segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Enquete- Bateristas- Danny Cummings & Ian Thomas

Tendo em vista os dois últimos bateristas a acompanhar Knopfler em suas últimas turnês, qual deles se encaixou melhor na banda, trazendo melhor desenvoltura no geral nas canções?

► SHANGRI-LA TOUR 2005 (Danny Cummings)
► ALL THE ROADRUNNING TOUR 2006 (Danny Cummings)
► KILL TO GET CRIMSON TOUR 2008 (Danny Cummings)
 ► GET LUCKY TOUR 2010 (Danny Cummings)
 ► EUROPEAN TOUR 2011 (Ian Thomas)
► USA & CANADIAN TOUR 2012 (Ian Thomas)
► PRIVATEERING TOUR 2013 (Ian Thomas)

 Já é tempo de analisar o trabalho de Ian Thomas com Mark knopfler. Passei a fazer isso logo após conferir alguns vídeos e bootlegs entre 2011 e 2013, e sinceramente, eu tinha uma expectativa maior de seu desempenho nas canções em geral, canções como Song for Sonny Liston, Speedway at Nazareth, a própria SOS não soaram com certa pujança(pelo menos ao meus ouvidos), e eu que andava reclamando do desempenho de Danny Cummings, hoje, olhando canções como as que citei acima com a batida dele, vejo que estava enganado, pois o que ele fez nestas canções é de fato criativo e célebre, principalmente em Song for Sonny Liston, Speedway at Nazareth.

 Sempre achei que o baterista perfeito pra carreira solo de MK fosse o mestre Pick Withers, claro que não há a menor chance de ocorrer devido a fatores de egos, mas, como seria bom ver essa mistura musical. Sinto que de fato há que se dar um pouco mais de tempo para poder avaliar melhor o Ian Thomas na banda de Knopfler, Danny Cummings se adaptou muito bem a proposta música, embora sempre o achei melhor percussionista do que baterista. Sempre achei que o Chris Whitten funcionou muito melhor na banda de Paul Mccartney do que com o DS na OES tour-91/92, no DS ele tornava-se muito mecânico, pouco swing, pouco espontaneidade, "duro", enquanto que na banda de Paul Mccartney notavelmente havia maior liberdade em sua performance creio que vejo algo semelhante com o Ian Thomas no contexto atual, em relação de onde ele veio (Eric Clapton) e onde eles está agora (Mark Knopfler).

 Para análise, trago um exemplo, a versão de Speedway at Nazareth de um dos melhores shows que considero de Mark Knopfler, LIVE IN ROME 2005, 13th June 2005> Essa versão possui uma atmosfera incrível, o desempenho de Danny Cummings aqui é fora de série!

 


 Agora, Ian Thomas, 2013

 


Lembrando que não me esqueci de Chad Cromwell, apenas, quis especificar esses dois mais recentes!

  Brunno Nunes

Nota de esclarecimento.

Saudações Knopflerianas

Tenho recebido alguns e-mail de alguns leitores do Blog perguntando a razão de nunca mais ter publicado novidades.

Sei que já faz tempo que não atualizo este espaço, infelizmente me encontro impossibilitado de me dedicar com a enfase que tive durante quase cinco anos, devido aos "arrochos acadêmicos", reta final, enfim...
Espero tão breve possa voltar a compartilhar ideias, curiosidades e considerações acerca do Universo Dire Straits.

Em breve estarei trazendo novidades! ^^
Agradeço a compreensão de todos, e um fraterno abraço!

Brunno Nunes

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mark Knopfler interview in Swedish.

Acabei de encontrar um vídeo bem interessante e gostaria de compartilhar com todos! ^^

Mark & Kenny Brack.



No ponto, 7:26 mim, o cara está entrando no local onde foram gravados os primeiros clipes do Dire Straits, seria isso mesmo pelo que entendi? Enfim, achei bem curioso!



Provavelmente este programa foi feito entre 2007 e 2008. Confesso que desconhecia esse vídeo.

Espero que gostem!

Brunno Nunes


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dire Straits não foi obra exclusivamente do Mark Knopfler!


É com essa abordagem, (talvez polêmica para alguns, talvez nada mais que natural para outros), que venho fechar o mês de Janeiro.

Dire Straits não foi obra única e exclusivamente de Mark Knoplfer, não vejo a banda dessa maneira como algumas pessoas!





A sonoridade do grupo deve-se muito ao estilo de ambos, afinal, David, Pick, o Jonh, muito contribuíram para as coisas serem do jeito que foram, Mark se juntou as pessoas certa para fazer acontecer!

A meu ver, a primeira formação da banda é a base de tudo o que o Dire Straits se tornou, no entretanto,como bem sabemos,o Mark tomou o controle total da banda a partir do Making Movies. O processo de criação musical do grupo, especialmente nos dois primeiros álbuns, não são méritos apenas de Mark Knopfler. Nos primeiros anos 77/79, existe algo que identifico como a sonoridade dos "Knopfler brothers", algo que foi essencial para soar daquela maneira, o segredo estava em ambos e não somente em Mark Knopfler!






O Pick Withers é um baterista único, dono de um estilo singular de tocar bateria, ele tinha originalidade, fineza, sutileza, uma sensibilidade incrível em todas músicas do Dire Straits que ele tocou; quanto ao John, a história mostra que ele foi mais irmão de Mark do que o próprio David, cada um com suas ambições, o John só queria saber de tocar, John e Mark Knopfler formavam um grande time, tanto que foram até o fim em 92!

Enfim, a idéia de que Dire Straits é Mark Knopfler e Mark Knoplfer é Dire Straits nunca me convenceram, são propostas musicais completamente diferentes, há toda uma formula (jeito) de se criar canções muito distintas em ambos os víeis, cada um com sua particularidade, contudo, olhando a obra toda, percebe-se claramente que há uma evolução nas composições das letras (tendo em vista a carreira solo), por outro lado, parece haver uma inversão quanto ao quesito (guitarra), como se a mesma perdesse substancialmente ênfase e os holofotes fossem jogados para outros instrumentos, hoje com uma flauta muito presente em seus shows, que muitas vezes não funcionam (a meu ver) em determinadas canções como What It Is, (em termos de instrumentação, prefiro as versões da STF tour 2001, violino sim é o casamento perfeito pra esta canção),Telegraph Rod... mas ai já é outra história! ^^

Não obstante, Mark Knopfler sempre foi e é a alma do Dire Straits, só que a alma precisa de um corpo, o corpo foi o conjunto inteiro, cada um dando o melhor de si, e assim foi como tudo começou! Penso que na fase inicial do dire straits (os dois primeiros álbuns), notadamente foi marcada por uma abordagem  intimista. Mas o que isso significa? Abordava temas comuns, lady writer é um exemplo, pois é uma música quer trata de uma mulher entrevista num programa de tv. Julga erroneamente o ouvinte que acha um tema banal, mas a proposta inicial do grupo era inovar a música inglesa, trazer o que tinha de melhor nos guetos londrinos (um ótimo lugar comum) misturada a uma sonoridade Americana, vide a invasão Americana que influenciou e continua a influência todo o mundo . Sem dúvidas que a influência cultural de Mark traçou os passos subsequentes da banda. A inclusão de alguns instrumentos como sax a partir de 83, o clima irlandês e escoceses em Portobello Belle ao vivo em 83, os temas ainda mais subjetivistas tornou a banda ainda mais knoflereniana. Dessa forma, o dire straits teve diversos momentos: 1) Final da década de 70 - funcionava como grupo; 2) década de 80 - obra intimista de mark knofler com inclusão de instrumentos ecléticos -  teclados, sintetizadores, saxofone, flauta, até bateria eletrônica na BIA 85/86 ; 3) década de 90 - obra exclusiva de Mark. 

Ao fã desatento, admira-lhe o fato de Sultans of Swing e On Every Street pertencer a mesma banda e isso se deu, fundamentalmente pela marcante  metamorfose sonora que a banda sofreu com a perda de David, bem como as passagens dos bateristas, Pick e Terry, (que ambos dão sentidos e sabores muito distinto as canções). Não podemos nos esquecer do homem dos teclados e Pianos e Sintetizadores, Alan Clark, que vem definir marcantemente o som da banda . Quem acompanhou o trabalho posterior deste, sabe que a temática foi gradativamente mudando com o passar do tempo, Mark não escreve letras e nem tão pouco melodias no estilo inconfundível do Dire Straits, a mais perto que fez (propositalmente) foi What it Is, e de lá pra cá há alguns lampejos, os “ecos” mais abundantes do DS em sua carreira solo estão no Golden Heart evidentemente, afinal, é seu primeiro álbum solo.

