sábado, 18 de outubro de 2014

Evolução Musical- Solid Rock

Saudações Knopflerianas

Irei tentar trazer algumas perolas do orkut que eu havia postado na antiga comunidade.

Evidentemente, para muitos poderá não ser qualquer novidade, porém, acredito que para tantas outras pessoas possa ser interessante, então, mãos a obra! ^^

Evolução Musical- Solid Rock

Irei tentar mostrar a evolução musical de Solid Rock, apresentar alguns aspectos interessantes envolvendo essa canção, que no mínimo é empolgante e alto astral!

Para iniciar, vou falar um pouco de como que surgiu essa canção, que "estranhamente" nunca foi parar nenhuma coletânea do Dire Straits! oO

Isso pede um pouco de arqueologia Knopflerianda! ^^


Solid Rock foi escrita justamente durante aqueles tristes dias na segunda vista do Dire Straits nos Estados Unidos, em meados de Setembro e Outubro de 1979, quando a relação de Mark e sua ex-noiva (Holly Vincent) havia se rompido.

Solid Rock nada mais é que uma injeção de auto-estima, um grito de alerta de quem está na posição de que vai dar a volta por cima em uma determinada situação, no caso de Mark, uma situação, antes desfavorável, mas, que logo se transformou em algo positivo.

Por isso o refrão►
I wanna live on solid rock
I'm gonna live on solid rock
I wanna give don't wanna be blocked
I'm gonna live on solid rock

Assim como Expresso Love, R&J, Love Over Gold, It Never Rains... Solid Rock também é uma canção que faz menção a sua situação com Holly, especificamente a sua experiência e sua disposição em sobressair diante do que se passava.
Todo o processo que houve durante o período do final da Communiquê tour foi crucial para composição de clássicos como Romeo And Juliet e Solid Rock.





 Apesar de Solid Rock ter sido escrita justamente a segunda vista do Dire Straits nos Estados Unidos, em meados de Setembro e Outubro de 1979, ela só foi apresentada ao público em Novembro e Dezembro de 79, nos shows da reta final da Communique Tour.

1- Para iniciar o primeiro exemplo nessa evolução, fiquem com essas cenas do documentário BBC Arena 80, Solid Rock ao vivo antes da Making Movies Sessions, no Rainbow Theatre, 20 Dezembro de 1979.

Julgo ser o melhor exemplo para iniciar nossa viagem nessa Evolução Musical, a canção sendo executada em sua ideia original, com a primeira formação, numa atmosfera menos "densa" que as versões das turnês seguintes. Ela está mais fresca (no melhor sentido da palavra) pois não há sintetizadores, pianos ou teclados, bem seca e mais Rock'n Roll!

Detalhe para o arranjo final, os backing vocal de David e John, fazendo uma linda harmonia bem característica dessa fase da banda. Esse mesmo arranjo foi ressuscitado nas versões da OES Tour 91/92, no entanto, ao invés de ser backing vocal, são as guitarra e sax que fazem essa mesma harmonia, por enquanto fiquem com essa versão!




2- Aqui está a Demo de Solid Rock.

Considero esse o último suspiro da formação original.

Eu sou apaixonado por essa rara versão, ela é tocada ainda com sua Fender Stratocaster e dar pra sentir como seria o Dire Straits com David se ele tivesse continuado na banda, essa atmosfera só existia com sua presença.

Outro detalhe é que essas são as únicas versões de Solid Rock que pode-se ouvir uma guitarra base viva ►David Knopfler, além da empolgação de Knopfler! ^^




3- Solid rock [Live in Dortmund -80]

Bom, agora vamos conferir as versões da MM Tour 80/81, são as primeiras versões ao vivo com Alan Clark e Hal Lindes.

Nessas versões, o grande diferencial obviamente é a entrada do Piano, pois desse ponto em diante a guitarra base vai ficando sempre muitooooo discreta em relação a quando tínhamos David Knopfler na banda!

A introdução bem característica de Pick Whiters, "puxando o ritimo", Mark toca com sua Schecter Telecaster black, ele usou essa guitarra em Solid Rock da MM Tour 80/81 até a BIA Tour 85/86.

Outro detalhe é que por alguma razão, Mark resolve não continuar com o lindo arranjo com os backing vocal, (antes de David e John), fazendo uma linda harmonia bem característica dessa fase da banda, os sintetizadores seguem fazendo essa linha!

A energia que essa música carrega em sua essência é sempre a mesma, e Knopfler como sempre, quanto mais nos primórdios, mais empolgado! ^^




(O Orgão Hammond de Alan Clark é algo que se destaca bastante nessa fase da banda, como vocês podem perceber na hora do primeiro solo!

Esse mesmo Orgão Hammond foi bem explorado em Once Upon a Time in the West, Down to the Waterline, Lions* e Tunnel of Love*, Angel of Mercy nas versões da MM Tour 80/81!)


4- Solid Rock-Palais des Sports, Paris, France- 1981

Ainda no mesmo clima...
Palais des Sports, Paris, France
18th June 1981

É um raro registro, vale a pena conferir!



Solid Rock- LOG Tour 82/83

Minhas versões prediletas devido seu formato.

