segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dire Straits e família não podem conviver juntos! (Revisada)


Em Julho 2009 eu havia feito essa publicação, porém, hoje reli e percebi que precisava atualizar alguns aspectos sobre as questões que havia abordado, foi uma maneira de deixar o texto mais polido e lúcido, uma vez que de lá pra cá eu me atualizei bastante.

Como tudo na vida deve evoluir, com o passar do tempo eu procurei melhorar minha escrita e abordagem, sei que ainda estou longe de possuir uma boa escrita, não tenho revisor, é sempre um execício solitário escrever, não obstante, na medida do possível, sigo tentado melhorar, movido por essa experiencia que é a analise e apreciação da obra Knopfleriana!

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Sim... É uma dura realidade.

A História mostra que Mark Knopfler teve que sentir isso na pele!

Começando em 1977, analisemos em que situação pessoal se encontrava Mark e como isso influiu em suas composições!

Mark estava há um ano divorciado de um matrimonio que durou 4 anos. Ao que se sabe, um dos fatores, foi devido o fato dele estar sempre procurando trabalho com bandas. Em 1973, ele gravou coma banda -THE BREWERS DROOP, de alguma maneira ele esteve por um bom tempo ausente e isso deve ter prejudicado seu primeiro matrimonio.

Talvez algumas canções dos dois primeiros álbuns do Dire Straits possuem raízes no primeiro matrimonio de Mark Knopfler. De acordo com a canção "Setting me up"ele define uma situação como uma mulher que te coloca pra cima (te deixar com alto astral) em alguns momentos e em seguida te deixa pra baixo, e em outros momentos não quer saber nada de você! ►(You're setting me up to put me down, You're making me out to be your clown)

Outra parte intrigante é em ►

(You think I care about your reaction
You think I don't understand
All you wanted was a piece of the action
Now you talk about another man)

(Você acha que me importo com a sua reação
Você acha que eu não entendo
Tudo que você queria era um pouco de ação
Agora, você falar de outro homem)


Canções como Setting me upSix Blade knife e Water of Love podem ser alguns exemplos de sua relação e ruptura matrimonial com sua primeira esposa, Kathleen.

 Em meados de 1978, Knopfler embarca em uma turbulenta relação com Holly Beth Vincent. Holly Vincent parecia ser uma mulher bem independente, líder de uma banda de Punk Rock. 

No álbum Communique fala de coisas que realmente têm pouco a ver com sua vida amorosa com a exceção de "Where do think you are going", que Mark compôs em uma crise com Holly ,no entanto, no final da composição deste álbum, a sua relação estava normalizada!

Mais tarde, em Setembro de 79, como bem sabemos, termina a sua relação. (Quero dizer, ela terminou pelo telefone)

Faziam praticamente dois anos que Mark e Holly estavam excursionando continuamente, o relacionamento já estava esfriando e certamente seria difícil manter uma relação estando ambos em turnê por tanto tempo.

Podemos imaginar o estado em que Mark se encontrava nesse momento. Em meio a tudo isso é obrigado a seguir a segunda turnê pelos EUA, que estava iniciando-se em 8 de Setembro, (ou seja, o Bootleg Boston 79, para quem não sabe, foi o primeiro show dessa segunda visita. É notável a emoção que ele passa ao tocar Where do think you are going nesse show, assim como em New York 79,  O tour manager do DS Paul Cumming cita na biografia que nunca viu Mark cantar daquele jeito, ele parecia está chorando!)






Estamos prestes a chegar à ruptura de David com o grupo... Somente colocando-se no lugar de David para tentar entender melhor a realidade do que aconteceu...



(Uma imagem vale mais que mil palavras!)



É citado na biografia oficial que no final da turnê do Communiqué, Mark não interagia bem com os membros da banda, ele estava doente e depressivo, é citado ainda que Ed Bicknnel (empresário da banda) chegou a pensar que a banda iria acabar após o fim dessa turnê

Chegado a época de gravar o terceiro álbum, Making Movies, Mark compõe uma das melhores canções de desamor da história, onde expunha de forma camuflada situações de sua experiência em sua relação com Holly, Romeo and Juliet.  Foi nessa altura que a relação dos irmãos chegou a um ponto bastante delicado. 