Outro ponto de vista, referente ao tópico, é que no Dire Straits, determinadas músicas possuem uma  personalidade mais  intensa de um músico da banda!

Por Exemplo:


(Walk Of Life)= Jack Sonni ^^ é a cara dele, basta assistir o clip ou ver as brincadeiras que Mark tira com ele no show em Sidney 86!

(Solid Rock) = Terry Williams, a energia e a virada no final da canção.





(Six Blad Knife)= John Illsley e aquela marcação do baixo, envolvente.

(Your Latest Trick)= Chris White, com um sax impecável, fazendo dessa, um clássico, indiscutivelmente ! 

(Wild West End)= David Knopfler, basta assistir o clip ou ver ela no chorus 78 ou rockpalst 79 e ver como o David brilha nessa música com sua guitarra base dando movimento na música inteira.

(Water Of Love)= Pick Withers, com seu ritmo e swing incrível, criativa introdução.

O álbum Love Over Gold inteiro é a cara do Alan Clark.

(You And Your Friend)= Paul Franklin com seu Pedal Steel Guitar, ele mostrou pq ele é incrível com e solo que ele faz nessa obra de arte!

(É evidente que esses exemplos são meramente ilustrativo, nada impede de alguém ouvir quanlquer uma dessas canções e remeter há algum outro membro, o fato é que a primeira pessoa de cada canção é o próprio Knopfler, lider, compositor, cantor e guitarrista solo).



Não vejo esse aspecto claramente na carreira solo, e olha que segundo o próprio Mark, os músicos que o acompanham em carreira solo, têm mais liberdade para por sua identidade sonora do que nos tempos do Dire Straits, talvez isso deva-se ao fato (CARISMA).
Vamos debatendo! ^^


Brunno Nunes.


("Meu porto seguro sonoro reside nessa fase") (Segunda turnê americana- New York- September 1979)

A alquimia dos Dire Straits

Vou postar aqui uma publicação antiga que vi em um blog sobre música no ano de 2004, que estava revendo e achei pertinente trazer aqui para o Universo Dire Straits, uma vez que compartilho de boa  parte desse ponto de vista abordado pelo autor.




"Alguns anos antes de "Brothers in Arms" transformar definitivamente os Dire Straits numa banda de estádio, o "blues-rock" protagonizado pelas Fender Stratocaster dos irmãos Knopfler foi um fenómeno de saudável revivalismo que ajudou a "geração de 70" a reconciliar-se com as novas tendências que emergiram da "new wave". O primeiro disco de originais estava recheado de temas que partiam da melancolia tranquila de JJ Cale para desenvolverem um som fortemente personalizado e que assinalava o regresso ao som primordial do rock'n'roll, assente nas guitarras, baixo e bateria, repudiando a plastificação que iria tomar conta de dezenas de bandas nos anos 80.
"Sultans of Swing" deu aos Dire Straits o grande empurrão para se colocarem sob os holofotes da fama. No programa "Rock em Stock", da Rádio Comercial, a canção era um dos pratos fortes, mas a insistência na divulgação do "single" acabava por votar à ignorância outras faixas igualmente apelativas que ajudavam a fazer do disco de estreia da banda um fenômeno a não desprezar. Conheci o resto do álbum através de uma cópia que me foi emprestada por uma "mão amiga" que, embora difícil de catalogar como melômana, andava, pelos finais da década de 70, com uma tendência invulgar para consumir música.
Foi desta forma que me apercebi que "Sultans of Swing" estava longe de arrumar os Dire Straits na vasta legião de bandas que a crítica inglesa costuma apelidar de "one hit wonder". "Down to the Waterline", que abria as hostilidades, "Water of Love", com a sua deliciosa "slide guitar", "Setting Me Up" e "Southbound Again", que recuperavam o rock de cores sulistas, e "Wild West End", uma balada irresistível à custa da melancolia das guitarras acústicas, faziam do disco uma das boas surpresas daquele ano de 1978, quando o "punk" já exalava os seus últimos suspiros para descanso dos tímpanos mais sensíveis. 

Tudo isto era embrulhado numa capa que, sem favor, pode ainda hoje em dia integrar o que de melhor se fez, desde sempre, em matéria de design gráfico para este fim específico.
Os Dire Straits prosseguiriam no bom caminho nos dois álbums seguintes, "Communiqué" e "Making Movies". Mas a magia inicial foi-se perdendo à medida que a produção foi ficando mais polida, asfixiando a autenticidade original das guitarras que iam colher inspiração em Cale e nos Shadows. Recordo-me de, já nos anos 90, ter visto os Dire Straits no concerto que deram em Lisboa, no Estádio de Alvalade. Uma seca arquitectada pelos solos intermináveis de Mark Knopfler que provocavam uma incontornável sonolência e suspiros de saudade sobre os velhos tempos em que a banda dava os primeiros passos. Não deixa de ser curioso que a banda tenha intitulado "Alchemy" o seu duplo ao vivo. É um estrondoso equívoco porque a verdadeira alquimia dos Dire Straits só é detectável nos seus primeiros disco de estúdio. 

Não há amor como o primeiro, costuma dizer-se. E uma colectânea, como "Money for Nothing", tem esse interesse de servir de aperitivo que abre a expectativa em relação aos pratos principais. Acho que o melhor de Mark Knopfler, enquanto guitarrista e compositor, está nos primeiros álbuns dos Dire Straits. O solo do tema "Brothers in Arms" não me desgosta. Mas nessa altura já o guitarrista tinha trocado a velha Stratocaster por uma Gibson. O que, para mim, faz toda a diferença.

Ainda a respeito dos Dire Straits, José deixou o seguinte comentário:

"O disco que me arrebatou os ouvidos foi Communiqué, de 1979. É, obviamente para mim, um disco melhor que o primeiro e talvez o melhor da banda."

Não consigo decidir qual dos dois primeiros álbuns dos Dire Straits é o melhor. Gosto do som cru do disco de estreia mas confesso que o "Communiqué" sempre exerceu, também, um grande fascínio junto dos meus ouvidos. Não tanto pelo tema "Lady Writter", de que nunca escutei a versão ao vivo que é referida no comentário, mas porque as guitarras estão melhor do que nunca, com um som límpido e cristalino, fornecendo uma sofisticação e elegância que não fazem parte dos atributos do primeiro disco da banda de Mark Knopfler.
O dedilhado na entrada do tema "News" é arrasador e lembro-me de ouvir esse tema vezes sem conta. "Portobelle Belle" e "Single Handed Sailor" são canções de primeira água. E o remate do álbum, através de "Follow Me Home", é daqueles que me fez perceber a utilidade de ter, no leitor de CD, a função "repeat".
Aproveitando a sugestão deixada pelo José, acho que vou levar para o carro o "Communiqué", um excelente antídoto para o "stress" do trânsito. Com a convicção de que, se não for o melhor dos Dire Straits, este álbum está, pelo menos, entre os seus dois melhores.

Ao lêr esses comentários, achei muito interessante, pois concordo em muitos pontos do que se foi comentado!
Realmente a magia inicial foi-se perdendo à medida que a produção foi ficando mais polida, asfixiando a autenticidade original das guitarras que iam colher inspiração em Cale e nos Shadows. Somente pelas Fender Stratocaster dos irmãos Knopfler, pode-se sentir tal magia!"

O autor desse comentário foi brilhante ao escrever:
(Não deixa de ser curioso que a banda tenha intitulado "Alchemy" o seu duplo ao vivo. É um estrondoso equívoco porque a verdadeira alquimia dos Dire Straits só é detectável nos seus primeiros disco de estúdio.) Isso é realmente claro, só não ver quem não quer, sem desmerecer toda a grande obra da banda! ^^

Infelizmente eu não achei a fonte, creio que não exista mais esse blog,  porém, eu tinha salvo em meus documentos de word esse texto.

O que vocês acham deste ponto e vista? Até que ponto acham coerente? 

Brunno Nunes

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Desvendando o Véu- Material mutilado- Shows oficiais e não oficiais!

Sem dúvidas, uma péssima característica marcante na trajetória do Dire Straits e carreira solo de Mark Knopfler está presente nos lançamentos de material, seja oficial ou não oficial de ambos. É lamentável, mas temos que admitir, existem verdadeiros absurdos no que se refere a certos lançamentos, simplesmente eles são mutilados sem nenhuma justificativa convincente e o pior de tudo, isso não é muito perceptível pela maioria.

Irei apresentar apenas alguns exemplos que considero absurdos, uma falta de sensibilidade e respeito com o público feito de  fãs, apreciadores e consumidores da obra Knopfleriana.