A meu ver, as versões da LOG Tour 82/83 conseguem atingir um perfeito equilíbrio, não são demasiadas, possuem uma estrutura bem Rock Sinfônico, vide a introdução com os sintetizadores e órgão, começa de uma maneira bem singela e vai ganhando corpo, crescendo até a entrada marcante de Knopfler, rasgante e cheia de energia!

Alguns detalhes interessantes para serem observado:

Percebam que nas versões de 79 e na Demo de 80, temos aquele lindo arranjo vocal de David e John, fazendo uma harmonia bem característica quando vai aproximando do final. ("uhhhhuuhhuuuhhhhh be uhhhhuuhhuuuhhhhh ")
Nas versões da LOG Tour em diante, o que acontece é que essa mesma linha melódica que cito aicma é antecipada, sendo executada no início da canção, podemos perceber essa passagem na introdução com os sintetizadores e órgão, fazendo esse som...
► ("uhhhhuuhhuuuhhhhh be uhhhhuuhhuuuhhhhh ") Enfim, são os ecos do passado se adequando a proposta musical dos Dire Straits na LOG Tour, é um pequeno detalhe nem todos estão atentos! ^^

Observem também a ausência de Sax, apesar de ser da LOG Tour, essa versão é bem no início da turnê, o sax só veio entrar definitivamente para o Dire Straits no decorrer da segunda parte da turnê, em 1983!

5- Isso é História, é o primeiro registro dessa canção com Terry Williams, pois faz parte do segundo show dessa turnê que deu origem ao Alchemy, 01.12.82-Live in Sheffield 1982





6-  "Solid Rock" 1983-06-22 Paris.

Aqui está uma animadíssima versão de Solid Rock da LOG Tour, nessa temos a presença de sax, com Mel Collins integrado aos Straits.

É interessante perceber o quanto mudou essa canção com Terry Williams, realmente ele conseguiu dar uma outra energia, aquela "virada" no final de Solid Rock é algo marcante!

Sempre percebi que Solid Rock é uma das canções que o Terry Williams mais se empolga. ^^

Apreciem mais uma rara versão!



7- Solid Rock 1983 aLCHEMY

Para encerrar as versões da LOG Tour 82/83, nada mais definitivo do que postar a última versão dessa turnê! ► aLCHEMY

Essa foi a primeira versão que conheci de Solid Rock, quando ganhei de um primo mais velho o LP aLCHEMY, ele tinha uma duplicata, creio que tinha meus 13 ou 14 anos, o primeiro contato a gente nunca esquece! ^^

Quando conheci a versão de estúdio e depois a do On The Night nessa mesma época, percebi que a versão do aLCHEMY é mais "pesada" obviamente, muito disso deve-se a Terry. Percebe-se que a roupagem que os Dire Straits deram para essa canção na LOG Tour tem a ver com toda a atmosfera criada pelos músicos dessa formação que contribui, o Sax de Mel Collins é bem diferente do de Chris White, Collins traz um som mais "rasgado", mais Rocker, particularmente sempre achei mais adequado para o que essa canção pede. Alan Clark esbanja maestria em seu piano, os backing vocal de John e Hal estão mais definidos do que na MM Tour e Knopfler interpreta com uma marcante influência de Dylan vocalmente falando!

Enfim... essa é a maneira que posso definir Solid Rock nessa maravilhosa turnê, LOG Tour 82/83

Gostaria de apontar um detalhe interessante nesse vídeo:

Observem que quando chega no ponto 4:56 min., ovacionado, Knopfler da um aperto de mão em um fã na platéia, é algo não muito comum de acontecer! ^^




Antes de seguir para próxima fase, (BIA tour 85/86), gostaria de ver algumas considerações, se possível. Estão gostando até aqui?

Brunno Nunes.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Enquete- Bateristas- Danny Cummings & Ian Thomas

Tendo em vista os dois últimos bateristas a acompanhar Knopfler em suas últimas turnês, qual deles se encaixou melhor na banda, trazendo melhor desenvoltura no geral nas canções?

► SHANGRI-LA TOUR 2005 (Danny Cummings)
► ALL THE ROADRUNNING TOUR 2006 (Danny Cummings)
► KILL TO GET CRIMSON TOUR 2008 (Danny Cummings)
 ► GET LUCKY TOUR 2010 (Danny Cummings)
 ► EUROPEAN TOUR 2011 (Ian Thomas)
► USA & CANADIAN TOUR 2012 (Ian Thomas)
► PRIVATEERING TOUR 2013 (Ian Thomas)

 Já é tempo de analisar o trabalho de Ian Thomas com Mark knopfler. Passei a fazer isso logo após conferir alguns vídeos e bootlegs entre 2011 e 2013, e sinceramente, eu tinha uma expectativa maior de seu desempenho nas canções em geral, canções como Song for Sonny Liston, Speedway at Nazareth, a própria SOS não soaram com certa pujança(pelo menos ao meus ouvidos), e eu que andava reclamando do desempenho de Danny Cummings, hoje, olhando canções como as que citei acima com a batida dele, vejo que estava enganado, pois o que ele fez nestas canções é de fato criativo e célebre, principalmente em Song for Sonny Liston, Speedway at Nazareth.