David admitiu a existência de um problema com Mark no documentário "BBC Arena". "É uma situação clássica entre irmãos, com certeza, ainda estamos tentando lidar com isso. Dois anos na estrada tem sido muito difícil para nós dois... para todos que também estão na linha de fogo. -Pick, John, namoradas, Ed,- nosso empresário- Paul-gerente de turnê-, a equipe da turnê, todo mundo. Um efeito gera o outro. Mas cabe ao Mark e a mim lidar com isso." (Doc. BBC Arena)




O doc. BBC Arena encerra com a seguinte declaração de David Knopfler: "Eu não estava preparado para voltar àquele estilo de vida sem que a pressão que ocorreu nos dois primeiros discos ocorresse no terceiro. Se mencionar o cronograma de turnês... 300 shows desde o início da banda, seria impossível. Acho que não estávamos preparados. Nossa música sofrerá se não fizermos algo a respeito e nós sofreremos."

Mais honesto que isso... 




Entretanto, David nega com veemência a ideia de que ele estava tecnicamente inadequado com relação aos outros membros .Em verdade, nem ele e nem Mark fizeram nada para contornar a 
situação.






Segundo biografia autorizada e feita com contribuições dos membros da banda, David cita:

"Saí porque não foi possível nem para Mark e nem para eu continuar trabalhando na mesma banda. Andávamos pelo estúdio a desviar o olhar para o chão  Deixamos de se comunicar. Uma pena, mas é realidade. Essas pressões podem criar situações deste tipo, qualquer pessoa que tenha estado em uma banda sabe. É como estar casado com três pessoas. Se, no final, queremos um divórcio, temos de ir em frente, quaisquer que sejam os custos!"

David:

A estrutura da banda havia mudado lentamente até que o "Making Movies" era uma "empresa" cooperativa. Tornara-se principalmente em banda Mark e, enquanto John e Pick (ao longo do tempo) concordaram a aceitar as condições de Mark. Dave nunca poderia aceitar.

DK Cont...
"Já não era uma banda amigável. Para mim, Mark seguia sendo o meu irmão, para o resto do mundo ele era o "Ayatollah". Foi uma transição difícil. Eu tive problemas para vê-lo como "Ayatollah".

É citado que a saída de David acalmou muita tensão na banda e para concluir a gravação do Making Movies, o guitarrista Sid McGinnis foi contratado  basicamente como freelance, eleá havia tocado (entre outros), com Peter Gabriel e Carly Simon.

Ao meu ver, outros fatores determinantes que levaram David Knopfler abandonar o "navio" Dire Straitsdeve-se ao fato dele não ter um espaço merecido para por suas composições, ele tinha percebido claramente que era o Dire Straits tinha se tornado  "o show do Mark" e a perspectiva que ele tinha a essa altura é de que não queria seguir o tempo todo eclipsando com seu irmão, segundo ele, "não podemos ser parte do sonho de alguém quando temos nossos próprios sonhos."


Boa parte do álbum Making Movies é baseado em sua relação com Holly, analisando frases de pelo menos 4 músicas, Romeo and Juliet, Expresso Love, Solid Rock e uma música que jamais foi tocada ao vivo até hoje, Hand in Hand .  Fica a pergunta: Por que será?



Em Romeo está registrado a verdadeira história, como tudo aconteceu... Um cara muito apaixonando por uma garota que a única coisa que faz é prometer mentiras e  valorizar coisas "fúteis" 

(“Well you can fall for chains of silver you can fall for chains of gold
you can fall for pretty strangers and the promises they hold
you promised me everything you promised me thick and thin”)


Em Expresso Love existe um lado curioso, uma garota bem independente, onde o personagem se rede a essa "febre" e suas tentações.

"And I surrender to the fever
She love me so tender I got to believe her

Love? Express love's alright"

Solid Rock, mostra claramente o que Mark quer realmente... Construir um castelo de pedra e não de areia... Quer algo consistente, um relacionamento sério e não uma relação como o que teve com Holly.

Hand in Hand praticamente a canção inteira está baseada no que ele estava sentindo naquele momento... uma frase marcante e profunda na canção é ...