Pra começar, simples e direto, (o cinturão de ouro)  quem nunca se deparou com o clipe de Sultans Of Swing  e não achou alguma coisa estranha? Aos pouco foi percebendo que foi cortado uma estrofe inteira e o pior... (o grand finale), o solo que marca o ápice da canção... está descaradamente mutilado com um fade desgraçado!!!!



Ausência da estrofe:

"And a crowd of young boys they're fooling around in the corner
Drunk and dressed in their best brown baggies and their platform soles
They don't give a damn about any trumpet playing band
It ain't what they call rock and roll
And the sultans
Yeah the sultans play creole"


Esse mesmo "fenômeno" ocorre no vídeo que segue, não obstante, trata-se da primeira aparição da banda na tv, no programa da BBC- The Old Grey Whistle Test, realizado em  15th May 1978, antes mesmo do vídeo clipe oficial mostrado acima- 12th June 1978. Desta vez, ausência da estrofe que antecede o primeiro solo da canção



Pelo menos deixaram o solo final até a última gota!

Agora vamos de Alchemy.



Hoje em dia, todo fã assíduo sabe que o show que deu origem ao primeiro álbum ao vivo do Dire Straits- Alchemy, não está completo, há ausência de pelo menos 4 canções do setlist original e nunca vieram a luz oficialmente, com exceção da canção Love Over Gold, que está presente no lançamento em cd deste álbum.

As canções que ficaram de fora são: Industrial Disiases, Love Over Gold, Twisting By The Poll e Portobello Belle. Todas essas são canções que estiveram presente no setlist da LOG tour 82/83. Nada mais incoerente para um lançamento de um primeiro álbum ao vivo de uma banda deste porte e não trazer o que de fato a banda na integra, mostrando de fato o que estavam fazendo, como a maioria dos lançamentos ao vivo de muitas outras bandas. Quando se tem noção do que ficou de fora, a sensação que fica é quase como "os melhores momentos do show", pelo menos é o que sinto quando ponho o dvd para assistir.

É evidente que a magia está lá o tempo todo, não tem como assistir o Alchemy e não se emocionar diante de tudo que está registrado, porém, tenham certeza, poderia ser muitooooo mais glorioso esse show, imaginem só contemplar uma versão de Portobello Belle em sua melhor fase, com mais de 13 min.? Haja coração!!!!

O que seria de mim e de nós sem os santos bootlegs de cada dia... neste sentido, ainda bem que eles existem e estão ai para clarear o horizonte e mostrar o elo perdido de cada dia. Eu amo cada vez mais o Dire Straits através de minha experiência com os bootlegs, eles me mostram quem são os Dire Straits e sua grandiosidade, algo que ficou limitado na discografia e videografia oficial da banda. A grosso modo, eu posso comparar os lançamentos oficiais tanto do DS quanto de MK como uma apreciação a olho nu de um lindo céu noturno estrelado, com um telescópio permite você viajar, conhecer mais de perto cada uma das estrelas ou planeta que você ver a olho nu. Encaro os bootlegs como um telescópio, uma verdadeira "máquina do tempo", permite qualquer um que queira voltar no tempo e ver a história como se passou de fato.

Outra coisa curiosa que acho pertinente citar é no tocante ao lançamento em LP do Alchemy, reparem atrás da capa onde vem o setlist:



É até engraçado isso, Romeo and Juliet depois de Once Upon a Time in the West...  lado 2- Expresso Love e Private Investigations...  Sem comentários...




Vamos adiante, iremos dar um salto para o último lançamento ao vivo da banda, On The Night lançado em 1993.
Para isso, irei analisar alguns aspectos interessantes e incoerentes desse show em relação aos lançamentos oficiais da banda.

Aqui está mais um show mutilado, afinal, não existe um show do Dire Straits que eles não tenham tocado Sultans of Swing, e o on the night peca na ausência de músicas que sempre estiveram presentes no set list da OES Tour, músicas como SOS,Tow Young Lovers e Telegraph Road ou (Tunnel of Love).

Mais uma vez é algo lamentável, pois para ser um lançamento oficial da banda, o on the night não mostrou a realidade de um show da On Every Street Tour, ficaram de fora novas roupagens de clássicos citados acima!

No entanto, a desculpa de Mark Knopfler para esse fato não foi nada convincente , dizer que a ausência de SOS,Tow Young Lovers e Telegraph Road ou (Tunnel of Love) deve-se ao fato de já estarem contidas no show Alchemy lançado em 1984, essa declaração não foi nada plausível, afinal, o Dire Straits tem uma característica brilhante de a cada turnê acrescentar novos arranjos, mudando sempre a dinâmica das canções sem perder a magia e do Alchemy para o on the Night muita coisa mudou na estrutura da banda, além da evolução dos músicos!



Bom, eu quero ressaltar os seguintes detalhes para termos uma ideia do panorama que poderíamos ter se o on the night fosse lançado na integra:

Fiz uma pesquisa em meus bootlegs da OES Tour, e acabei descobrindo que o On The Night foi produzido graças à filmagem de quatro shows e não de três shows como pensava-se antes:


Observei detalhadamente esses quatros shows no decorrer de alguns dias e cheguei às seguintes conclusões:

O On The Night é fruto de dois shows em Nimes e dois shows Rotterdam, ambos em Maio de 1992.

Observem abaixo as faixas contidas no show On the Night e de quais shows foram escolhidas para montagem desse álbum:

Les Arenes, Nimes FRA 20. 05.92 [3, 4, 5, 6, 7, 8]
Les Arenes, Nimes FRA 21. 05.92 [1]
Feyenoord, Rotterdam HOL 30.05.92 [2,13]
Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92 [9, 10, 11,12]

Como vocês podem ver, a maioria das músicas foram retiradas do show em Les Arenes, Nimes FRA 20. 05.92*, seis músicas (o que aumenta ainda possibilidade desse show ter sido filmado completo), em seguida vem o show em Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92 com quatro músicas. 

Afinal de contas, em cada um desses shows havia câmeras registrando o concerto, não sabemos se foram filmados completos, por enquanto estou no campo da especulação nesse aspecto, mas pelo menos tenho algumas certezas! =)

Vejamos agora o set list real de cada um esses shows:


Les Arenes, Nimes FRA 20. 05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
The bug
Private investigations
Sultans of swing
Your latest trick
When it comes to you
On every street
Two young lovers
Telegraph road
Money for nothing
Brothers in arms
Solid rock
Wild theme 



Les Arenes, Nimes FRA 21. 05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
The bug
Private investigations
Sultans of swing
Fade to black
When it comes to you
On every street
Two young lovers
Telegraph road
Money for nothing
Brothers in arms
Solid rock
Wild theme

Feyenoord, Rotterdam HOL 30.05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
The bug
Private investigations
Olé, Olé
Sultans of swing
Your latest trick
I think I love you too much
On every street
Two young lovers
Tunnel of love
Intro Money for nothing
Money for nothing
Wild theme


Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92

Calling Elvis
Walk of life
Heavy fuel
Romeo and Juliet
Private investigations
Olé, Olé
Sultans of swing
Your latest trick
You and your friend
On every street
Two young lovers
Telegraph road
Money for nothing
Brothers in arms
Solid rock

Observem que em cada um desses shows temos a presença de músicas raramente tocada ao vivo como no caso do show em Nimes 20.05.92 temos a rara“When it comes to you”; o show do dia seguinte, Nimes 21.05.92 conta com "Fade to black", além de novamente, When it comes to you; em Feyenoord, Rotterdam HOL 30.05.92 é muito especial, temos a presença de “I think I love you too much” e “Tunnel of Love”, (música que foi ganhando menos espaço no decorrer da turnê, sendo substituída por Telegraph Road); o show do dia seguinte, Feyenoord, Rotterdam HOL 31.05.92 temos a fantástica "You and your friend", (Pelos menos eles pouparam essa pérola e disponibilizaram no On the night, assim sendo, ameu ver, o ponto alto desse álbum, pois foi a única “razera” que preservaram para o On The Night, diante dessas outras “rarezas” destacadas acima!)

Enfim, sempre que penso nesses dados a respeito desse álbum, existe algo que paira em minha mente, se em cada um desses quatro concertos haviam câmeras registrando o concerto, então será que não existem os registros completos de cada um desses shows?


Imaginem só a possibilidade de poder assistir esses shows na íntegra, contemplar em vídeo uma versão de Tunnel of love em plena OES Tour, When it comes to you, Fade To Black ou I think I love you too much, seria incrível!!!


Ainda bem que existem shows transmitidos pela TV como o Basel 28.06.92 e o Nimes 29.09.92, pois podemos apreciar músicas que ficaram de fora do On The Night como SOS,Tow Young Lovers e Telegraph Road.