 Sempre achei que o baterista perfeito pra carreira solo de MK fosse o mestre Pick Withers, claro que não há a menor chance de ocorrer devido a fatores de egos, mas, como seria bom ver essa mistura musical. Sinto que de fato há que se dar um pouco mais de tempo para poder avaliar melhor o Ian Thomas na banda de Knopfler, Danny Cummings se adaptou muito bem a proposta música, embora sempre o achei melhor percussionista do que baterista. Sempre achei que o Chris Whitten funcionou muito melhor na banda de Paul Mccartney do que com o DS na OES tour-91/92, no DS ele tornava-se muito mecânico, pouco swing, pouco espontaneidade, "duro", enquanto que na banda de Paul Mccartney notavelmente havia maior liberdade em sua performance creio que vejo algo semelhante com o Ian Thomas no contexto atual, em relação de onde ele veio (Eric Clapton) e onde eles está agora (Mark Knopfler).

 Para análise, trago um exemplo, a versão de Speedway at Nazareth de um dos melhores shows que considero de Mark Knopfler, LIVE IN ROME 2005, 13th June 2005> Essa versão possui uma atmosfera incrível, o desempenho de Danny Cummings aqui é fora de série!

 


 Agora, Ian Thomas, 2013

 


Lembrando que não me esqueci de Chad Cromwell, apenas, quis especificar esses dois mais recentes!

  Brunno Nunes

Nota de esclarecimento.

Saudações Knopflerianas

Tenho recebido alguns e-mail de alguns leitores do Blog perguntando a razão de nunca mais ter publicado novidades.

Sei que já faz tempo que não atualizo este espaço, infelizmente me encontro impossibilitado de me dedicar com a enfase que tive durante quase cinco anos, devido aos "arrochos acadêmicos", reta final, enfim...
Espero tão breve possa voltar a compartilhar ideias, curiosidades e considerações acerca do Universo Dire Straits.

Em breve estarei trazendo novidades! ^^
Agradeço a compreensão de todos, e um fraterno abraço!

Brunno Nunes

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mark Knopfler interview in Swedish.

Acabei de encontrar um vídeo bem interessante e gostaria de compartilhar com todos! ^^

Mark & Kenny Brack.



No ponto, 7:26 mim, o cara está entrando no local onde foram gravados os primeiros clipes do Dire Straits, seria isso mesmo pelo que entendi? Enfim, achei bem curioso!



Provavelmente este programa foi feito entre 2007 e 2008. Confesso que desconhecia esse vídeo.

Espero que gostem!

Brunno Nunes


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dire Straits não foi obra exclusivamente do Mark Knopfler!


É com essa abordagem, (talvez polêmica para alguns, talvez nada mais que natural para outros), que venho fechar o mês de Janeiro.

Dire Straits não foi obra única e exclusivamente de Mark Knoplfer, não vejo a banda dessa maneira como algumas pessoas!





A sonoridade do grupo deve-se muito ao estilo de ambos, afinal, David, Pick, o Jonh, muito contribuíram para as coisas serem do jeito que foram, Mark se juntou as pessoas certa para fazer acontecer!

A meu ver, a primeira formação da banda é a base de tudo o que o Dire Straits se tornou, no entretanto,como bem sabemos,o Mark tomou o controle total da banda a partir do Making Movies. O processo de criação musical do grupo, especialmente nos dois primeiros álbuns, não são méritos apenas de Mark Knopfler. Nos primeiros anos 77/79, existe algo que identifico como a sonoridade dos "Knopfler brothers", algo que foi essencial para soar daquela maneira, o segredo estava em ambos e não somente em Mark Knopfler!






O Pick Withers é um baterista único, dono de um estilo singular de tocar bateria, ele tinha originalidade, fineza, sutileza, uma sensibilidade incrível em todas músicas do Dire Straits que ele tocou; quanto ao John, a história mostra que ele foi mais irmão de Mark do que o próprio David, cada um com suas ambições, o John só queria saber de tocar, John e Mark Knopfler formavam um grande time, tanto que foram até o fim em 92!

Enfim, a idéia de que Dire Straits é Mark Knopfler e Mark Knoplfer é Dire Straits nunca me convenceram, são propostas musicais completamente diferentes, há toda uma formula (jeito) de se criar canções muito distintas em ambos os víeis, cada um com sua particularidade, contudo, olhando a obra toda, percebe-se claramente que há uma evolução nas composições das letras (tendo em vista a carreira solo), por outro lado, parece haver uma inversão quanto ao quesito (guitarra), como se a mesma perdesse substancialmente ênfase e os holofotes fossem jogados para outros instrumentos, hoje com uma flauta muito presente em seus shows, que muitas vezes não funcionam (a meu ver) em determinadas canções como What It Is, (em termos de instrumentação, prefiro as versões da STF tour 2001, violino sim é o casamento perfeito pra esta canção),Telegraph Rod... mas ai já é outra história! ^^