( “Now you and me go parallel together and apart
And you keep your perfect distance and it's tearing at my heart
Did you never feel the distance
You never tried to cross no line ")

(“Agora você e eu vamos paralelamente juntos e separados
E você mantém a distância perfeita e tirando lágrimas do meu coração
Você nunca sentiu a distância ?
Você nunca tentou cruzar nenhuma linha”)

Este é um álbum bastante emocional e exprime muito o que ele sentia naquele momento!


Pouco depois, Mark conhece Lourdes Salomon que trabalhou nos estúdios de Nova York, onde gravou a Making Movies.



Mark em forma novamente, inicia a Making Movies Tour 80-81, ou (On Location Tour) eu diria que é a fase mais experimental do DS, na minha opinião é uma turnê intrigante, pois é o elo entre o som cru dos primeiros anos e a perfeição do Alchemy!

Tudo a partir daqui vai progredindo para o sucesso. Lourdes lhe deu o que pedia em Solid Rock. Iniciou uma fase de grandes composições. E assim surgiram álbuns in críveis como: Love Over Gold e Brother in Arms ..




(Alguns "ecos" do sentimento presente em algumas canções do MM, ainda parecem nas canções do álbum 
Love Over Gold, na canção que dar título ao álbum e em  It Never Rains, só que de outra forma. Antes, em Romeo and Juliet, o homem é um romântico incurável com um coração partido, porque o sua Juliet deixou-lo por outro. "It Never Rains" refere-se a " seu novo Romeo" e é óbvio que se fala de uma mulher que é uma integrante de uma banda, para a qual, agora tinha chegado os tempos difíceis, não há compaixão.)


"And your new Romeo

Was just a gigolo when he let you down"



"E seu novo Romeu

Era apenas um gigolô quando ele te decepcionou"



"You never gave a damn about who you pick up
And leave laying bleeding on the ground
You screw people over on the way up
Because you thought that you were never coming down"


(You never gave a damn about who you pick up
And leave lying bleeding on the ground
You screw people over on the way up
Because you thought that you were never coming down


Você nunca deu a mínima pra quem você pegou (“deu a mão”, “levantou”)
E o deixa deitado sangrando no chão
Você maltrata as pessoas para se sentir superior
(ou para se dar bem)
Porque você achou que nunca cairia.

Na canção "Love Over Gold" é notável que há uma aceitação da realidade do que havia passado.

O mundo começa a perceber que Mark é mais do que um grande guitarrista.

Depois da mega turnê do Brothers in Arms, já está bem estabelecido no mundo da música e ter trabalhado com muitos artistas famosos, sua relação com Lourdes se esfria e começa outra crise que dura até o início do novo e mais recente álbum do Dire Straits OES, em 1991.

 Nesta fase existem canções que trazem algumas pistas de como se encontrava Mark: “I think i love you too much”, When It Comes to You e You and Your Friend são as mais expressivas nesse sentido emocional.

Sabemos que ele tem gêmeos que nasceram em 1987, que mais tarde separou após 10 anos juntos com Lourdes.

Acredito que um dos fatores que colaborou para o fim seu segundo matrimonio, tenha sido o fato de perceber que levava muitos anos sem poder se fazer mais presente na vida dela e pouco depois, na seus filhos. Só na BIA Tour 85/86 eles passaram por 117 cidades, com 221 shows em 366 dias (a mais longa turnê de uma banda de rock até então) Aquilo foi uma loucura mesmo, a ponto de Mark Knopfler aparecer nas TV's locais pedindo para pararem de comprar ingressos, pois eles estavam exaustos e tinham que voltar para casa, já no final da turnê, em 86.



Durante as turnês com o Notting Hillbillies de 1990 e 1999 , não é a toa que Mark resgata Setting me up e Water of Love... Apesar dessas músicas terem sintonia com a linha musical dos NHB. Na verdade, pode ser que faça sentido, em 1990, pelo estado em que se encontrava. O fato é que ele manteve essas canções em seu repertório, tanto com os NHB, quando em carreira solo, até seu início com Kitty. (Não são coincidências!)

