sábado, 31 de outubro de 2015

The Notting Hillbillies- LIVE IN GLASGOW 1997







Primeiramente, gostaria de falar um pouco sobre os concertos de 1997.

Foi um mini turnê neste ano, apenas 11 concertos, alguns de caráter beneficente a instituições de caridade. Mas, o que chama atenção mesmo é o setlist dessa turnê, iremos poder apreciar de forma exclusiva algumas canções que são raras, ou seja, Will you miss me (uma de minhas prediletas) está canção foi tocada na primeira turnê em 1990, e só vai reaparecer nos shows de 1997. One sided love affair é uma performance rara e só veio a luz nos shows de 1997.

Outro ponto incomum, mas, de certa forma, justificável é a presença de três canções do Golden Heart, I'm the fool, Are we in trouble now e Cannibals, esta última, com os NHB só foi apresentada em 97, I'm the fool ainda surge em algum show de 1998 e Are we in trouble now seguiu como a predileta de MK, pois está presente em todos os concertos de 97 até 2002.

Infelizmente, só depois de upar é que me dei conta que estavam faltando as seguintes canções do cd 2:

Tennessee blues
Are we in trouble now
Setting me up
Feel like going home
Wild theme
The next time I'm in town

Quem as tiver, por favor, queira entrar em contato comigo.


Apreciem!!!!!


Brunno Nunes

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Mark Knopfler- The Water is Wide (O Waly, Waly)- GOLDEN DEMOS- 1994-1995







Para o amigo Pedro França, Knopfleriano português! ^^



A obra Knopfleriana é linda e vasta. Knopfler interpretando em instrumental uma antiga canção folclórica inglesa ou escocesa originária dos do século XV. Um belo feito, digna de muita sensibilidade musical. Esta gravação faz parte das sessões de gravações do seu primeiro álbum solo Golden Heart, (Londres e Dublin- 1994-1995.)


The water is wide  also called O Waly, Waly in the Scots language is thought to be an English or Scottish folk song that has been sung since the 1600s and has seen considerable popularity through to the 21st century. It had been covered by many artists. Mark Knopfler created an instrumental version of it which sounds absolutely amazing. The overall sound quality is very good, but suffers a little bit from hiss. > Fonte:   http://www.oneverybootleg.nl/


Espero que apreciem essa bela interpretação de Mr. Knopfler, como uma poesia, lírica e musical instrumental, não é a toa que daqui vai surgindo uma família de canções com uma certa áurea medieval como: A night in summer long ago, Heart Full of Holes, The Fish and the Bird, Before Gas and TV, Haul Away, e de alguma forma canções como Kingdom of Gold. Entretanto, esse sabor já podia ser apreciado na trila The princess bride de 1987.



Brunno Nunes

domingo, 25 de outubro de 2015

Third night in São Paulo 2001 (08.04.01)


Ainda no contexto- Mark Knopfler no Brasil!



 


Aqui está uma raridade que marca a única passagem de uma turnê de Mark Knopfler no Brasil.

Adianto logo que esse bootleg não possui uma boa qualidade de áudio, trata-se de um documento raro, mais destinados a colecionadores Knopflerianos, então, se baixar, já fica sabendo desse detalhe pra não vir reclamar da qualidade. 

 Quem não está habituado a bootlegs dessa turnê vai se surpreender com a dinâmica nas canções. Nessa turnê eram 3 guitarristas ativos, além do Richard Bennett tínhamos o incrível Mike Henderson que vem trazer nova substância as canções, tal qual Paul Franklin fez em 91/92.

Eu diria que El Macho é realmente um momento ímpar por ter sido tocada apenas no começo da turnê.

Outro detalhe, é nesse bootleg que encontramos a primeira versão de "So Far Away" na carreira solo, foi tendendo os pedidos dos fãs brasileiros que Mark Knopfler incluiu essa canção no seu repertório e segue presente até hoje.

Enfim, é um documento especial para os fãs brasileiros

(No link tá com o nome "falso" porque o arquivo estava como a noite do dia 06/04/2001, só que na verdade é do dia 08/04/2001, ai em minha pasta ei havia colocado falso e corrigi, mas, me esqueci de retirar o nome falso, rsrs... enfim... só esclarecendo.)


Brunno Nunes.

Mark Knopfler- What it is- PROGRAMA DO JÔ- Brasil.






Comemorando os 15 anos da primeira vinda de Mark Knopfler ao Brasil, aqui está um vídeo de sua performance no programa do Jô, que foi transmitido no dia 21 de Novembro de 2001

Foi um momento antológico, sem dúvidas, me lembro como desse dia, parecia um sonho ver meu ídolo na Tv brasileira. Ainda estava na oitava série, meu primo, me ligou no início da noite me falando..."advinha quem vai estar no programa do Jô hoje a noite"? Mark Knopfler... tive que correr atrás de uma fita VHS para gravar e assim foi... ^^


Bons tempos!!!


Brunno Nunes.