Não obstante, Mark Knopfler sempre foi e é a alma do Dire Straits, só que a alma precisa de um corpo, o corpo foi o conjunto inteiro, cada um dando o melhor de si, e assim foi como tudo começou! Penso que na fase inicial do dire straits (os dois primeiros álbuns), notadamente foi marcada por uma abordagem  intimista. Mas o que isso significa? Abordava temas comuns, lady writer é um exemplo, pois é uma música quer trata de uma mulher entrevista num programa de tv. Julga erroneamente o ouvinte que acha um tema banal, mas a proposta inicial do grupo era inovar a música inglesa, trazer o que tinha de melhor nos guetos londrinos (um ótimo lugar comum) misturada a uma sonoridade Americana, vide a invasão Americana que influenciou e continua a influência todo o mundo . Sem dúvidas que a influência cultural de Mark traçou os passos subsequentes da banda. A inclusão de alguns instrumentos como sax a partir de 83, o clima irlandês e escoceses em Portobello Belle ao vivo em 83, os temas ainda mais subjetivistas tornou a banda ainda mais knoflereniana. Dessa forma, o dire straits teve diversos momentos: 1) Final da década de 70 - funcionava como grupo; 2) década de 80 - obra intimista de mark knofler com inclusão de instrumentos ecléticos -  teclados, sintetizadores, saxofone, flauta, até bateria eletrônica na BIA 85/86 ; 3) década de 90 - obra exclusiva de Mark. 

Ao fã desatento, admira-lhe o fato de Sultans of Swing e On Every Street pertencer a mesma banda e isso se deu, fundamentalmente pela marcante  metamorfose sonora que a banda sofreu com a perda de David, bem como as passagens dos bateristas, Pick e Terry, (que ambos dão sentidos e sabores muito distinto as canções). Não podemos nos esquecer do homem dos teclados e Pianos e Sintetizadores, Alan Clark, que vem definir marcantemente o som da banda . Quem acompanhou o trabalho posterior deste, sabe que a temática foi gradativamente mudando com o passar do tempo, Mark não escreve letras e nem tão pouco melodias no estilo inconfundível do Dire Straits, a mais perto que fez (propositalmente) foi What it Is, e de lá pra cá há alguns lampejos, os “ecos” mais abundantes do DS em sua carreira solo estão no Golden Heart evidentemente, afinal, é seu primeiro álbum solo.

Outro ponto de vista, referente ao tópico, é que no Dire Straits, determinadas músicas possuem uma  personalidade mais  intensa de um músico da banda!

Por Exemplo:


(Walk Of Life)= Jack Sonni ^^ é a cara dele, basta assistir o clip ou ver as brincadeiras que Mark tira com ele no show em Sidney 86!

(Solid Rock) = Terry Williams, a energia e a virada no final da canção.





(Six Blad Knife)= John Illsley e aquela marcação do baixo, envolvente.

(Your Latest Trick)= Chris White, com um sax impecável, fazendo dessa, um clássico, indiscutivelmente ! 

(Wild West End)= David Knopfler, basta assistir o clip ou ver ela no chorus 78 ou rockpalst 79 e ver como o David brilha nessa música com sua guitarra base dando movimento na música inteira.

(Water Of Love)= Pick Withers, com seu ritmo e swing incrível, criativa introdução.

O álbum Love Over Gold inteiro é a cara do Alan Clark.

(You And Your Friend)= Paul Franklin com seu Pedal Steel Guitar, ele mostrou pq ele é incrível com e solo que ele faz nessa obra de arte!

(É evidente que esses exemplos são meramente ilustrativo, nada impede de alguém ouvir quanlquer uma dessas canções e remeter há algum outro membro, o fato é que a primeira pessoa de cada canção é o próprio Knopfler, lider, compositor, cantor e guitarrista solo).



Não vejo esse aspecto claramente na carreira solo, e olha que segundo o próprio Mark, os músicos que o acompanham em carreira solo, têm mais liberdade para por sua identidade sonora do que nos tempos do Dire Straits, talvez isso deva-se ao fato (CARISMA).
Vamos debatendo! ^^


Brunno Nunes.


("Meu porto seguro sonoro reside nessa fase") (Segunda turnê americana- New York- September 1979)

A alquimia dos Dire Straits

Vou postar aqui uma publicação antiga que vi em um blog sobre música no ano de 2004, que estava revendo e achei pertinente trazer aqui para o Universo Dire Straits, uma vez que compartilho de boa  parte desse ponto de vista abordado pelo autor.




"Alguns anos antes de "Brothers in Arms" transformar definitivamente os Dire Straits numa banda de estádio, o "blues-rock" protagonizado pelas Fender Stratocaster dos irmãos Knopfler foi um fenómeno de saudável revivalismo que ajudou a "geração de 70" a reconciliar-se com as novas tendências que emergiram da "new wave". O primeiro disco de originais estava recheado de temas que partiam da melancolia tranquila de JJ Cale para desenvolverem um som fortemente personalizado e que assinalava o regresso ao som primordial do rock'n'roll, assente nas guitarras, baixo e bateria, repudiando a plastificação que iria tomar conta de dezenas de bandas nos anos 80.
"Sultans of Swing" deu aos Dire Straits o grande empurrão para se colocarem sob os holofotes da fama. No programa "Rock em Stock", da Rádio Comercial, a canção era um dos pratos fortes, mas a insistência na divulgação do "single" acabava por votar à ignorância outras faixas igualmente apelativas que ajudavam a fazer do disco de estreia da banda um fenômeno a não desprezar. Conheci o resto do álbum através de uma cópia que me foi emprestada por uma "mão amiga" que, embora difícil de catalogar como melômana, andava, pelos finais da década de 70, com uma tendência invulgar para consumir música.
Foi desta forma que me apercebi que "Sultans of Swing" estava longe de arrumar os Dire Straits na vasta legião de bandas que a crítica inglesa costuma apelidar de "one hit wonder". "Down to the Waterline", que abria as hostilidades, "Water of Love", com a sua deliciosa "slide guitar", "Setting Me Up" e "Southbound Again", que recuperavam o rock de cores sulistas, e "Wild West End", uma balada irresistível à custa da melancolia das guitarras acústicas, faziam do disco uma das boas surpresas daquele ano de 1978, quando o "punk" já exalava os seus últimos suspiros para descanso dos tímpanos mais sensíveis. 