A partir de então, quando perceber que é difícil para uma mulher ficar só por razão de seu marido estar excursionando pelo mundo em turnês intermináveis, não tendo tempo para ver seus filhos crescerem, depois de passar por isso, em sua nova relação, as turnês de sua carreira solo não possuem mais a dimensão das tour com os DS, Mark não tem ficado tanto tempo longe de casa, podendo acompanhar as vidas de seus filhos. Isto faz com que a nova relação com Kitty Aldrig seja mais "serena" e duradoura. ^^


Kitty tem sua própria canção dedicada por Mark, está presente no Golden Heart; Darling Pretty. praticamente é um álbum inteiro dedicado a Kitty .

Desde então, ele está com Kitty Aldrig, se não me engano tem duas filhas com ela e suas prioridades na vida mudaram.

É notável que para  Mark, hoje a coisa mais importante é a Família e que Dire Straits e família não podem coexistir nas proporções do apogeu da banda . Será que quando escreveu esta canção para "A shot at Glory".. All That I Have In The World (Tudo o que tenho no mundo) não foi em um momento reflexivo
?

All That I Have In The World

Don't leave me don't leave me
I'm begging of you
My prescious, my only sweet girl
Don't leave me don't leave me
I'll die if you do
And you're all that I have in the world
You're all that I have in the world

I care not for treasures of silver and gold
I care not for diamonds and pearls
Love may not be measured or traded or sold
And you're all that I have in the world
You're all that I have in the world

Not a word of a warning would you give to me
My prescious, my only sweet girl
You'd leave me in the morning
And I'll be calling for you
And you're all that I have have in the world
You're all that I have in the world


Tudo que tenho no mundo

Não me deixe não me deixe
Eu estou implorando a você
Minha preciosa, minha doce menina
Não me deixe não me deixe
Eu vou morrer se você fizer
E você é tudo que tenho no mundo
Você é tudo que tenho no mundo

Não me importo por tesouros de prata e ouro
Não me importo por diamantes e pérolas
O amor não pode ser medido ou negociado ou vendido
E você é tudo que tenho no mundo
Você é tudo que tenho no mundo

Nem uma palavra de um aviso você daria para mim
Minha preciosa, minha doce menina
Você quer me deixa pela manhã
E eu vou estar te chamando
E você é tudo que eu tenho tem no mundo
Você é tudo que tenho no mundo



Será que nesse ponto ele expressa claramente porque o Dire Straits não retornaria? Não como antes, pelo menos! =)

Brunno Nunes.

domingo, 15 de novembro de 2015

Nuances sobre Communqué tour 1979.



Saudações Knopflerianas

Gostaria de abordar alguns aspectos que considero importantes sobre a segunda turnê do Dire Straits, Communiqué tour, em 1979.





É minha turnê preferida, eu não abro mão do groove da formação original do Dire Straits. Para mim, a banda em seu quarteto original exprimia uma identidade e um estilo mais profundo do que qualquer outro momento de sua trajetória, a proposta musical e nuances encontradas aqui, apesar de simples em sua essência, são definitivas, ao meu ver, para definir o estilo Dire Straits.

Segundo o dicionário, Groove é um termo oriundo da língua inglesa que, no meio musical, é um sinônimo para "ritmo". Literalmente, significa "sulco". Provém da expressão "in the groove", ou seja, "no caminho". Este termo surgiu na década de 1930, em pleno auge do swing. As primeiras aparições do termo surgiram e foram gravadas por Wingy Manone, em 1936 (In the groove) e por Chick Webb, em 1939, em In The Groove, At The Groove.

A partir da aparição do funk nos anos 1950, o conceito de groove se associou cada vez mais a uma forma de tocar relacionada com o blues e a música gospel e, desde a metade da década de 1960, também com o soul. Nas décadas de 1980 e 1990, se vinculou ao acid jazz.

groove presente na formação original do Dire Straits é uma das coisas mais marcante na banda, isso foi se perdendo com a saída de dois membros fundadores e essenciais, como David Knopfler, (rhythm guitar), em 1980 e Pick Whiters (baterista), em 1982.  A canção Sultans of Swing soa quase como auto-biográfica, quando chega a última frase, "We are the sultans of swing", sempre associo a eles, eles sim eram os verdadeiros e legítimos Sultans of Swing!