Dire Straits: Os trinta anos de "Love Over Gold"- (whiplash.net)


Aqui está uma boa matéria sobre os trinta anos de "Love Over Gold" feita por Breno Rubim, do Whiplash.net, site com notícias sobre rock em geral, e, mais especificamente, hard rock e heavy metal. O site iniciou suas atividades em 1996 e recebe e disponibiliza online resenhas feitas por seus usuários. O site é também considerado o primeiro site de rock do Brasil a permitir que usuários postassem comentários sobre cada matéria publicada.

Tirando a parte em que o autor cita que o Dire Straits serem injustiçados pela crítica musical, a matéria é de valer a pena conferir, sobretudo, os comentários!


LINK- MATÉRIA
(Clique aqui)

Brunno Nunes

Sobre a forma de compor de Mark Knopfler.





Vamos analisar um pouco esse lado do maestro Knopfler, sempre muito conhecido e de forma justa, evidentemente, como um guitar hero,

É sempre interessante fazer esse recorte na obra Knopfleriana, o lado guitarrista e lado letrista.

Outro ponto que não devemos nos esquecer é que Knopfler é formado em Letras, licenciatura e sem dúvidas entende e sabe muito sobre a literatura britânica, além de que, ele teve experiência na área de jornalismo como critico musical e tal... é certo que basicamente há uma década que houve uma certa inversão de polos, o lado letrista vem sobressaindo mais em sua carreira solo do que o guitar hero, é até um tema polemico, mas, deixando essa profundidade de lado,  vamos observar o lado letrista do mestre.

Nos dois primeiros álbuns do Dire Straits o narrador nunca falou com ninguém. Ele estava sempre de pé no fundo assistindo a mulher no trem (Eastbound train), os comerciantes chineses (Wild west end),a banda de Jazz que se chamava os Sultans of Swing tocando no Pub.... É interessante perceber que Knopfler estava escrevendo na voz de um observador que não se intromete nas cenas que descreveram. Em canções como "Portobello Belle" e "Follow Me Home" (Communiquê), "Wild West End" , "Lions.", (Dire Straits), "Skateaway" (Making Movies), e "Eastbound Train", Knopfler descreveria assistindo a uma mulher a quem ele foi atraído,

(Para maior sintonia, basta dar um conferida na analise musical que fiz da canção Lions em 2010>> http://universodirestraits.blogspot.com/…/analise-musical-l…)



Neste sentido, a primeira mudança veio no terceiro álbum, Making Movies, ainda tinha canções com esse formato, mas também tinha faixas como "Expresso Love", em que o cantor faz contato direto. Mais tarde ainda Knopfler assumiu a voz de um romancista, escrevendo sobre personagens em primeira pessoa. Ele interpretou um detetive em "Private Investigations" (Love Over Gold), cantou como um soldado prestes a morrer no campo de batalha, em "Brothers in Arms", , um criminoso de guerra nazista em "The Man's Too Strong", um funcionário da loja aparelho intolerante em "Money for Nothing".



Ao chegar nos anos 90', nos deparamos com canções como On "Every Street" e "You and Your Friend" com seus ambientes melancólicos, não obstante, no tocante a canção On Every Street, por exemplo, é interessante perceber algumas características que se cruzam, de forma que pode nos remeter a algumas outras de suas canções, (tendo um pouco de sensibilidade), quando ouço a canção On Every Street me remete a aquele detetive de "Private Investigations", aquela dimensão de busca por alguém presente na letra, outro ponto curioso está contido na parte da melodia e harmonia presente no final da canção, aquela progressão e acordes exprime uma dimensão de eternidade, uma busca que não tem fim, isso me remete imediatamente ao final de "Where do you think you're going?", não sei se alguém aqui percebe essas nuances, mas enfim... é só um ponto de vista que compartilho com vocês para tentar deixar o gancho (mediante a discussão acerca desses detalhes) e logo em seguida adentrarmos na observância da evolução de sua maneira de compor, verificando na carreira solo, sobretudo, os dois últimos trabalhos solos.


Em debate sobre esse aspecto da obra Knopfleriana, meu amigo Pedro França, grande fã das terras lusitanas fez a seguinte citação:  "Mas é isso mesmo, lembro da primeira vez que vi na letra de OES a frase " I don't know why it is , I'm still on the case..." e ter ficado com a ideia de que o personagem era o mesmo de Private Investigations. Outra continuidade que notei foi em Privateering. Li o livro Mason & Dixon ,que deu origem a STP e nesse livro existem muitas referencias aos corsários ( privateers). É de salientar o conteudo histórico destes e de outros temas como Lights of Taormina e a forma graciosa como as rimas e a métrica da poesia são obtidas.As palavras que encontra para rimar com Taormina é exemplo disso ( Messina, arena, Cartaghina". No dvd é notória a satisfação com que ele canta estes versos. No entanto duvido que alguma vez venha a escrever um romance. Ele precisa da música para se inspirar."