Tudo isto era embrulhado numa capa que, sem favor, pode ainda hoje em dia integrar o que de melhor se fez, desde sempre, em matéria de design gráfico para este fim específico.
Os Dire Straits prosseguiriam no bom caminho nos dois álbums seguintes, "Communiqué" e "Making Movies". Mas a magia inicial foi-se perdendo à medida que a produção foi ficando mais polida, asfixiando a autenticidade original das guitarras que iam colher inspiração em Cale e nos Shadows. Recordo-me de, já nos anos 90, ter visto os Dire Straits no concerto que deram em Lisboa, no Estádio de Alvalade. Uma seca arquitectada pelos solos intermináveis de Mark Knopfler que provocavam uma incontornável sonolência e suspiros de saudade sobre os velhos tempos em que a banda dava os primeiros passos. Não deixa de ser curioso que a banda tenha intitulado "Alchemy" o seu duplo ao vivo. É um estrondoso equívoco porque a verdadeira alquimia dos Dire Straits só é detectável nos seus primeiros disco de estúdio. 

Não há amor como o primeiro, costuma dizer-se. E uma colectânea, como "Money for Nothing", tem esse interesse de servir de aperitivo que abre a expectativa em relação aos pratos principais. Acho que o melhor de Mark Knopfler, enquanto guitarrista e compositor, está nos primeiros álbuns dos Dire Straits. O solo do tema "Brothers in Arms" não me desgosta. Mas nessa altura já o guitarrista tinha trocado a velha Stratocaster por uma Gibson. O que, para mim, faz toda a diferença.

Ainda a respeito dos Dire Straits, José deixou o seguinte comentário:

"O disco que me arrebatou os ouvidos foi Communiqué, de 1979. É, obviamente para mim, um disco melhor que o primeiro e talvez o melhor da banda."

Não consigo decidir qual dos dois primeiros álbuns dos Dire Straits é o melhor. Gosto do som cru do disco de estreia mas confesso que o "Communiqué" sempre exerceu, também, um grande fascínio junto dos meus ouvidos. Não tanto pelo tema "Lady Writter", de que nunca escutei a versão ao vivo que é referida no comentário, mas porque as guitarras estão melhor do que nunca, com um som límpido e cristalino, fornecendo uma sofisticação e elegância que não fazem parte dos atributos do primeiro disco da banda de Mark Knopfler.
O dedilhado na entrada do tema "News" é arrasador e lembro-me de ouvir esse tema vezes sem conta. "Portobelle Belle" e "Single Handed Sailor" são canções de primeira água. E o remate do álbum, através de "Follow Me Home", é daqueles que me fez perceber a utilidade de ter, no leitor de CD, a função "repeat".
Aproveitando a sugestão deixada pelo José, acho que vou levar para o carro o "Communiqué", um excelente antídoto para o "stress" do trânsito. Com a convicção de que, se não for o melhor dos Dire Straits, este álbum está, pelo menos, entre os seus dois melhores.

Ao lêr esses comentários, achei muito interessante, pois concordo em muitos pontos do que se foi comentado!
Realmente a magia inicial foi-se perdendo à medida que a produção foi ficando mais polida, asfixiando a autenticidade original das guitarras que iam colher inspiração em Cale e nos Shadows. Somente pelas Fender Stratocaster dos irmãos Knopfler, pode-se sentir tal magia!"

O autor desse comentário foi brilhante ao escrever:
(Não deixa de ser curioso que a banda tenha intitulado "Alchemy" o seu duplo ao vivo. É um estrondoso equívoco porque a verdadeira alquimia dos Dire Straits só é detectável nos seus primeiros disco de estúdio.) Isso é realmente claro, só não ver quem não quer, sem desmerecer toda a grande obra da banda! ^^

Infelizmente eu não achei a fonte, creio que não exista mais esse blog,  porém, eu tinha salvo em meus documentos de word esse texto.

O que vocês acham deste ponto e vista? Até que ponto acham coerente? 

Brunno Nunes

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Desvendando o Véu- Material mutilado- Shows oficiais e não oficiais!