Agora vamos adentrar na Communqué tour 1979.

Um pouco de arquelogia Knopfleriana:


Quando a turnê começou em Fevereiro de 1979, o primeiro álbum estava fazendo muito sucesso em vários países, os Estados Unidos os aguardavam com ansiedade e depois de fazerem alguns shows na Alemanha, eles chegaram nas terra do tio Sam e lá iniciaram uma turnê ousada e o saldo foi nada mais nada menos que 51 show em 38 dias! Sucesso total!

Entre Junho e Julho de 1979, depois de participarem de alguns festivais como da Europa como: Pink Pop Festival-Sportpark Geleen- The Netherlands (04.06.1979), Loreley Festival Frankfurt Germany (23.06.1979), Westfahlenhalle (Festival) Dortmund-Germany (24.06.1979), Deutschlandhalle (Festival) Berlin Germany  (29.06.1979), Olympiastadion (Festival) Munich Germany (01.07.1979),  Festival Torhout Belgium (07.07.1979) e Werchter Festival Brussels, Belgium (08.07.1979), o Dire Straits faz uma pausa de dois meses.






[Embora a turnê do Communiqué  tenha começado em Fevereiro de 1979, o álbum só foi lançado mundialmente em Junho de 1979, isso faz muita diferença, percebam que nesse período as pessoas só conheciam as canções do primeiro álbum, (a plateia presente no show Rockpalast 1979, ao se depararem com canções como Lady Writer, ou qualquer outra canção do Communiqué , estavam vendo algo que ainda não tinha sido lançado, nem eles e nem as plateias dos shows desse período tiveram uma apreciação prévia dessas canções, apenas das canções do primeiro LP.)]

Durante essa pausa, a banda descansou um pouco e foi um momento de criarem novas composições, foi nesse período que surgiram canções como Twisting b the Pool, In My Car, e Bernadette (escrita e interpretada por David Knopfler).

 Neste sentido, eu diria que a turnê do Communiqué realmente ganha corpo durante a segunda turnê Americana, (evidentemente o espirito dessa turnê já existia, entre Fevereiro a Julho de 79 a banda tinha um repertório mais variado do que em 1978). Com o tempo eu fui percebendo que até Julho de 1979, tudo que rolou foi quase como uma "extensão" da turnê do primeiro álbum, pois, ainda em Outubro de 1978 a banda já estavam apresentando algumas canções como: Once Upon a time in the West, Lady Writer (conferir o bootleg Rotterdam 78), e logo vieram no mesmo mês: Single Handed Saillor, News, Follow me Home e Where do you think you’re going (conferir bootlegs como Amsterdan 78 e Hamburg 78). Então, a banda já estava apresentando as pré-versões do que viria ser gravado para o segundo álbum- Communqué .






Eles retornariam a turnê exatamente no dia 08-09-1979 e fizeram a segunda turnê americana no mesmo ano. O bootleg Boston 1979 é um documento imprescindível, a meu ver, para se analisar alguns aspectos sobre esse período, é justamente nesse ponto da turnê que as coisas começam a mudar na banda. Surgem nos shows novas canções como Bernadette (escrita e cantada por David Knopfler) e In My Car (escrita e interpretada por Mark Knopfler), ambas presentes neste bootleg.
Se houve um período mais próximo ao que se pode compreender por democracia na banda, este foi o momento, um outro membro da banda assumindo o papel de vocalista e interpretando uma canção de sua autoria, quem mais poderia fazer isso, se não, o David Knopfler?



Aqui está um vídeo que eu editei postei em meu canal no youtube com um exemplar de uma versão da canção Bernadette, do bootleg New York- 11-09/1979.

O que era bom, agora estava ainda melhor, quando se analisa bootlegs como Boston 1979 ou New York 1979, percebe-se alguns saltos quânticos, basta conferir as nuances presente nesses shows.

Vejamos o repertório do show em Boston 79, que é justamente o primeiro show dessa segunda passagem da banda pelos USA.