Eu concordo plenamente, esse aspecto das rimas e a métrica é algo que ele evoluiu bastante, mas, isso sempre foi algo que estava já com ele desde o principio, um exemplo, vejam só a letra da primeira música do primeiro álbum:

Down to the Waterline
Sweet surrender on the quayside
You remember we used to run and hide
In the shadow of the cargoes I take you one time
And we're counting all the numbers down to the waterline

Up comes a coaster fast and silent in the night
Over my shoulder all you can see are the pilot lights
No money in our jackets and our jeans are torn
Your hands are cold but your lips are warm

She can see him on the jetty where they used to go
She can feel him in the places where the sailors go
When she's walking by the river and the railway line
She can still hear him whisper
"Let's go down to the waterline


Para além, existem muitos outros exemplos,  enfim... espero que tenham gostado dessa análise!

Brunno Nunes.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Precious Angel- 1979. Dylan e Knopfler






Minha homenagem a uma dupla impecável!


Precious Angel é uma das minhas músicas prediletas de todos os tempos. Do álbum "Slow Train Coming"- 1979, que marca a fase gospel de Bob Dylan.

Essa história começou em 1979 durante a primeira turnê americana do Dire Straits. No dia 29 de Março de 1979, o Dire Straits se apresentaria na famosa casa de show-  Roxy, Los Angeles, USA, e grandes nomes do Rock estiveram presente para apreciarem a mais nova banda britânica, astros do rock como Rod Stewart, Keith Richard e Bob Dylan estiveram presentes. Foi nesta ocasião que Dylan impressionado com a perfornace do quarteto original do Dire Straits, achou o guitarrista essencial para seu novo trabalho que viria ser o Slow Train Coming.

Esse álbum é extraordinário, quem conhece sabe!

Slow Train Coming, 1979, pode se configurar como um novo angulo para se observar a suave Fender Strato de Knopfler, em pleno ano do Álbum Communique 79, em certo sentido, sempre o senti como uma especie de extensão timbrística do segundo álbum do Dire Strats, Precious Angel é o melhor exemplo, com sua Red Strat exprimindo sons cristalinos e suavemente angelicais! (Não era atoa que Mr. Dylan dizia que a guitarra de Knopfler soa como os anjos...)

Nesse encontro, Mark recomendou Pick Withers (baterista do DS) para fazer o que ele sabe melhor, tocar bateria com um estilo inigualável! =D

Mark fala em entrevista, que Dylan queria uma coisa muito profissional e que para ele foi muito bom trabalhar com Bob Dylan.

Era um disco/acontecimento, depois de Bob se converter ao cristianismo, e a aprovação de alguém da estatura de Dylan foi algo que acrescentou ainda mais para a reputação do Mark Knopfler começando sua carreira com o seu Dire Straits;


Enfim...
Dylan+Knopfler= Química perfeita!



Brunno Nunes

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

35 Anos do Making Movies






Último dia 17 de Outubro foi o aniversário de 35 anos do terceiro álbum do Dire Straits, Making Movies.

Este álbum um divisor de água na sonoridade da banda, timbres novos, novas estruturas e propostas musicais, a partir daqui os teclados entram de forma definitiva na banda. Duas coisas que gostaria de destacar nesse momento relacionando a esse álbum: 1- o Riff de Expresso Love é uma das coisas mais Dire Straitsana que existe, aquilo é identidade pura, (assim como o desenho das escalas knopflerianas  usadas em Waterline, SOS, Lady Writer, Telegraph Road). 2- A turnê deste álbum- 80/81 é sem dúvidas no mínimo curiosa, devido ao caráter experimental, novos arranjos para as canções dos dois primeiros álbuns como Angel of Mercy, News, Down to the Waterline, Lions e Where do you think you are going. Single Handed Sailor e In the Galley são definitivamente uma outra experiencia também nessa turnê! ^^


Eu poderia escrever acerca das conquistas da banda com o sucesso desse álbum, porém, evitando o óbvio e valorizando pontos mais obscuros, vou abordar os seguintes aspectos:

Quando se fala do Making Movies, umas das coisas que podemos pensar é: "Foi nas gravações desse álbum que o David saiu do Dire Straits"!

Como vocês sabem, o MM foi gravado entre Junho e Agosto de 1980. Quando David deixou a banda, o álbum não estava 100% concluído, (Oficialmente, David anuncia sua separação do Dire Straits em 25 Julho 1980). As razões de sua saída hoje são mais conhecidas, ele estava cansado de demasiadas turnês entre 1977 e 1979, bem como não estava de acordo com o direcionamento que a banda estava seguindo, contudo, o fato que mais pesou para sua saída, sem dúvidas, foi o de que a banda se convertera em um veículo exclusivo paras as canções de seu irmão mais velho, fazendo com que David eclipsasse na banda, de maneira que nunca foi publicada uma canção de sua autoria em qualquer álbum do DS, no máximo, foi tocada ao vivo em alguns shows na segunda turnê americana em 1979, caso da canção Bernadette. Lembremo-nos que quando eles gravaram a famosa fita demo havia uma canção de autoria de David Knopfler que até hoje nunca veio a luz, chama-se Sacred Loving. Até mesmo nas gravações dos dois primeiros álbuns Mark Knopfler chegou a fazer mais de duas guitarras, deixando muitas vezes as partes de DK em terceiro plano em algumas canções. Então percebemos que há um histórico de "secundarização" direcionado ao trabalho de David Knopfler, só havia dois caminhos para este, ou seguir as coordenadas de seu irmão, ou fazer o que ele corajosamente fez, sair em busca de seus próprios sonhos.