Sem dúvidas, uma péssima característica marcante na trajetória do Dire Straits e carreira solo de Mark Knopfler está presente nos lançamentos de material, seja oficial ou não oficial de ambos. É lamentável, mas temos que admitir, existem verdadeiros absurdos no que se refere a certos lançamentos, simplesmente eles são mutilados sem nenhuma justificativa convincente e o pior de tudo, isso não é muito perceptível pela maioria.

Irei apresentar apenas alguns exemplos que considero absurdos, uma falta de sensibilidade e respeito com o público feito de  fãs, apreciadores e consumidores da obra Knopfleriana.

Pra começar, simples e direto, (o cinturão de ouro)  quem nunca se deparou com o clipe de Sultans Of Swing  e não achou alguma coisa estranha? Aos pouco foi percebendo que foi cortado uma estrofe inteira e o pior... (o grand finale), o solo que marca o ápice da canção... está descaradamente mutilado com um fade desgraçado!!!!



Ausência da estrofe:

"And a crowd of young boys they're fooling around in the corner
Drunk and dressed in their best brown baggies and their platform soles
They don't give a damn about any trumpet playing band
It ain't what they call rock and roll
And the sultans
Yeah the sultans play creole"


Esse mesmo "fenômeno" ocorre no vídeo que segue, não obstante, trata-se da primeira aparição da banda na tv, no programa da BBC- The Old Grey Whistle Test, realizado em  15th May 1978, antes mesmo do vídeo clipe oficial mostrado acima- 12th June 1978. Desta vez, ausência da estrofe que antecede o primeiro solo da canção



Pelo menos deixaram o solo final até a última gota!

Agora vamos de Alchemy.



Hoje em dia, todo fã assíduo sabe que o show que deu origem ao primeiro álbum ao vivo do Dire Straits- Alchemy, não está completo, há ausência de pelo menos 4 canções do setlist original e nunca vieram a luz oficialmente, com exceção da canção Love Over Gold, que está presente no lançamento em cd deste álbum.

As canções que ficaram de fora são: Industrial Disiases, Love Over Gold, Twisting By The Poll e Portobello Belle. Todas essas são canções que estiveram presente no setlist da LOG tour 82/83. Nada mais incoerente para um lançamento de um primeiro álbum ao vivo de uma banda deste porte e não trazer o que de fato a banda na integra, mostrando de fato o que estavam fazendo, como a maioria dos lançamentos ao vivo de muitas outras bandas. Quando se tem noção do que ficou de fora, a sensação que fica é quase como "os melhores momentos do show", pelo menos é o que sinto quando ponho o dvd para assistir.

É evidente que a magia está lá o tempo todo, não tem como assistir o Alchemy e não se emocionar diante de tudo que está registrado, porém, tenham certeza, poderia ser muitooooo mais glorioso esse show, imaginem só contemplar uma versão de Portobello Belle em sua melhor fase, com mais de 13 min.? Haja coração!!!!

O que seria de mim e de nós sem os santos bootlegs de cada dia... neste sentido, ainda bem que eles existem e estão ai para clarear o horizonte e mostrar o elo perdido de cada dia. Eu amo cada vez mais o Dire Straits através de minha experiência com os bootlegs, eles me mostram quem são os Dire Straits e sua grandiosidade, algo que ficou limitado na discografia e videografia oficial da banda. A grosso modo, eu posso comparar os lançamentos oficiais tanto do DS quanto de MK como uma apreciação a olho nu de um lindo céu noturno estrelado, com um telescópio permite você viajar, conhecer mais de perto cada uma das estrelas ou planeta que você ver a olho nu. Encaro os bootlegs como um telescópio, uma verdadeira "máquina do tempo", permite qualquer um que queira voltar no tempo e ver a história como se passou de fato.

Outra coisa curiosa que acho pertinente citar é no tocante ao lançamento em LP do Alchemy, reparem atrás da capa onde vem o setlist:



É até engraçado isso, Romeo and Juliet depois de Once Upon a Time in the West...  lado 2- Expresso Love e Private Investigations...  Sem comentários...




Vamos adiante, iremos dar um salto para o último lançamento ao vivo da banda, On The Night lançado em 1993.
Para isso, irei analisar alguns aspectos interessantes e incoerentes desse show em relação aos lançamentos oficiais da banda.

Aqui está mais um show mutilado, afinal, não existe um show do Dire Straits que eles não tenham tocado Sultans of Swing, e o on the night peca na ausência de músicas que sempre estiveram presentes no set list da OES Tour, músicas como SOS,Tow Young Lovers e Telegraph Road ou (Tunnel of Love).

Mais uma vez é algo lamentável, pois para ser um lançamento oficial da banda, o on the night não mostrou a realidade de um show da On Every Street Tour, ficaram de fora novas roupagens de clássicos citados acima!

No entanto, a desculpa de Mark Knopfler para esse fato não foi nada convincente , dizer que a ausência de SOS,Tow Young Lovers e Telegraph Road ou (Tunnel of Love) deve-se ao fato de já estarem contidas no show Alchemy lançado em 1984, essa declaração não foi nada plausível, afinal, o Dire Straits tem uma característica brilhante de a cada turnê acrescentar novos arranjos, mudando sempre a dinâmica das canções sem perder a magia e do Alchemy para o on the Night muita coisa mudou na estrutura da banda, além da evolução dos músicos!