Down to the waterline
Six blade knife
Lady writer
Once upon a time in the west
News
Bernadette
What's the matter baby
In my car
Portobello belle
Wild west end
In the gallery
Lions
Sultans of swing
Setting me up
Southbound again
Where do you think you're going?
Eastbound train
Twisting by the pool


Observem as músicas destacadas, elas nunca tinham sido tocada antes nesta turnê.




In my car, é mais uma música da formação original que não foi longe, (infelizmente), assim como Bernadette e outras como Real Girl, Me and my Friends e Move it away, essas três últimas ficaram apenas no ano de 1978, contudo, são todas maravilhosas, sem dúvidas que ambas são também representantes da egrégora musical do quarteto original, basta analisar o formado e textura delas.


Existe uma linda ponte entre Portobello Belle e Wild West End, por sinal,essa é a primeira ponte entre canções do Dire Straits, outras famosas pontes podemos apreciar em: Down to the waterline e Lions (MM tour 80/81), Single handed sailor e Skateaway  (MM tour 80) ou Angel of Mercy e Tunnel of Love (MM tour 80/81), Romeo and Juliet e Love Over Gold (LOG tour 82/83) Angel of Mercy e Solid Rock (Final da Communiqué tour 1979)...




Gostaria de destacar ainda as insuperáveis versões de Setting Me Up, é bem provável que Mark Knopfler interprete esse tema com sua Gibson Les Paul especial- 1959. Isso é algo até curioso, pois sempre fala-se que nesse período as Fenders eram sempre presente, o que é verdade, mas, poucos fãs fala sobre a presença dessa guitarra nessa turnê. É notável uma certa mudança de timbre quando Setting me Up é tocada em 1979, já vi grandes fãs como Ingo Raven, (especialistas nas guitarras de MK, além de ser um profundo conhecedor da técnica usada por Knopfler) falando a respeito disso.


                          (Aqui está a foto da guitarra em questão, Cafe Races- Londres- 1976)

(Primeiro show do Dire Straits, 26.06.1977-Farrer House, Deptford (London) UK)


A presença de Twisting by the pool é meio "surreal" nesse período, é sempre legal Mark falando sobre ela nesses shows, o clima de festa é notável, ele brinca fazendo o sotaque americano quando está explicando sobre ela, ele faz isso no bootleg New York 79. Ela vem ser a música de encerramento dos shows de Setembro até o final da turnê. E na medida em que a turnê vai chegando ao final, Twisting by the pool vai tendo uma curiosa e leve inclinação para o punk rock, com um ritmo mais acelerado, basta conferir a versão Cologne em Novembro de 1979.


É curioso notar que essa foi à única turnê em que o Dire Straits esteve duas vezes na América do Norte.

Enfim, o rompimento da relação de Mark e a cantora Holli Vincent em plena turnê americana é algo marcante e quase arruína a estrutura da banda, levando a Mark a uma mudança de comportamento para com todos fora dos palcos, o próprio Ed Bicknell (empresário do Dire Straits) cita em biografia autorizada que acreditava que a banda estava ao ponto de sofrer um colapso e acabar antes mesmo do fim da turnê.

É neste ponto que chamo atenção para uma famosa versão de Where do you think you're going, onde Mark interpreta com muita emoção, vide o incidente ocorrido nesse período do fim de sua relação com  Holli Vincent. Na única biografia autorizada, é citado que ele estava quase que chorando quando interpretou Where do you think you're going. Sabemos que isso ocorreu nesse período da segunda turnê americana, portanto, acredita-se que possa ser essa a versão citada no livro, basta ouvir e tirar suas conclusões.


]
(Orpheum, Boston, USA-8th September 1979)


Reparem bem no ponto em que ele canta a seguinte frase; (02:09)

"You say there is no reason
But you still find cause to doubt me
If you ain't with me girl
You're gonna be without me"

É de arrepiar!!!! A guitarra segue chorando por ele!


Contudo, em meio a toda essa tempestade, eles conseguiram concluir a turnê bravamente Não obstante, Solid Rock surge ainda na reta final da turnê do Communiqué como uma pré-versão do Making Movies, podemos contemplar em vídeo assistindo o maravilhoso documentário: BBC ARENA, ou em alguns bootlegs desse momento crucial da banda.