 A saída de David Knopfler configurou-se em uma inevitável mudança sonora, uma coisa é ouvir Solid Rock, com David como podemos conferir com a Demo de Solid Rock:



Ao vivo em 1979




Outra coisa é a versão sem ele, estúdio:





Ou até mesmo Les Boys ao vivo ainda em 1979







Duas experiências, dois sabores, dois molhos...

Com sua saída muitos acreditavam (inclusive eu, há muito tempo) que com a saída de David, Mark Knopfler fez as duas guitarras no Making Movies, só que essa informação não é verdade!


 Mark realmente tinha retirado as participações de David nas músicas que ele havia trabalhado enquanto ele ainda estava na banda, só que a essa altura, a banda estava no no Power Station studios, em New York e Mark convocou o guitarrista (Sid McGinnis) para as sessões em NY. Só que estranhamente seu nome não consta no encarte do Making Movies (LP e CD), não faço a menor ideia por qual razão, creio que por isso criou-se essa ideia de que Mark fez as duas guitarras no Making Movies.

O Sid McGinnis está naquele vídeo de Expresso Love, no David Letterman show, New York, USA, 30th September 1985, não tenho certeza, mas me parece que ele participava da banda do programa.

Sid McGinnis participou de de vários álbum de artistas famosos como>> Peter Gabriel, Bob Dylan, David Bowie, Paul Simon... além do Dire Straits, quem quiser ver mais sobre ele é só ir no wikipedia.

O fato é que Knoplfer buscava nesta altura uma sonoridade completamente diferente dos dois primeiros álbuns, algo que não o tachasse de soar sempre como JJ. Cale, para isso, ele entrou em contato com nomeado produtor Jimmy Iovine  que tinha trabalhado com  Bruce Springsteen no álbum Born to Run e Darkness on the Edge of Town. O tecladista Roy Bittan da própria E Street Band de Springsteen foi recrutado para dar o "ar da graça" nas novas canções do Dire Straits, o cacabamento que Roy Bittan deu nas canções foi fundamental para trazer paisagens evocativas de poder cinematográficos, tal qual vemos em basicamente todo álbum.

Outro ponto importante que vale a pena destacar, pois documenta muito bem esse momento da banda é o BBC Arena 80, documentário que considero fundamental para qualquer fã do Dire Straits assistir.  Neste documentário podemos apreciar canções como  "Suicide Towers", "Twisting by the Pool""Sucker for Punishment" e  a canção Making Movies, que seriam gravadas neste álbum, porém, o destino mudou e ficou assim:

Suicide Towers ficou só como um tema instrumental (podemos ver eles ensaiando-a no documentário BBC Arena).

Twisting by the Pool foi gravada em 1982 em um EP chamado (ExtendedancEPlay), lançado em Janeiro de 1983. Dois pontos ainda sobre essa canção: 1- é que podemos ver partes de um vídeo-clipe desta canção com a formação original presente no documentário BBC Arena, justamente  algo que seria para o álbum Making Movies. 2- "Twisting by the Pool" já vinha sendo tocada ao vivo desde Setembro de 1979, da mesma forma, duas canções que mais tarde seriam gravadas para o álbum MM, como Solid Rock e Les Boys entre Novembro de e Dezembro de 1979, estas duas últimas, contidas no doc. BBC Arena.

Sucker for Punishment ficou apenas no caderno, Mark recita a letra novamente doc. BBC Arena.

A cereja do bolo eu diria que é a própria canção Making Movies.



Uma canção maravilhosa, mas foi "desconstruída" para dar a luz a duas canções, Expresso Love (o próprio riff da guitarra é muito parecido) e parte da letra deu origem a Skataway (Shes Making movies on location...)

Um grande sacrilégio desse álbum foi a canção lírica Hand in Hand  estranhamente nunca ter sido apresentada ao vivo, infelizmente, tal canção foi desprezada por Knoplfer, assim como a canção Communiqué um anos antes, isso iria se repetir com outras excelentes canções em sua carreira como: My Parties, Silvertown Blues, So Far from the Clyde... nem sempre se pode entender a mente de um gênio!

Uma coisa é certa sobre a canção Making Movies, tinha um riff marcante, muito estilo e identidade sonora, é uma pena ela não ter sido desenvolvida.

Enfim... Making Movies entre outras coisas, é o álbum mais roqueiro dos Dire Straits,  há quem ache que era isso que faltava nos dois primeiros álbuns, eu discordo completamente, pelo contrario, as propostas musicais dos dois primeiros deram origem a um estilo único, não há nada igual, nenhuma canção dos dois primeiros álbuns jamais soou com o frescor do quarteto original, SOS nunca mais foi a mesma depois que David e Pick saíram. Enquanto o ao terceiro álbum, e sua respectiva turnê, notavelmente foi o período de muita realização para Knopfler, pois ele fez exatamente o que queria fazer durante as gravações, e ao vivo, ao lado do Alan Clark, (depois de Knopfler, é sem dúvidas o principal responsável pela sonoridade da banda), trouxeram novos sabores e atmosferas e marcou de vez o Dire Straits como uma banda capaz de se reinventar ao vivo sem perder a qualidade, exemplos temos de sobra.