Bom, eu quero ressaltar os seguintes detalhes para termos uma ideia do panorama que poderíamos ter se o on the night fosse lançado na integra:

Fiz uma pesquisa em meus bootlegs da OES Tour, e acabei descobrindo que o On The Night foi produzido graças à filmagem de quatro shows e não de três shows como pensava-se antes:


Observei detalhadamente esses quatros shows no decorrer de alguns dias e cheguei às seguintes conclusões:

O On The Night é fruto de dois shows em Nimes e dois shows Rotterdam, ambos em Maio de 1992.

Observem abaixo as faixas contidas no show On the Night e de quais shows foram escolhidas para montagem desse álbum:

Les Arenes, Nimes FRA 20. 05.92 [3, 4, 5, 6, 7, 8]
Les Arenes, Nimes FRA 21. 05.92 [1]
Feyenoord, Rotterdam HOL 30.05.92 [2,13]
Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92 [9, 10, 11,12]

Como vocês podem ver, a maioria das músicas foram retiradas do show em Les Arenes, Nimes FRA 20. 05.92*, seis músicas (o que aumenta ainda possibilidade desse show ter sido filmado completo), em seguida vem o show em Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92 com quatro músicas. 

Afinal de contas, em cada um desses shows havia câmeras registrando o concerto, não sabemos se foram filmados completos, por enquanto estou no campo da especulação nesse aspecto, mas pelo menos tenho algumas certezas! =)

Vejamos agora o set list real de cada um esses shows:


Les Arenes, Nimes FRA 20. 05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
The bug
Private investigations
Sultans of swing
Your latest trick
When it comes to you
On every street
Two young lovers
Telegraph road
Money for nothing
Brothers in arms
Solid rock
Wild theme 



Les Arenes, Nimes FRA 21. 05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
The bug
Private investigations
Sultans of swing
Fade to black
When it comes to you
On every street
Two young lovers
Telegraph road
Money for nothing
Brothers in arms
Solid rock
Wild theme

Feyenoord, Rotterdam HOL 30.05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
The bug
Private investigations
Olé, Olé
Sultans of swing
Your latest trick
I think I love you too much
On every street
Two young lovers
Tunnel of love
Intro Money for nothing
Money for nothing
Wild theme


Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
Private investigations
Olé, Olé
Sultans of swing
Your latest trick
You and your friend
On every street
Two young lovers
Telegraph road
Money for nothing
Brothers in arms
Solid rock

Observem que em cada um desses shows temos a presença de músicas raramente tocada ao vivo como no caso do show em Nimes 20.05.92 temos a rara“When it comes to you”; o show do dia seguinte, Nimes 21.05.92 conta com "Fade to black", além de novamente, When it comes to you; em Feyenoord, Rotterdam HOL 30.05.92 é muito especial, temos a presença de “I think I love you too much” e “Tunnel of Love”, (música que foi ganhando menos espaço no decorrer da turnê, sendo substituída por Telegraph Road); o show do dia seguinte, Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92 temos a fantástica "You and your friend", (Pelos menos eles pouparam essa pérola e disponibilizaram no On the night, assim sendo, ameu ver, o ponto alto desse álbum, pois foi a única “razera” que preservaram para o On The Night, diante dessas outras “rarezas” destacadas acima!)

Enfim, sempre que penso nesses dados a respeito desse álbum, existe algo que paira em minha mente, se em cada um desses quatro concertos haviam câmeras registrando o concerto, então será que não existem os registros completos de cada um desses shows?


Imaginem só a possibilidade de poder assistir esses shows na íntegra, contemplar em vídeo uma versão de Tunnel of love em plena OES Tour, When it comes to you, Fade To Black ou I think I love you too much, seria incrível!!!


Ainda bem que existem shows transmitidos pela TV como o Basel 28.06.92 e o Nimes 29.09.92, pois podemos apreciar músicas que ficaram de fora do On The Night como SOS,Tow Young Lovers e Telegraph Road.

Basel 28.06.92 e o Nimes 29.09.92 mostram fielmente um show da OES Tour, ao contrário do On The Night, que além de ter sido montado em cima de quatro shows, foi mutilado, observem que até a versão de Money for Nothing do On the Night teve sua introdução (onde a banda tem um momento de descontração com a platéia) e o final (onde existe um solo de bateria) cortados! ¬¬


O set list do Basel 28.06.92 e o Nimes 29.09.92 são iguais, seria maravilhoso se houvesse a presença da linda Tunnel of Love em um desses shows, já que não esteve presente no show On The Night, “pelo menos no lançamento oficial!” =(

Será que um dia esses shows irão estar disponíveis na integra? Acho difícil, mas não custa nada sonhar, ainda mais quando existem grandes chances desses registros existirem! ^^


Ah... antes que me esqueça, olhem bem a capa de trás do álbum


(Está foto é muito provavelmente de um show em Paris do dia 29th April 1992, sei disso porque eu tenho esse registro em vídeo gravado da plateia, bem perto do palco e eles estão com as mesmas roupas, além de que, quem tiver o LP do On The Night, poderá ver que logo acima das luzes, por trás da multidão tem o nome na parede- PARIS, o que vem reforçar minha tese)
Link do dvd do show dessa foto> http://www.oneverybootleg.nl/290492_dvd.htm

Antes o On The Night fosse um laçamento tal qual best of da turnê, análogo ao lançamento de Paul MacCarteny de 1993, (Paul Is Live), onde o setlist são de canções tocadas em vários lugares por onde a turnê passou, seria mais coerente, da capa ao conteúdo!