Basel 28.06.92 e o Nimes 29.09.92 mostram fielmente um show da OES Tour, ao contrário do On The Night, que além de ter sido montado em cima de quatro shows, foi mutilado, observem que até a versão de Money for Nothing do On the Night teve sua introdução (onde a banda tem um momento de descontração com a platéia) e o final (onde existe um solo de bateria) cortados! ¬¬


O set list do Basel 28.06.92 e o Nimes 29.09.92 são iguais, seria maravilhoso se houvesse a presença da linda Tunnel of Love em um desses shows, já que não esteve presente no show On The Night, “pelo menos no lançamento oficial!” =(

Será que um dia esses shows irão estar disponíveis na integra? Acho difícil, mas não custa nada sonhar, ainda mais quando existem grandes chances desses registros existirem! ^^


Ah... antes que me esqueça, olhem bem a capa de trás do álbum


(Está foto é muito provavelmente de um show em Paris do dia 29th April 1992, sei disso porque eu tenho esse registro em vídeo gravado da plateia, bem perto do palco e eles estão com as mesmas roupas, além de que, quem tiver o LP do On The Night, poderá ver que logo acima das luzes, por trás da multidão tem o nome na parede- PARIS, o que vem reforçar minha tese)
Link do dvd do show dessa foto> http://www.oneverybootleg.nl/290492_dvd.htm

Antes o On The Night fosse um laçamento tal qual best of da turnê, análogo ao lançamento de Paul MacCarteny de 1993, (Paul Is Live), onde o setlist são de canções tocadas em vários lugares por onde a turnê passou, seria mais coerente, da capa ao conteúdo!



Agora entrando em outro território, o de material não oficial.

Ultimamente eu estou em uma jornada nos bootlegs da BIA tour, sobretudo, a primeira parte da turnê que corresponde do início da turnê em Abril de 85 até Julho do mesmo ano. O setlist tipico da primeira parte dessa turnê era feita das seguintes canções:

Intro
Ride across the river
Expresso love
So far away
Romeo and Juliet
Private investigations
Sultans of swing
Why worry
Walk of life
Two young lovers
The man's too strong 
Money for nothing
Wild west end
Tunnel of love
Brothers in arms
Solid rock
Going home

As duas canções em negrito acima sairão do set na segunda parte da turnê, que corresponde ao período- Agosto a Dezembro de 1985. The man's too strong dar adeus as performances da banda para sempre no último show das 13 noites na Wembley Arena, London, UK, no dia 16 de Julho de 1985. So far away ainda foi tocada nos shows no Canada, sendo tocada a última vez em 1985 no dia 29.07.1985 Varsity Arena Toronto Canada. Ela foi substituída por One World durante o período correspondente a segunda parte da turnê.

Citei esses detalhes para situar melhor o leitor diante do contato com o seguinte show disponível no youtube.


Aqui está o conhecido show em Wembley realizado no dia 10 de Julho de 1985, ele corresponde a sétima noite consecutiva em Wembley Arena. Foi transmitido pelo programa de música ao vivo britânico chamado The Tube, que foi produzido em Newcastle upon Tyne para o Channel 4 por Tyne Tees Television.

Sem dúvidas que neste registro há versões estupendas de So Far Away, Money for Nothing, Tunnel of Love, Brothers in Arms, além de conter o único registro em vídeo da magnifica The man's too strong (cereja do bolo desse show), mas o que chama atenção é a forma descarada como esse concerto foi ao ar em meados de 1986. Pra começar, vejam a sequencia de músicas, completamente fora da ordem usual dos concertos desse período.

So far away
Sultans of swing
Why worry
Money for nothing
Private investigations
Walk of life
Tunnel of love
Solid rock (guest player Nils Lofgren)
Brothers in arms
The man's too strong
Introduction Hank B. Marvin
Going home (guest player Hank B. Marvin)

Private investigations depois de Money for nothing, em seguida Walk of life que antecede Tunnel of love e The man's too strong depois de Brothers in armsSolid rock antes de ambas... esquisito, não? Pois é, como se não bastasse a forma como foi transmitido, ficaram de fora a canção que sempre abriu os concertos da BIA tour 85/86- Ride across the river, deixaram só o gostinho da entrada de Romeo and Juliet no final de So Far Away, cortaram a típica introdução de Private Investigations desta turnê e ainda deixaram de fora músicas como Two young lovers e Wild west end, sem dúvidas tocadas nesta noite.
Há poucos anos atrás, surgiu uma pequena luz no fim do tunel, milagrosamente apareceu o registro de Expresso love desse concerto, entretanto, colecionadores veteranos como eu, ficaram anos e anos com o concerto do jeito que estava.

Uma outra coisa que não posso deixar de apontar é que na versão de Tunnel of Love desse show em Wembley 85 (10/07/1985), também está mutilada. Observem que essa é a canção em que Mark sempre apresenta a banda, um por um, essa parte está ausente no vídeo, e justamente nesse ponto houve um corte, ou seja, essa versão é um pouco maior do que a que está no vídeo, ela segue na integra até 48:35 min, porém, dar pra perceber que em 48:46 min, há uma edição, eles jogaram a parte em que Alan Clark faz o maravilhoso solo no piano que antecede o trecho "And now i'm searching through these carousels 
And the carnival arcades..." Mais um lamento!


Logo depois, surgiu uma versão desse show que tenta deixa-lo mais coerente, pondo em ordem o setlist. Foi editado por algum fã, contudo, é melhor do que nada, pelo menos quem fez, fez um trabalho melhor do quem quem editou esse show para ser transmitido como tal.


Acima, a versão editada, pondo as canções na ordem.

Ainda poderia falar do A Night in London (lançamento em dvd), com ausência de Sultans of Swing e Money For Nothing, mas já chega de absurdos por hoje, não acham? =)

Espero que um dia possamos contemplar esses registros na íntegra, como fã consciente desses fatos me sinto de certa forma "usurpado", pois, seja lá de quem foi a ideia de ser assim, faltou muito da sensibilidade para com os fãs. Sinto certa inveja de lançamentos de bandas como Pink Floyd, Rush, Beatles, como fã de ambas bandas, eu me debruço encantado com a maneira como essas bandas não poupam quando o assunto é agradar os fãs com fartura de qualidade em seus lançamentos, sejam oficiais ou não oficiais, pena não ser assim com o nosso Dire Straits e na carreira solo do mestre! 

Brunno Nunes.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Aspectos da BIA tour- 85/86



1985 foi o ano de ouro para o Dire Straits. O Disco Brothers in Arms lançado neste mesmo ano estava tornando-se, até então, o disco mais vendido do Reino Unido em todos os tempos; Money for Nothing, tornava-se o primeiro videoclipe apresentado na MTV do Reino Unido. Sem contar que sucesso comercial do disco foi ajudado pelo fato de ter sido um dos primeiros álbuns completamente gravado e produzido no então novo formato CD, levando aos admiradores da nova tecnologia a venerarem o álbum.
 A turnê , também conhecido como Live em 85 /86, levou a banda ao redor do globo e eles tocaram 241 shows esgotados ! Durante essa turnê , que também fez uma aparição no famoso Live Aid 1985, tocando duas músicas durante a tarde e retornando a Wembley Arena naquela mesma noite para mais um concerto de sua própria turnê.

Mais algumas considerações sobre a BIA tour 85/86:
Depois de gravar o álbum Brothers in arms em Montserrat, o Dire Straits ensaiou entre os dias 5 e 13 de abril de 1985 para começar a sua imensa turnê mundial em 25 de abril , na Croácia . Com algumas mudanças na formação para a turnê : Hal Lindes foi substituído por Jack Sonni, Mel Collins foi substituído por Chris White e Tommy Mandel por Guy Fletcher. 

Um fato que distingue bem essa turnê é a presença de vários convidados durante a turnê : Eric Clapton, Bob Dylan, Paul Young , Haank B. Marvin , JJ Cale, Sting, Billy Joel , David Sandborn , Branford Marsalis , Paul Brady, Dave Edmunds, Nils Lofgren , Francis Rossi, T-Bone Burnett e Pete Townshend .

Outros detalhe característicos da BIA tour 85/86 é a presença de bateria eletrônica no set de Terry, podemos perceber em canções como Ride Across the River, introdução de Expresso Love, Tunnel of Love e Solid Rock. Creio que há uma maior presença de Chorus na guitarra de Mark Knopfler, além de enfase nos sintetizadores e saxofone. 