Brunno Nunes.



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Análise da repercução dos discos e turnês do Dire Straits



Análise da repercussão dos discos e turnê do Dire Straits que marcaram e fizeram a trajetória da banda.

Há tempos que gostaria de postar algo com mais amplitude acerca da história da banda, então, antes tarde do que nunca!

Para realizar essa postagem em especifico, eu utilizei os argumentos de um grande fã da Espanha, direfran, muito porque de fato eu percebo a banda de forma bastante semelhante a dele, então, nesta ocasião me apropriei dos pontos de vista dele, contudo, eu adicionei outras partes que são inteiramente minhas e tal, mas, errei em não dar os devidos créditos e neste sentido, eu dou a mão a palmatória e estou aqui exatamente para fazer essa correção fazendo esse esclarecimento.

Confesso que não tenho tido muito tempo em realizar novas publicações, cheguei a realizar algumas analises musicais de algumas canções do Dire Straits como Lions, Single Handed Sailor, Telegraph Road, Tunnel of Love, It Never Rains, onde dediquei dias de pesquisa em cada uma delas para dividir com todos os visitantes deste espaço. Eu fiquei desmotivado por um período em não ver mais debates como antes, com o fim do orkut, muita coisa mudou no tocante a debates, isso deu uma desanimada em mim e acabei até pegando carona na postagem de um fã e desenvolvi essa publicação, verdadeiramente achando que isso aqui estava tão solitário como um oásis no deserto, ou como uma rosa em meio a queimadas, prestes a virar poeira!

Mas... dai a César o que é de César

Aqui estão os créditos:


http://www.spanishcity.net/e107_plugins/forum/forum_viewtopic.php?20586.20

Esse espaço eu criei em 2007, ate´aqui foram 8 anos de dedicação, em prol da memoria desta banda única, que tanto faz falta, ao gênio da música que nos faz dizer que somo Knopflerianos e que tanto a gente aprecia ou ama a sua obra, quem acompanha desde o início sabe de minha trajetória, nunca me custou nada na vida ser honesto e reconhecer os meus erros quando este que vos fala erra. Não obstante, gostaria de lhe agradecer pela franqueza e gentileza do amigo Thiago Trota em me chamar atenção, acho isso muito louvável, a não agressão, agradeço também o reconhecimento, isso traz um pouco mais de energia e motivação para seguir firme adiante nessa estrada como antes.


Um abraço Knopfleriano, de fã para fã!

Aqui vai também a minha forma de sentir e perceber o Dire Straits.



Primeiro álbum: 1978

A chegada da banda, o começo da história. Possivelmente é o melhor disco de estreia de uma banda de alcance internacional da história.

Palavras que identificam a personalidade desse disco: 
(Genuíno, pioneiro, fresco, expressivo, autentico, sensível, natural, culto, ritmo, genial, espontâneo)


2º- Communique; 1979
 A confirmação, grandes temas, continuativo, mais polido.
(Brilhante, maduro, tranquilo, profundo, natural, rebuscado, americano, espontâneo, harmonia)


- 1978-1979: É uma época muito parecida, diria que a palavra que define esta fase é "simplicidade", são 4 músicos , sonoridade perfeita, execuções magistrais e perfeita, sem arranjos espetaculares. Sonoridade cristalina das guitarras. Os músicos dessa época são de muita qualidade, a começar por Pick Whiters, certamente o melhor baterista que tocou com Mark Knoplfer, no minimo Pick foi fundamnetal para característica sonora da banda em seus quatro primeiros álbuns. John sempre foi um baixista que fez seu trabalho com perfeição. David era um grande guitarrista Folk/Rock, mas eclipsou com seu irmão, ficando sempre nas sombras, contudo, suas guitarras rítmicas ao vivo deixaram marcas inesquecíveis nessa época, e nenhuma canção dos dois primeiros álbuns até hoje soaram igual, com esse frescor sempre presente nesse período do Dire Straits. A guitarra de David e a bateria de Pick eram perfeitas para acompanhar Knopfler e estruturar a sonoridade marcante. Por estilo, é a fase que mais admiro,


Tenho um carinho muito especial por essa primeira fase da banda.


Sugestões de Bootlegs:

Fundamental

Leeds 1978
Rotterdam 1978
Rockpalast 1979
Boston 1979

Para aprofundar

More early demos 1977
Amsterdam 1978
Strait to New York 1979
Sultans of Cologne 1979




3º Making Movies: 1980
Contundente,a banda emergindo no cenário mundial como pesos pesados do Classic Rock.

