Knopfler, já demostra sinais de desgastes, pois a essa altura a banda já tinha ultrapassado um ano em turnê, certamente estavam exaustos, mesmo assim a canção permanece vibrante e brilhante!




Considerações finais:



Guitarras que Mark usou para tocar Solid Rock: Fender em 1979, Schecter Telecaster black 80 a 85, Steinberger GL2 Standard, Black em 86 e a Pensa de 88 a 92.


Eu acho muito complicado tratar esse assunto no aspecto técnico de Knopfler, há quem diga que a mudança técnica começou no Love Over Gold, ok, mas quando nos deparamos com Southbound again e Eastbound train ambas ao vivo em 78/79 e aí??? Ali tem acordes dissonantes e escalas jazzísticas, no entanto, cabe uma reflexão:

O que vemos na técnica de Knopfler na OES tour já estava contido nele desde os primórdios, houve apenas uma expansão, ele foi incrementando sua técnica na medida que ia compondo novas canções. Obviamente que o ano de 1982 marca bem essa característica, uma abertura maior para essa vertente de acordes dissonantes e escalas jazzísticas, vide elementos contidos na trilha "Local Hero" e álbum LOG, além da faixa "Badges, Posters, Stickers, T-Shirts", e a maneira que as canções estavam sendo tralhadas ao vivo na LOG Tour. Em 1984 a música Joy da trilha "Comfort and Joy" é um exemplo magnifico de escalas jazzísticas, a própria balada " Your Latest Trick" em 1985 é um jazz em essência, em OES temos Fade To Black, que seria um Rock 'n' roll ala Chuck Berry, mas por algum motivo Mark tornou-a uma "balada jazzísticas" salvo o engano, também encontra-se esse sentimento jazzístico em Planet Of New Orleans ao vivo!

É válido citar o momento em que Mark Knopfler gravou o álbum Neck and Neck com o seu grão-mestre Chet Atkins em 1990, muito embora, desde 1985 que já havia gravado algumas canções com Chet como: Cosmic Square Dance e Some Leather And Lace, (ambas de 1985) Imagine em 1988, além do especial em 1987- Chet Atkins and friends. Enfim, tudo isso deu uma guinada sem dúvidas na técnica de Knopfler.

Particularmente, entre as duas ultimas turnês da banda, eu prefiro as versões de Solid Rock da OES Tour nesse contexto da técnica, (muito embora, o equilíbrio perfeito dessa canção está na LOG tour, essas sim, são as minhas prediletas) contudo, é sempre algo difícil de afirmar algo definitivo, pelo menos pra mim, pois o que ele fazia nos primórdios com aquela Fender é algo que não consigo deixar em evidência, devido o "sabor", mas quando eu vejo o que ele faz com a Pensa em Planet of New Orlenas ao vivo... eu fico "esbabacado"! ^^
É bem verdade que há um sentimento Jazzístico embutido no álbum OES, ele passa bem essa atmosfera, sinto isso só em olhar a capa do álbum, apesar da forte presença de elementos Country, vide a entrada do Pedal Steel guitar, e o sentimento Blues de You and Your Friends... são coisas que não passam despercebidas!

São 22 anos sem Solid Rock, depois de fazer essa evolução musical, percebo a falta que essa canção faz. Que bom seria se MK resgatasse essa canção, que ela voltasse com a cara de qualquer turnê do DS ou com uma nova roupagem de repente, mas como citou o amigo Arthur, certamente a falta de jovialidade em MK o impede de resgatar essa canção, assim como Tunnel of Love, eu diria e mais algumas outras.

Enfim, pra mim, foi um prazer realizar essa evolução musical, espero que vocês tenham gostado dessa viagem no tempo e aguardemos uma próxima evolução musical!


Até lá! ^^


Brunno Nunes.

Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979