Se Terry Willimans trouxe nova atmosfera para a sonoridade do Dire Straits quando entrou em 1982 para a Love Over Gold Tour, dessa vez, o cara que trouxe nova substância sonora pra banda foi o Jack Sonni, basta ouvir qualquer versão de Private investigations de 85 a 86 é sempre uma surpresa no momento em que segue aquela famosa marcação do contrabaixo e vem aquela "pancada de riff", ele conseguiu dar um toque que a meu ver, tornou-se insuperável para esta parte da música, ele soube tirar muito bem proveito dos efeitos de seus pedais e criar uma atmosfera perfeita para a canção, diria eu, um complemento que faltava, pois a canção em si é uma perfeição. Além de Private investigations, ele trouxe novos sabores para canções como Two Young Lovers, Wild West End e em Expresso Love no fim da turnê em 1986, vide o show em Sydney 86, disponível no youtube.





Dica:
(Procurem ouvir a versão de Private Investigations em Nassau, Coliseum Uniondale USA-  11.10.1985)  

Outra coisa que gostaria de abordar dessa turnê, é a respeito das 13 noites em Wembley Arena London UK- 1985.

Vejam abaixo:


   04.07.1985     Prince's Trust Rock Gala, Wembley Arena London UK (bootleg)
   05.07.1985     Wembley Arena London UK 
   06.07.1985     Wembley Arena London UK
   07.07.1985     Wembley Arena London UK 
   08.07.1985     Wembley Arena London UK (bootleg)
   09.07.1985     Wembley Arena London UK 
   10.07.1985     Wembley Arena London UK (bootleg)
   11.07.1985     Wembley Arena London UK (bootleg)
   12.07.1985     Wembley Arena London UK 
   13.07.1985     Wembley Arena London UK 
   13.07.1985     Live Aid, Wembley Stadium London UK 
   14.07.1985     Wembley Arena London UK (bootleg)
   15.07.1985     Wembley Arena London UK (bootleg)
   16.07.1985     Wembley Arena London UK(bootleg)-

Como podem ver, eles tocaram 13 noites consecutivas na Wembley Arena, (sendo no dia 13/07/1985, no Wembley Stadium, para o Live Aid, em seguida, pela noite, voltam para Wembley Arena)

Observem que dessas 13 noites em Wembley Arena London UK existem até o momento 7 bootlegs, ou seja, mais da metade dessas 13 noites estão registradas em bootlegs como o exemplar que segue, o qual estou disponibilizando para esta ocasião. Trata-se da última noite, 16.07.1985- Wembley Arena London UK.

Tracks  CD 1

Intro
Ride across the river
Expresso love
So far away
Romeo and Juliet
Private investigations
Sultans of swing
Why worry
Introduction Paul Brady
Irish boy (excerpts) & The road (Cal) [A]
Walk of life

Tracks CD 2

Two young lovers
The man's too strong
Money for nothing
Wild west end
Tunnel of love
Brothers in arms
Solid rock
Introduction Hank B. Marvin
Going home [B]
[A] guest player Paul Brady
[B] guest player Hank B. Marvin


Additional comments
Pretty good sounding recording. This is the 13th consecutive night at Wembley Arena, the last one of a great series of sell-out shows which featured many guest performances. Very interesting to hear the music from the Cal soundtrack together with Paul Brady. Just before Going home, Mark Knopfler thanks the audience and says: "Well, it's been a great two weeks here, but we'll come back. We'll be back in the autumn now, Christmas time." After this Wembley show, the band had a week off and left for their Canadian and USA leg of the tour. The next show in London was again at Hammersmith Odeon, 17th December 1985. Complete show.

Algo que gostaria de compartilhar sobre esse bootleg é que nele contém a última versão da belíssima canção, The man's too strong.  Depois dessa data, até hoje essa canção está fora do repertório de Knopfler, uma pena! Então, ao apreciarem esse bootleg, ouçam com carinho essa versão, pois nunca mais ela foi tocada.

So Far Away seria a segunda canção que iria sair do set, logo após os shows que iniciam a segunda parte da turnê quando eles vão para o Canadá. Depois do show em Varsity Arena Toronto Canada-  29.07.1985, So Far Away é substituída por One Word que vai seguir presente na turnê até o final de 1985.




Mas um sonho real estava acontecendo na terra australiana na primavera de 1986. A banda planejou dez datas durante fevereiro '86 entre Melbourne , Adelaide e Nova Zelândia: esses seriam os concertos que terminarua a turnê mundial começou em Split, Croácia , Iugoslávia na época , dia 25 de Abril de 1985.Contudo, surgiram numerosos pedidos fazendo a banda seguir em um passeio mais longo de dois meses. Apesar de tudo, o Dire Straits encontra-se no " Guinnes Book of Records " : um ano e um dia de turnê em todo o mundo e 241 shows esgotados! Um fato curioso é que durante várias entrevistas na TV,  a banda anunciou explicitamente ao público australiano a não comprar mais bilhetes porque era hora de ir para casa . 

Aqui está a lista de todos os shows na Austrália e Nova Zelândia, observem a quantidade de shows, sem dúvidas, foi o local onde a banda mais esteve durante a turnê.


February 1986

   07.02.1986     Lancaster Park Christchurch New Zealand
  08.02.1986     King George V Oval Hobart Australia
  08.02.1986     King George V Oval Hobart Australia
  12.02.1986     Westlake Stadium Adelaide Australia
  14.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  15.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  16.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  17.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  18.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  19.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia 
  20.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
   21.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
   22.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  23.02.1986     Sports And Entertainment Centre Melbourne Australia
  24.02.1986     Myer Music Bowl Melbourne Australia
  25.02.1986     Myer Music Bowl Melbourne Australia
   26.02.1986     Myer Music Bowl Melbourne Australia

March 1986

   01.03.1986     Mount Smart Stadium Auckland New Zealand
  02.03.1986     Western Springs Auckland New Zealand 
  04.03.1986     Athletic Park Wellington New Zealand
  07.03.1986     Addington Showgrounds Christchurch New Zealand
  10.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  11.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
   12.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  13.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  14.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  15.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  16.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  17.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  18.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  19.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  20.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  21.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  22.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  24.03.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
   25.03.1986     Bondall Sports And Entertainment Centre Brisbane Australia
  26.03.1986     Bondall Sports And Entertainment Centre Brisbane Australia
  27.03.1986     The Cricket Ground Sydney Australia
  27.03.1986     Bondall Sports And Entertainment Centre Brisbane Australia
  29.03.1986     Sound Shell Rockhampton Australia
  31.03.1986     Showgrounds Mackay Australia

April 1986

   02.04.1986     Dean Park Townsville Australia
  04.04.1986     Showgrounds Cairns Australia
  08.04.1986     Showgrounds Darwin Australia
  11.04.1986     Ayers Rock Australia 
  13.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  14.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  15.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  16.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
   17.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  18.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  19.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  20.04.1986     Entertainment Centre Perth Australia
  23.04.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  24.04.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  25.04.1986     Entertainment Centre Sydney Australia
  26.04.1986     Entertainment Centre Sydney Australia  

Imaginem se fosse no continente Sul-americano? O Brasil iria abarcar a maior bolada pelo tamanho geográfico! ^^ 
Ironicamente, existe até um bootleg de 85 chamado, Around South America, mas trata-se do show do dia 10/07/1985, disponível no youtube em vídeo. Mas não custa nada dar asas a imaginação! ^^

Para compensar os pedidos e permitir o acesso a todos os fãs possíveis no evento, o último concerto foi transmitido por duas emissoras de rádio e de televisão (uma australiana e um da Nova Zelândia) , reportando-se ao total população de todo o continente australiano. O número de bilhetes vendidos durante os shows Dire Straits, podemos razoavelmente dizer que um oitavo desse povo compartilhou esse histórico "Sonho australiano " e agora você pode compartilhá-lo também sob essa perspectiva.



Curiosamente a canção Your latest trick não foi tocada em nenhum show de 1985, até onde se sabe, ela foi tocada apenas neste último concerto em Sydney em 1986. Eu acredito que Your latest trick deve ter sido tocada em outros concertos na Austrália que antecedem o último show da turnê, o problema é que diante de uma longa turnê em um continente, incrivelmente, não há mais de 2 bootlegs de 1986 completos e disponíveis. Outra curiosidade é que Telegraph Road também ficou ausente nos shows de 1985, só existe uma versão conhecida e está contida no bootleg- Live in New Zealand 1986- 07.03.86 e também acredito que a mesma foi tocada em alguns outros shows de 1986.

Muito bem-vinda para o setlist em 1986 é a canção Industrial disease, que ficou no lugar de One Word, (provavelmente, vide uma campanha nacional contra as drogas na Austrália), além do retorno de So Far Away em um novo e raro formato, como podemos apreciar neste concerto acima!