(Sentimental, lirico, roqueiro, enérgico)

- 1980-1981: Época de grandes mudanças, seguramente a época mais difícil da carreira do grupo. Gravaram um disco completamente distinto dos dois anteriores. A sonoridade da banda já não é tão limpa, Seguem em turnê, a banda mais completa, novo guitarrista rítimico, mais roqueiro que David Knopfler e aparece pela primeira vez ao vivo um tecladista, o qual marca definitivamente o rumo da sonoridade do Dire Straits.
O setlist se modifica com a entrada de supertemas como Romeo and Juliet, Tunel Of Love e uma versão primitiva de Telegraph Road, onde se percebe que ainda precisa-se percorrer um longo caminho para chegar ao que podemos ouvir em 1982 e posteres turnês. É fundamentalmente uma época de transição entre a simplicidade e solidez dos primeiros anos e a confirmação de uma nova sonoridade e arranjos que fizeram famoso o Mark Knopfler se seu Dire Straits.
O melhor dessa fase, eu diria, é o fator (experimentação), joias como Skateaway, novas roupagens para Angel of Mercy, News, Down to the Waterline, Lions e Where do you think you are going, são a meu ver os momentos mais memoráveis dessa turnê, pois essas nunca mais vieram ser apresentadas ao vivo novamente. Aqui estão as primeiras versões longas de Sultans of Swing, que assim como Tunnel of Love, Expresso Love e Solid Rock, foram mais desenvolvidas nas turnês posteriores.

Não posso deixar de falar também das curiosas roupagens feitas no início da turnê, (ainda em 1980) da canções como Single Handed Sailor e In the Galley, exemplos de experimentalismo e capacidade de se reinventar que o Dire Straits sempre demonstrou.

Sugestões de Bootlegs:

Fundamental

Boston 1980
The best rock 'n' roll orchestra 1981
Live at Werchter Festival 1981  

Para aprofundar

New York 1980
Second night in Wiesbaden 1981
Live in Luxembourg 1981





4º Love Over Gold: 1982

 Sublime, a máxima expressão dos Straits, um diamante.

(Fascinante, intimista, curioso, melancólico, experimental, maduro, sinfônico, épico, lirico, progressivo,conceitual, anti-FM)

A confirmação. Dire Straits já era uma super banda, com sua sonoridade mais voltada ao rock épico, sinfônico e gravam possivelmente o disco mais estranho de dias discografia, dão inicio a uma turnê e deixam claro que que são uma das melhores bandas existentes no panorama musical. É interessante notar que aqui ainda não são considerada uma banda comercial. 

A banda é imponente, mantem-se o esqueleto da formação anterior, mudando de baterista, com Terry Williams no lugar de Pick Whiters, que vem trazer mas contundência, procurando outros caminhos ao invés de seguir baseando-se na "pegada" e estilo de seu antecessor. A presença de outro tecladista para completar as atmosferas criadas por Alan Clark, que na opinião de muitos, seguramente, junto a Mark Knopfler, é o músico que mais marcou a sonoridade da banda. Também é o momento em que se experimenta em alguns temas o saxofine com Mel Collins, Two Young Lovers, Portobello Belle, Intro de Tunnel of Love, Solid Rock e Going Home.

Os arranjos dos temas estão em seu auge, o único problema é que o setlist poderia ser mais variado, sempre senti falta de pelo menos Skateaway e um clássico como  Down to the Waterline  contudo, podemos dizer que os temas apresentados alcançam sua maturidade . Uma imponente Once upon a time in the west arrepiando para começar o concerto, e logo surge versões impressionantes como Portobello Belle, It never rains ,  as "TRÊS MARIAS" maestrais, SOS,TOL e TR, além do casamento perfeito entre Romeo and Juliet e Love Over Gold, são texturas atmosféricas que jamais se repetiriam.

Sugestões de Bootlegs:

Fundamental

Live at the NEC 1982
Live in Vienna 1983
Palais des Sports 1983

Para aprofundar

Live in Sheffield 1982
Tokyo 1983
Zagreb 1983





EP- Extended Dance Play. 1983

Para quebrar um pouco o clima sério do LOG, aqui podemos encontrar algo espontâneo e divertido. além de sobra de gravação do LOG como a interessante, jazzística e esquisita Badges, Poster, Stickers, T-Shirts. Fazer Twist em plenos anos 80' não era pra qualquer banda, e aqui temos uma homenagem  em especial aos anos 50', aos  primeiros ídolos dessa época como Chuck Berry, onde notavelmente observamos sua influencia em Two Young Lovers, que remete um pouco a You Never Can Tell , canção de Chuck Berry. Para além, a clássica Twisting by the Pool e brinde a Surf music,a simpatica If I Had You.

(Ousado, descontraído, independente)





5º Brothers in Arms: 1985

Os Dire Straits ganham o titulo mundial dos pesos pesados do Classic Rock. 1985 foi o ano de ouro para eles, a maior banda do planeta, as razões são muito conhecidas, dispensa maiores comentários. É o seu Hotel Califórnia, depois desse fenômeno, nada será mais o mesmo.