Agora entrando em outro território, o de material não oficial.

Ultimamente eu estou em uma jornada nos bootlegs da BIA tour, sobretudo, a primeira parte da turnê que corresponde do início da turnê em Abril de 85 até Julho do mesmo ano. O setlist tipico da primeira parte dessa turnê era feita das seguintes canções:

Intro
Ride across the river
Expresso love
So far away
Romeo and Juliet
Private investigations
Sultans of swing
Why worry
Walk of life
Two young lovers
The man's too strong 
Money for nothing
Wild west end
Tunnel of love
Brothers in arms
Solid rock
Going home

As duas canções em negrito acima sairão do set na segunda parte da turnê, que corresponde ao período- Agosto a Dezembro de 1985. The man's too strong dar adeus as performances da banda para sempre no último show das 13 noites na Wembley Arena, London, UK, no dia 16 de Julho de 1985. So far away ainda foi tocada nos shows no Canada, sendo tocada a última vez em 1985 no dia 29.07.1985 Varsity Arena Toronto Canada. Ela foi substituída por One World durante o período correspondente a segunda parte da turnê.

Citei esses detalhes para situar melhor o leitor diante do contato com o seguinte show disponível no youtube.


Aqui está o conhecido show em Wembley realizado no dia 10 de Julho de 1985, ele corresponde a sétima noite consecutiva em Wembley Arena. Foi transmitido pelo programa de música ao vivo britânico chamado The Tube, que foi produzido em Newcastle upon Tyne para o Channel 4 por Tyne Tees Television.

Sem dúvidas que neste registro há versões estupendas de So Far Away, Money for Nothing, Tunnel of Love, Brothers in Arms, além de conter o único registro em vídeo da magnifica The man's too strong (cereja do bolo desse show), mas o que chama atenção é a forma descarada como esse concerto foi ao ar em meados de 1986. Pra começar, vejam a sequencia de músicas, completamente fora da ordem usual dos concertos desse período.

So far away
Sultans of swing
Why worry
Money for nothing
Private investigations
Walk of life
Tunnel of love
Solid rock (guest player Nils Lofgren)
Brothers in arms
The man's too strong
Introduction Hank B. Marvin
Going home (guest player Hank B. Marvin)

Private investigations depois de Money for nothing, em seguida Walk of life que antecede Tunnel of love e The man's too strong depois de Brothers in armsSolid rock antes de ambas... esquisito, não? Pois é, como se não bastasse a forma como foi transmitido, ficaram de fora a canção que sempre abriu os concertos da BIA tour 85/86- Ride across the river, deixaram só o gostinho da entrada de Romeo and Juliet no final de So Far Away, cortaram a típica introdução de Private Investigations desta turnê e ainda deixaram de fora músicas como Two young lovers e Wild west end, sem dúvidas tocadas nesta noite.
Há poucos anos atrás, surgiu uma pequena luz no fim do tunel, milagrosamente apareceu o registro de Expresso love desse concerto, entretanto, colecionadores veteranos como eu, ficaram anos e anos com o concerto do jeito que estava.

Uma outra coisa que não posso deixar de apontar é que na versão de Tunnel of Love desse show em Wembley 85 (10/07/1985), também está mutilada. Observem que essa é a canção em que Mark sempre apresenta a banda, um por um, essa parte está ausente no vídeo, e justamente nesse ponto houve um corte, ou seja, essa versão é um pouco maior do que a que está no vídeo, ela segue na integra até 48:35 min, porém, dar pra perceber que em 48:46 min, há uma edição, eles jogaram a parte em que Alan Clark faz o maravilhoso solo no piano que antecede o trecho "And now i'm searching through these carousels 
And the carnival arcades..." Mais um lamento!


Logo depois, surgiu uma versão desse show que tenta deixa-lo mais coerente, pondo em ordem o setlist. Foi editado por algum fã, contudo, é melhor do que nada, pelo menos quem fez, fez um trabalho melhor do quem quem editou esse show para ser transmitido como tal.


Acima, a versão editada, pondo as canções na ordem.

Ainda poderia falar do A Night in London (lançamento em dvd), com ausência de Sultans of Swing e Money For Nothing, mas já chega de absurdos por hoje, não acham? =)

Espero que um dia possamos contemplar esses registros na íntegra, como fã consciente desses fatos me sinto de certa forma "usurpado", pois, seja lá de quem foi a ideia de ser assim, faltou muito da sensibilidade para com os fãs. Sinto certa inveja de lançamentos de bandas como Pink Floyd, Rush, Beatles, como fã de ambas bandas, eu me debruço encantado com a maneira como essas bandas não poupam quando o assunto é agradar os fãs com fartura de qualidade em seus lançamentos, sejam oficiais ou não oficiais, pena não ser assim com o nosso Dire Straits e na carreira solo do mestre! 

Brunno Nunes.

Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979