Ainda no que se refere a passagem do Dire Straits pela Autrália e Nova Zelândia, aqui estão alguns vídeos bem interessantes que trazem um pouco mais da atmosfera dessa turnê:






Brunno Nunes

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Real Straits- Tribute band


Saudações Knoplferiana


Não me lembro de ver uma banda tributo tão boa quanto Real Straits . Foi recentemente que a descobri essa autentica banda, Real Straits chega próximo ao espírito do Dire Straits, por incrível que pareça, bem mais que as bandas que possuem ex membros, pelo menos é o que tem parecido pra mim, tendo observado alguns vídeos dessa banda, os quais irei apresentar a seguir

(Essa de SOS de uma banda tributo ou cover. Tudo muito bem alinhado, a estrutura da canção, muitos licks da versão do show tributo a Mandela em 88, contudo, entra no clima das versões da OES tour. Enfim... a interpretação do guitarrista, seja cantando ou tocando tá impecável para uma banda como a deles. Nota 10, queria eu chegar nesse nível, já virei fã dessa banda!) ^^


(Me deu uma alegria no coração ver essa versão de So Far Away versão Sydney 86... que banda excelente, o solo final é nos moldes da versão Wembley 85!)



Impecável!!!!


Vejam que coisa linda, esses caras são melhores do que eu imaginava


(Para mim, Ride Across the River foi uma grandiosa e grata surpresa que essa banda interpretou de maneira impecável.)


Como meu fraterno amigo, grande fã do Dire Straits, Marcos Oschulz havia citado em conversação comigo: "Diga-se de passagem que essa é uma das únicas bandas tributo ao Dire que realmente utilizam o equipamento exato dos que o MK usa. Tipo, pegar uma Pensa dessas na mão não resulta num som parecido à toa. Sei disso porque toquei na Fender Signature do MK e de um segundo para o outro, em termos sonoros, eu era o MK, e não mais um cara tocando parecido com ele."

Concordo plenamente, sei que isso faz uma notável diferença, somando ao talento que esses caras possuem.

Existem mais alguns outros vídeos dessa banda, por ora fiquem com alguns exemplos que tenho apreciado bastante ultimamente, apreciem! 

Brunno Nunes

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Nota de esclarecimento- (Off Topic)


Primeiramente, peço desculpa a todos os leitores do Universo Dire Straits ter que sair do foco, mas, infelizmente não tive outra alternativa, a covardia e pobreza de espírito demonstrada por David Furtado me deixou realmente inquieto e eu precisava expressar minha, indignação e decepção a sua pessoa, já que não obtive nenhuma resposta do mesmo!

“A inveja é como a ferrugem: corrói quem a tem.”, Seria bom saber disso, senhor David Furtado.

Pois bem, dia 9 de Dezembro de 2013 abri meu e-mail e encontrei o seguinte e-mail do David Furtado:

Wand'rin' Star
Para Eu
9 Dez 2013
“Oi Brunno,
Não tenho podido conferir suas publicações. As posições que temos sobre a música dos Straits são muito diferentes e não gostei nada que me tivesses pegado por uma frase num texto de 4.500 palavras. Convenhamos, Brunno, não sabes muito bem do que falas e queres pegar comigo. Mas tudo bem. Já toda a gente se apercebeu que os textos que dediquei aos Dire Straits, embora sejam uma partícula do meu site, são muito melhores que os teus. Desculpei-te quando me plagiaste, mas não esqueci. Se me plagiaste a mim, plagiarás tudo o que aparecer. Mas nunca te disse qual a minha fonte para os meus artigos e era isso que tanto querias. Não. Nem direi. E olha que um dia destes entrevisto o Mark Knopfler e ficarás a olhar para os sapatos e perceberás. Se não me tivesses subestimado, não terias esta minha resposta. Plagiaste, criticaste sem motivo, menosprezaste. Idolatra para aí. Nada me interessa. E tira o meu link para o teu site, se fazes favor.”


Fiquei sem entender nada na ocasião, não fazia sentido receber tal e-mail, pois eu não tinha lhe feito mal algum, em resposta eu escrevi.

Vamos com calma que até agora não entendi qual o motivo que lhe levou a escrever esse e-mail pra mim.
Não lhe insultei, não lhe debochei e nem lhe subestimei em momento algum, quantas acusações estas a fazer a mim e eu lhe pergunto, isso vem de algum tipo de ressentimento não superado por ti pelo ocorrido há algum tempo?

Estou intrigado com este e-mail, pois não tenho feito nada há um bom tempo no meu blog, e nem tive tempo de comentar as duas últimas matérias que você fez sobre o Dire Straits, você está agindo com se eu tivesse te feito algum mal recentemente. Ou isso é fruto de algum tipo de mal entendido, ou provavelmente de algum ressentimento, o que vem a ser no mínimo infantil.

Me permita saber o que se passa, seja direto, mas não precisa dar um show de arrogância e prepotência, não se esqueça, sua formação acadêmica é direcionada para essa área na qual você atual, em momento algum eu me colocaria no seu lugar, eu não sou formado em jornalismo ou coisa parecida para escrever a sua altura, estou terminando a universidade de História, contudo, escrevo sim, mas de maneira diferente de ti. Você é um profissional da área, eu sou apenas um fã, colecionador de material da banda e escrevo sem recursos técnicos tal como você, (mérito seu), mas nem por isso eu deixo de expressar meus pontos de vistas, os quais você mesmo já elogiou, (me parece que foi da "boca pra fora", ou pura falsidade), bom, é o que parece.

Me acusas de ter interesse em saber de suas fontes, mas não compreendo esse seu apontamento, eu sei bem e está muito claro para qualquer um que assim como eu, possua o livro de Michael Oldfield de 1984, que 80% do que escrevestes em teus artigos sobre o Dire Straits- 77/83 foi baseado neste livro, afinal, ele está na mesma cronologia do que estivesse a escrever, contudo, não há mal algum nisso, será que estivesses a me interpretar de forma leviana?
Sinceramente, eu lamento muito você agir dessa forma, fique tranquilo, eu retirarei sim o seu link do meu site, contudo, espero ao menos uma nota de esclarecimento mais decente, não apenas pela presença de seu link no meu site, mas sim, com o que realmente lhe levou a escrever, que para mim foi completamente inesperado. 
Estejas bem.

A ficha foi caindo e então...

Em seguida enviei  outro e-mail

E diante disso, não se esqueça, não estou competindo com você ou com quer que seja, nunca estive, por sinal, fazem meses que não tenho tempo para publicar nada em meu site, então  dessa forma, o problema é seu, isso é uma exclusividade sua, eu não tenho nada com isso. Tenho minha consciência tranquila de que não lhe causei mal, pelo contrario, participei dos debates em seus artigos sempre procurando contribuir acrescentando algum aspecto não abordado para enriquecer o que você trouxera em suas publicações. Além disso, anunciei seu site em meu blog, queira ou não queira, isso também é um contributo para divulgar seu site, uma vez que há um considerável fluxo de visitas em meu site e havíamos entrando em um consenso que eu acreditei até hoje que estivesse resolvido, engano meu, e não faço ideia do que lhe inquietou a me escrever tal e-mail injusto, desagradável, e raso.
O problema está contigo, não vejo de outra forma, até que me proves o contrário e ai eu tiro meu chapéu mais uma vez, sou Homem pra isso!


Enfim, depois de minha indagações, somente hoje é que vim reparar que seu e-mail foi resposta ao e-mail que lhe enviara, lhe pedindo para conferir a minha mais recente publicação na ocasião, tratava-se de um texto exclusivo que o ex-membro do Dire Straits, Tommy Mandel havia me enviado gentilmente em resposta há algumas perguntas que eu havia lhe feito. Link >>  http://universodirestraits.blogspot.com.br/2013/08/tommy-mandel-responde.html


(E-MAIL INDECENTE)

Observando esse trecho do e-mail crápula>> (E olha que um dia destes entrevisto o Mark Knopfler e ficarás a olhar para os sapatos e perceberás. Se não me tivesses subestimado, não terias esta minha resposta.)”,  foi que percebi claramente o motivo que o fez escrever para mim dessa forma.

Ora, que sujeitinho mais soberbo e ridículo você, David Furtado, ficou incomodado, intimidado com o fato de ter te mostrado algo que consegui e com satisfação publiquei no meu blog para todos os fãs, o texto que Tommy Madel havia me enviado em resposta ao que havia perguntado ao próprio. Ao te mostrar minha publicação, jamais foi para te subestimar, era e sempre foi de fã para fã, agora tu desse uma amostra grátis de tua arrogancia, prepotência e se acha auto suficiente, não é mesmo? Você é tão fraco que apagou todos os meus comentários em suas postagens do seu site, sempre acrescentando, enriquecendo suas publicações acerca do Dire Straits, apontando aspectos que você não abordou do tema em questão, trazendo novas nuances.