(Insuperável, comercial, acessível, genial, potente, universal, elaborado, engenhoso, tecnológico, moderno)


O triunfo! Como a própria História mostra, nesta época os Dire Straits eram possivelmente a banda mais universal, eram possivlemente os melhores, (top of the pops), e Mark Knopfler que era averso a isso, converteu-se a uma especie de rei das mídia, dessa forma começou-se a tachar a banda de comercial, contudo, qualidade incontestável. 
A turnê dispensa maiores comentários, no minimo foi espetacular, focando-me mais as impressionantes versões de SOS, TOL (para muitos, a versão definitiva), Ride Across the River, uma incrível versão de Wild West End, Expresso love com um final apoteótico, a beleza espetacular de So Far Away em dois formatos distintos apresentados nessa turnê. Na verdade é que o setlist não tem desperdicio, Why Worry, One world, The Man's to Strong, Walk of life, Brothers in arms, Money for nothing.   Novamente algumas mudanças na turnê line-up: Hal Lindes foi substituído por Jack Sonni e Mel Collins foi substituído por Chris White. Tommy Mandel foi dispensado e Guy Fletcher se juntou à banda de pois de trabalhar com na trilha Cal. Vários artistas apareceram durante a turnê como convidados especiais: Eric Clapton, Paul Young, Hank B. Marvin, JJ Cale, Sting, Billy Joel, David Sanborn, Branford Marsalis, Paul Brady, Dave Edmunds, Nils Lofgren, Francis Rossi, T-Bone Burnett e Pete Townshend.
Enfim, todos queriam tocar com o Dire Straits!

Sugestões de Bootlegs:

Perfect Wembley 1985
Last night at Wembley Arena 1985
American tour 1985
Oklahoma City 1985
Brothers in Seattle 1985
The Final Oz concert 1986

Para aprofundar

Live in Yugoslavia 1985
Last night at Wembley Arena 1985
Uniondale 1985
Hammersmith Odeon 1985
Live in New Zealand 1986





6º On Every Streey: 1991

Um disco para se despedir, um grande disco, sem dúvidas, o mais eclético, e o mais longo, 12 canções, mas fora do contexto anterior. Dire Straits havia chegado ao más alto que se podia chegar com " Brothers in Arms", a parti dali, só se podia fazer coisas mais pequenas e qualquer outra coisa estava condenada ao fracasso e a decepção, razão pela qual, depois da OES Tour 91-92, ele surge em 1996 dando início a sua carreira solo, se livrando de todo desgaste causado pelo peso e pressão com a elaboração desse álbum. Na verdade, isso foi o que acabou com o Dire Straits, está evidente que Mark queria fazer outras coisas (vide o dico com NHB e com Chet Atkins, na mesma época em que começava a se materializar o OES. Knoplfer se cansou de trabalhar pressionado pelo que significava o nome "Dire Straits", turnê patrocinada pela Phillips, contratos e mais contratos... enfim, é possível dizer que "Dire Straits" acabou com "Dire Straits".

(Profissional,elaborado, eclético, elegante, retorno, desencanto)


O disco OES, mundialmente esperado, configurou-se como uma decepção para os críticos e alguns seguidores (não me incluo), há quem afirme que isso deve-se ao fato de que o álbum anterior era tão bom, que não se podia superá-lo. 
A qualidade de qualquer músico envolvido na banda a esta altura é inquestionável, gosto cada um tem o seu, mas a qualidade sempre foi uma constante no Dire Straits do começo ao fim.


O setlist mais variado, claro, em virtude da discografia, 6 álbuns de estúdio. (É curioso notar como as canções do segundo álbum Communiqué sempre eclipsou muito mais do que qualquer outras músicas de outros álbuns durante todas as turnês, isso se estende até na carreira solo de Mark Knopfler.), mas se compararmos a com os temas de outras turnês, perde no que se refere a "temas preferidos por fãs-seguidores", basta ver Calling Elvis no lugar de Once Upon a Time in the West  ou Ride Across the River, Heavy Fuel no lugar de Expresso Love, The Bug no lugar de Skateaway ou Portobello Belle

Quanto a outro temas indispensáveis como SOS, aqui encontramos uma versão que é bem distinta, começando com um quarteto, voltando as raizes da banda, mas, que devido ao contraste sonoro provocado pela guitarra Pensa, não consegue vingar tanto assim, antes uma Fender Stratocater para essa dinamica, pelo menos na minha opinião. Mantem-se o solo de fax que antecede o primeiro solo e a atmosfera final, basicamante nos moldes das turnês passada, vai crescendo gradativamente, dando espaço para um pouco de protagonismo de Alan em seu piano, seguindo de um lindo duelo de sax e guitarra, coisas de maestro, duelo este entre sax e guitarra presente desde as magnificas versões de Portobello Belle em 1983.



Outra coisa é Telegraph Road, apresentada com outro formato diferente em timbres e arranjos. No entanto, a atmosfera criada nessa canção na turnê de 1982-1983 é muito mais digna, completa e profunda, inclusive as de 1996 e 2005. Para mim, o ponto alto das versões de 92 de TR é o final, realmente impressionante a desenvoltura dos improvisos de Mark Knopfler em sua Pensa-Suhr. 

Não tem muito o que se dizer de um clássico Tunnel Of Love, sempre preciosa, entretanto, não se compara com as versões de 83 e sobretudo as de 85. E honestamente, a meu ver, TOL funciona bem melhor com o timbre da Schecter Sunburst. 

Realmente, um ponto muito favoravel da OES tour é o setlist, podemos apreciar momentos ímpares em músicas como  Iron hand, When it comes to you, Planet of New Orleans, You and your friend, I Think i love you too much. Neste quesito, as turnês passadas haviam sido muito mais repetitivas, coisa absurdamente marcante nos últimos 10 anos da carreira solo de MK, mas, aos poucos isso vem mudando, recentemente ele resgatou Your Lastet Trick e On Every Street e provocou grande alegria e comoção dos fãs aficionados.  


Sugestões de Bootlegs:

The On every Street kickoff- 23.08.91 (Primeiro show da turnê)
Sold out in every street 1991
Live in Dallas 1992
Earls Court Soundboard 1992
Woburn Abbey 1992 – The radio broadcast

Para aprofundar

On every Demo
First night in Birmingham 1991
Maryland 1992
On every planet 1992
Zaragoza 1992 - The last concert



E se você acha que eu vou dizer qual é o melhor álbum ou turnê, eis uma tarefa impossível para mim, pois amo todos os álbum, conheço profundamente cada turnê e álbum e sei aproveitar o máximo cada fase, para cada momento e meu de contemplação!


Em resumo

Por estilo: 78-79

Por set-list: 78-79-80-81

Por texturas e ousadia:  82-83 e 85-86

Por execução: 91-92

É isso ai, espero que tenham gostado de alguns pontos de vistas que expus sobre a minha, a nossa banda do coração. Dire Straits Forever!!!!!!!!!!!!!


Bruuno Nunes.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Excelente vídeo sobre o álbum- Brothers in arms




Senta ai que lá vem história das boas!!!!!!! ^^

Brunno Nunes.

sábado, 3 de outubro de 2015

Entrevista agradável com três membros da banda de Mark Knopfler.





(Clique)

Aqui está uma entrevista recente com três integrantes da atual banda de Mark Knopfler.

" Você não está lá pra ser estrela, não é sobre você é sobre honrar a música. E é assim que Mark trata suas próprias canções."
Richard Bennett.


Que definição mais fabulosa, coerente e verdadeira a respeito de nosso ídolo, vindo do seio de sua banda, seu trabalho.

Que diferença de postura em bandas como Kiss, U2, ACDC, Iron Maiden... Ainda não ascenderam para essa maturidade, são desprovidas deste espírito em honra as músicas, estão sempre presas ao estrelismo performático, no reino do artificio meramente comercial, a essência da arte é secundária. Na mesma direção vão inúmeras bandas dessa nova geração, neste sentido, o que dizer de algo como Slipknot e toda safra atual que estão nos holofotes? Quantas gerações essas bandas terão que passar para ascenderem para essa maturidade? Se é que conseguem, visto que existem tantas bandas e artistas que atravessaram gerações e ainda não atingiram esse nível de excelência para com a arte.

Eu sei bem porque sou fã de bandas como Rush, Yes, Eagles, Dire Straits, Pink Floyd, The Ventures, The Shadows... Artistas como Dylan,Clapton, Gilmour, Knopfler, Forgetty... Raul Seixas e a safra underground setentistas brasileira, porque esses sempre tiveram compromisso com a arte e com a História!


Salve Knopfler!!!!

Brunno Nunes

Mark Knopfler - On Every Street - Milwaukee - Tracker Tour 2015 - Live




Segura coração!!!! Essa é pra quem é fã de carteirinha, assim como eu!

Essa semana houve um agito na comunidade Knopfleriana!!! Depois de 23 anos, Mark tocou a canção- On Every Street. A última vez que está canção foi tocada, foi no último show da megalítica OES tour 91-92, no dia 09-10-1992.

É estranho, mas, apesar de ser uma canção de 1991, mexeu comigo mais do que qualquer outra canção apresentada nos últimos 10 anos de turnê! Acho que porque assim como Lady Writer Skataway, Love Over Gold, The man's to Strong, a canção OES só teve seu momento em uma única turnê, da mesma forma como Darling Pretty ou Jukie Doll, por exemplo, ele poderia apresentá-las movente, isso faz muita diferença e provoca esse efeito, pelo menos em mim!
Isso é bom demais!!!


É interessante perceber que é como se a canção tivesse amadurecido com ele depois de 23 anos sem apresentá-la!

Vale a pena mostrar o que Richad escreveu em seu diário, olha isso:
http://richard-bennett.com/.../618-milwaukee-wisconsin-30...

Nem eles acreditava!
E perdeu 10 dólares na aposta, hahahaha!

Isso é o que chamo de UP!!!!  Que canção poderosa, o que é que isso??? Frio na barriga, forte emoções!!!! Da-lhe Mark, que presente rever essa coisa linda de canção!!!


Bruno Nunes

Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979