 Você é muito covarde, até hoje não foi homem de responder meu e-mail e por essa razão venho aqui em em meu blog e em sua página também, trazer essa nota de esclarecimento, pra mostrar que tipo de pessoa você é.

Quem sabe assim você não toma jeito de gente e deixa de ser ridículo e aprende que humildade é um virtude para os fortes e que você nem começou caminhar pra alcançar, comece a dar seus primeiros passos e mais maturidade emocional, David, tu já deves passar dos 40 no mínimo, age como um infantil.QUEM SABE ASSIM, DE REPENTE, MARK KNOPFLER COM SUA HUMILDADE NÃO LHE CONCEDE UMA ENTREVISTA E ASSIM VOCÊ REALIZA A SUA PRETENSÃO E APRENDE MAIS UMA LIÇÃO! Não custa nada sonhar, não é mesmo, pois sonhe a vontade com isso! ^^

Sei que tua covardia é maior do que a coragem em se reportar com dignidade, mas isso também é algo que você carece, então, estou ficando por aqui, mas sei que irá ler de qualquer forma.
Encerro com uma homenagem em um proverbio que muito se aplica a sujeitos invejosos como você!
“A inveja é a homenagem que a inferioridade tributa ao mérito.”


Brunno Nunes




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Tommy Mandel responde.

No início dessa semana eu tive uma grata surpresa! Eu havia mandado um recadinho pra o Tommy Mandel, tecladista que esteve presente na turnê do Love Over Gold-82/83, aquele carinha que mal a gente ver no Alchemy, as vezes que se ver, ele está quase sempre pulando e dançando... ^^

Pois é, eu perguntei sobre suas memorias de sua passagem pelo Dire Straits, se ele poderia me falar sobre a turnê que deu origem ao Alchemy e para minha surpresa ele escreveu um texto rico em detalhes curiosos, como vocês poderão perceber, ao ele abriu o coração para falar a respeito do Dire Straits, justamente ele, que esteve presente na banda em um período bastante curioso, onde não existe material abundante em vídeos, fotos, comparado as outras turnês. (Por sinal, única turnê que os DS estiveram no Japão).

Quero agradecer a Renata Christovão Bottino que gentilmente traduziu o texto que segue:




Brunno: Oi, Tommy. Como vai? Conheço seu trabalho com o Bryan Adams, mas foi com o Dire Straits que o vi pela primeira vez na turnê do Love over Gold. Se não for incômodo, gostaria de saber quais são suas memórias de sua passagem pelo Dire Straits. Você poderia falar do show do qual você participou e que deu origem ao Alchemy?
Cordialmente



Tommy Mandel: Oi, Brunno. Aprendi muito com o Dire Straits sobre a dinâmica e a sutileza de tocar. Foi a primeira vez também que tive a sorte de ir à Austrália, Nova Zelândia e ao Japão. (Desde então, estive lá muitas vezes, mas não recentemente.)
John Illsley era um grande gentleman, muito alto e sempre preocupado em proteger a qualidade do Dire Straits e se todos estavam felizes e eram capazes de fazer o melhor. Como segundo cantor e baixista ele era o único membro original do Dire Straits que ainda estava na banda com Mark. Terry Williams era o novo baterista. Éramos os caras novos e passávamos muito tempo juntos. O pai de Terry tinha uma banda em que Bonnie Tyler cantou no País de Gales em outros tempos. Ele adorava tocar bateria no simples estilo “Rockpile”. Era incrível quando ele fazia isso, mas nesta turnê Mark queria que ele tocasse num estilo mais impactante! Terry fez isso, era um cara sensacional também. Hal Lindes era americano antes de se mudar para a Inglaterra e entrar para o grupo dois ou três anos antes de mim. Quando entrei para a banda ele era casado com Mary, uma mulher maravilhosa que foi casada com Peter Frampton. Todas as garotas amavam o Hal porque ele era tão jovem e bonito. Mas é claro que ele também tocava muito bem! Alguns anos depois ele me ligou e nos encontramos em Nova York e fizemos música juntos lá. Todos tocavam muito bem, mas meu músico favorito tinha que ser o Alan Clark, o tecladista que tinha colocado tantas partes no CD Love Over Gold que eles precisavam de um segundo músico na banda para garantir que todas ou quase todas as partes pudessem ser tocadas ao vivo, e esse músico era EU! O Alan realmente tem um toque sensacional no piano, no órgão, no sintetizador, em tudo em que ele toca na verdade. Ele também já tocou com Eric Clapton. Alan foi ver nosso show com o Bryan Adams na cidade natal dele, Newcastle On Tyne. Ele sempre foi um super amigo, um grande irmão para mim, e eu ficava feliz em ter orientações dele porque, bem, ele era tão talentoso e tão legal. E engraçado também. Meio James Bond, mas não tão alto e moreno. Ele estava economizando para comprar um Audi durante essa turnê e sei que o Alan conseguiu depois porque o DS era muito profícuo. Mel Collins tocou sax nesta turnê . Ele tinha tocado com o Tears for Fears e tinha boas histórias para contar sobre eles. Ele realmente era um bom saxofonista. Teve que dar umas aulas de sax para o Mark depois das passagens de som porque Mark gostava mesmo do sax — achava que era um instrumento muito expressivo. Joop de Korte, outro cara legal, tocava percussão. Eu me encontrei com ele em Nova York há alguns anos. Ele é holandês, mas agora mora nos EUA, eu acho.
Peter Granger, o engenheiro de mixagem de som era um gentleman inglês. Parecia quase um professor quando falava. Morreu tragicamente de um jeito de cortar o coração. A filinha dele correu para rua e ele se jogou e a empurrou para um lugar seguro, mas não teve a mesma sorte e o carro o matou. Ele e a mulher Nancy, que nasceu nos EUA, fizeram um jantar maravilhoso para mim quando estávamos fazendo muitos ensaios em Greenwich em Londres, que eram necessários para harmonizar as partes de um show tão grande. Pete Brewis era o roadie do Mark. Ele tinha os olhos mais tristes, mas com certeza conhecia bem as guitarras! Steve Flood era o cientista–sabia tudo sobre a magia da eletricidade fazia nossos instrumentos e luzes. Estava sempre com um sorriso no rosto como se soubesse algo que desconhecíamos, o que provavelmente era verdade! Charles Herrington era o ótimo iluminador (a iluminação era muito importante para o Mark Knopfler nesta turnê provavelmente sempre foi.., mas a atmosfera que criaram representava uma grande parte nesse show, com canções longas como Telegraph Road e misteriosas como Private Investigations.) Acho que o Charles se mudou para Hoboken, NJ, EUAhá algum tempo. Ron Eves era meu técnico de teclado (e do Alan Clark também) era um engenheiro aeroespacial que fingia ser um comediante. Ou talvez um comediante que era um engenheiro aeroespacial como hobby. Tinha muito que fazer o Synclavier, dois Prophets, um Yamaha GS-1, um órgão Hammond B3, a órgão Korg CX3 clonewheele de qualquer forma sempre funcionava! Paul Cummings era o Produtor de Turnêou Gerente de Turnê, Eu esqueci qual era o cargo exato, mas ele era amigo, civilizado, eficiente, e ficaze eu gostava muito dele! Ficávamos em ótimos hotéis, bebíamos bons vinhos e víamos lugares maravilhosos e exóticos e tocávamos músicas muito boas. Consegui conhecer a Lady Di e o Príncipe Charles. Eu te conto isso em outra hora. O Duran Duran estava lá naquela noite, mas não sou um grande fã deles. Com exceção do guitarrista base, que dançava de maneira muito legal enquanto tocava! Andy Taylor, eu acho. O empresário, Ed Bicknell, também era super engraçado. Ele começou tocando bateria na banda do Mark Knopfler antes do Dire Straits! Um dos agentes de promoção, Paul Crockford, depois conseguiu que eu ficasse nos bastidores de um show do Roger Waters em Nova York e consegui encontrar o Eric Clapton novamente lá. Obrigado, Paul! 
Mick Jones, do Foreigner, não meu amigo de mesmo nome do Clash, tinha um irmão chamado Kevin, que continuou a ser o principal programador de sintetizador do Nile Rogers. Quando fizemos a turnê e gravamos o Alchemy, Kevin tinha tarefas difíceis, mas sempre as cumpria, e nunca perdeu a compostura. Tínhamos que nos ater a nossas partes— nenhuma nota era espontânea. É algo que nunca entendi na banda, mas com sete músicos, e música que realmente tem estilo para recriar suponho que essa tenha sido uma decisão do Mark Knopfler. Por mais que deva ter sido necessário, isso tirou um pouco da graça daquilo que ainda era um grande sonho que se tornou realidade. Mas sabe, quando se está sonhando, quando se está dentro dele nem sempre você sabe que é um sonho. Espero que esse texto responda algumas das suas perguntas, Brunno, se cuida e obrigado por dar uma passada aqui! -™

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  • Brunno Nunes

    Hello Tommy, how are you? I know his work with Bryan Adams, however, was by Dire Straits you first saw during the tour of Love over Gold-1982/1983, if not uncomfortable, what are your memories of your passing by Dire Straits, could tell me something about the tour you took that led to the show Alchemy.
    Fraternally

  • Tommy Mandel

    Hi Brunno! I learned so much in Dire Straits, about dynamics and subtle playing. That was the first time, also, that I was lucky enough to go to Australia, New Zealand, and Japan. (Since then, I've been there many times, but not lately!) John Ilsley was a great gentleman, very tall, and always concerned that the quality of Dire Straits be protected, and that everyone was happy and able to do their best job. As the bassist and 2nd singer, he was the only other original member of the Straits that was still in the group with Mark. Terry Williams was the new drummer: we were the new guys, and we spent a lot of time together. His father had a band that Bonnie Tyler used to sing for, in the old days, in Wales! He loved to play simple "Rockpile" style drums, and was amazing whatever he played, but for this tour, Mark wanted him to play in a style that was more dramatic. He did it! He was a great guy too. Hal Lindes had been an American before moving to England and joining the group two or three years before I did. When I joined with the group, Hal was married to Mary, a lovely lady, who used to be married to Peter Frampton. All the girls loved Hal, because he was so young and cute. He played very very well too, of course! Some years later, he called and we met up in NYC and did some music there. Everyone could play great, but my favorite musician in the group would have to be Alan Clark, the keyboard player who had put so many parts on the Love Over Gold CD, that they needed a 2nd guy in the band, to make sure that all, or most of the parts could be played live, and that was ME! Alan has a really great touch on the piano, and the organ, and the synthesizer, everything he touches, actually. He's played with Eric Clapton too. He came to see our show when Bryan Adams played his hometown, Newcastle On Tyne, and it was great to see him. He was always superfriendly, in a big brotherly way to me, and I was happy to take directions from him, because, well he was so talented, and also so nice. Funny too. He was kind of like James Bond, but not quite as tall or dark. He was saving up for an Audi during that tour, and I know he got it afterwards, because DS was pretty generous. Mel Collins played the sax on that tour, and he'd played with Tears for Fears, and had some good stories to tell about them. He's a really good sax player. He had to give Mark Knopfler sax lessons after soundchecks, because Mark really liked the saxophone - he thought it was such an expressive instrument. Joop de Korte, another cool dude, played percussion. I ran into him in NYC a few years back. He's from Holland, but lives in the States now, I think. Peter Granger, the front-of-house sound mixer, was an English gentleman, he almost sounded like a professor when he talked. He tragically passed away in a heart-breaking way. His tiny daughter strayed out into the street, and he dove after her, and pushed her back to safety, but he wasn't as lucky, and the car ended his life. He and his American born wife, Nancy made me a lovely dinner in November, when we were doing the many rehearsals in Greenwich, London, which were necessary to put such a large show together. Pete Brewis was Mark's roadie. He had the saddest grey eyes, but he sure knew his guitars! Steve Flood was the boffin - he knew all about the electrical magic that powered our instruments and lights. He always had a smile on his face, like he knew something that you didn't. Which was probably true! Charles Herrington was the cool lighting designer (the lights were very important to Mark Knopfler that tour, probably always...but the atmosphere they created was a big part of that show, with long songs such as Telegraph Road, and mysterious ones like Private Investigation.) I think Charles moved to Hoboken, NJ, USA a while back. Ron Eves was my keyboard tech (and Alan Clark's too) - he's a rocket scientist that pretended to be a comedian. Or maybe a comedian who was also a rocket scientist as a hobby. He had so much to do, with the Synclavier, 2 Prophets, a Yamaha GS-1, a Hammond B3 organ, a Korg CX3 clonewheel organ, and somehow, it always worked! Paul Cummings was the Road Manager, or Tour Manager, I forget exactly what his title was, but he was friendly, civilized, efficient, effective and I liked him a lot! We stayed at fine hotels, drank good wine, saw lovely and sometimes exotic sights, and played some pretty good music. I got to meet Lady Di and Prince Charles. I'll tell you about that some other time, but it was fun. Duran Duran was there that night, but I'm not a huge DD fan. Except the rhythm guitarist could really move cool while he played! AndyTaylor, i think he was. The manager, Ed Bicknell, was super funny too. He started out drumming in Mark Knopfler's band before Dire Straits! One of the Promoter's Agents, Paul Crockford, later on, got me backstage at a Roger Waters show in NYC, and I got to meet Eric Clapton again there. Thanks, Paul! Mick Jones, from Foreigner, not my friend of the same name from Clash, has a brother Kevin, who went on to be the main Synthesizer Programmer for Nile Rogers. When we toured and recorded Alchemy, Kevin had some hard chores to do, but he always got em done, and never once blew his cool. We had to stick to our parts - there wasn't one note that was spontaneous. That's what I kind of didn't understand about that group, but with 7 musicians, and really classy music to recreate, I guess that was Mark Knopfler's decision. As necessary as that must have been, it took some of the fun out of what was still, pretty much, a dream come true. But you know, when you're having the dream, when you're IN it, you don't always know it's a dream. Hope this answers some of your questions, Brunno, take care, and thanks for stopping by! -™

    Foi uma honra essa oportunidade, ele foi muito gentil comigo. Em contrapartida, eu elaborei, nove questões para perguntar ao Tommy Mandel, caso ele aceite responder. São algumas questões acerca desse período em que ele esteve com o Dire Straits, questões pertinentes das quais existem pouca informação, tais quais:

    1- Como surgiu a oportunidade de participar da Love Over Gold Tour 82/83?

    2- Qual o motivo de sua saída?

    3- Existe algum show da LOG tour que você gostaria de falar a respeito?

    4- A respeito da canção It Never Rains, sabemos que ele só foi tocada ao vivo apenas nos shows de 1982, início da LOG tour. Você sabe a razão dessa maravilhosa canção não ter seguido no decorrer da turnê?

    5- Nas primeiras versões da canção Tow Young Lover ao vivo em 1982 não havia sax, contudo, após 3 minutos da canção, no momento em que teria o solo do sax, havia um sintetizador fazendo essa parte do solo, eu tenho uma gravação em áudio dessa época onde Mark aponta você como o solista. Poderia falar sobre a dinâmica entre você e Alan Clark? 

    6- O que você poderia falar a respeito do Alchemy? Até que ponto ele exprime com fidelidade a energia da Love Over Gold Tour? 

    7- Quanto ao show Alchemy, sabemos que ficaram de fora do lançamento oficial deste álbum, canções típicas do setlist e que foram tocadas naquelas duas noites, 22/23 de Julho de 1983, foram elas: Industrial Diseases, Love Over Gold (ausente do lançamento em LP VHS,LD DVD,Blu Ray), Twinstting by the Pool e a cerja do bolo, Portobelo Belle. Qual a sua opinião a respeito?

    8- Qual sua canção predileta no período em que esteve no Dire Straits?

    9- Após sua saída, houve outros momentos em que esteve com Mark Knoplfer? Qual a sua relação com Knopfler?


    Outras questões como:"o que ele acha do MK como musico, se realmente é o gênio que todos acham, na opinião dele". Sugerida pelo amigo Ednardo; "se a "ala dos teclados" tinha autonomia pra bolar arranjos, propor mudanças, e se ele alguma conseguiu propor algo que foi incluído no repertório". Sugerida pelo amigo Marcos.

     Outra que acebei add: A Love Over Gold tour foi a única turnê do Dire Straits que esteve no Japão. Vocês fizeram quatro noites lá, foram elas: 02.04.1983, 03.04.1983, 04.04.1983 in Seineken Hall Tokyo Japan and 05.04.1983 Expo Hall Osaka Japan. Não existe até então nenhuma foto dessas ocasiões, você poderia falar um pouco do que se lembra desses shows?

    Achei de bom senso perguntar um pouco algo sobre o presente, tipo, se ele está trabalhando em algum projeto atualmente, se ele já veio ao Brasil e se conhece algo da música brasileira. Outra pergunta, para fechar com 15, eu pensei> O que você acha do trabalho de Mark Knopfler desde que se lançou em carreira solo em 1996?

    Enfim , eu acabei de enviar as perguntas, ele vai analisar, vamos aguardar e tomara que ele responda, e dessa forma eu postarei aqui para todos vocês.


    Brunno Nunes.







Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979