É notável a ausência de canções como Water of love e Follow me home nos shows disponíveis em bootlegs da segunda turnê americanaSingle handed sailor apesar de estranhamente não está presente no  bootleg Boston 79, está presente no bootleg New York 79 e Whashigton 79. Por outro lado, canções como Bernadette e Im My Car só vieram a luz apenas durante a segunda passagem pela banda nos USA, infelizmente, pois se tem algo que particularmente admiro bastante, foi David Knopfler interpretando uma canção de sua autoria, Bernadette.


Sobre a reta final da turnê do Communiqué , surgem mais novidades: Depois de passarem 1 mês nas Américas excursionando, a banda faz mais uma parada e nesse período, eles começam a ensaiar novos arranjos para canções que já vinham trabalhando, é o caso das novas roupagens para introduções em canções, alguns exemplos: Down to the waterline, (introdução mais longa, e ainda mais atmosférica, com direito a sons de buzina de navio mais definidos); Single handed sailor (a introdução com um clima de jam e um, final mais apoteótico); Follow me home (com uma introdução mais longa e misteriosa, nos faz lembrar algo de Private Investigations). De forma geral, todas as versões estão absurdamente mais potentes, com muita energia.

Um dos momentos marcantes desse período no final dessa turnê está em Angel of mercy Solid rock, a ponte entre ambas é algo curioso de conferir, além disso, Angel of mercy vem com uma nova roupagem, a começar de sua introdução, bem diferente, como vocês poderão perceber neste registro abaixo.







Agora dando um salto um pouco para trás, logo no comecinho dessa turnê, vejam como Angel of Mercy era tocada.






(DUSSELDORF 1979- 13th February 1979)

Percebam a presença de um slide na guitarra de Mark Knopfler, é algo bastante curioso de se notar, pois vem trazer um sabor que se difere tanto da versão de estúdio, como das posteriores.




(Aqui está a prova, essa imagem diz tudo, Mark e sua guitarra de 12 cordas, Burns Baldwin Double Six, está usando um slide de metal. Sabemos que não pode ser outra canção a não ser a própria  Angel of Mercy, pois Water of Love é tocada com a black Telecaster Thinline.



Solid rock sendo executada em sua forma original, com a primeira formação, numa atmosfera menos "densa" que as versões das turnês seguintes. Ela está mais fresca (no melhor sentido da palavra) pois não há sintetizadores, pianos ou teclados, bem seca e mais Rock'n Roll!








 Detalhe para o arranjo final, os backing vocal de David e John, fazendo uma linda harmonia bem característica dessa fase da banda. Esse mesmo arranjo foi ressuscitado nas versões da OES Tour 91/92, no entanto, ao invés de ser backing vocal, são as guitarra e sax que fazem essa mesma harmonia, por enquanto fiquem com essa versão!


Observem as canções que foram tocadas durante a turnê:

Típico setlist

Down to the waterline
Six blade knife
Once upon a time in the west
Lady writer
Single handed sailor
Water of love
In the gallery
Follow me home 
News
What's the matter baby
Lions
Sultans of swing
Wild west end
Where do you think you're going?
Eastbound train
Southbound again

Outras cancões interpretadas:

Angel of mercy
Portobello Belle
Nadine
Setting me up
Bernadette
Im My Car
Twisting by the Pool
Solid Rock
Les Boys






Para abrilhantar este espaço, aqui eu deixo um documento exclusivo, do fundo do baú, para não perder o costume!

Ultra raro- Dire Straits ao vivo em Johanneshov Stockholm Sweden- 23.11.1979.

Este documento provém de uma câmera Super 8 milímetros, em seguida, convertido para DVD.
Para quem gostaria de apreciar uma verdadeira raridade de sua banda preferida.

Eu mesmo fiz a edição, espero que apreciem esse registro raro da banda com uma típica versão de Lady writer exatamente desse ponto da turnê. Observem a energia da banda, há algo de visceral na interpretação da canção, (comparem por exemplo com a versão do Rockpalast, que é bem do início dessa turnê), algo bem característico dos shows desse momento da banda, basta ouvir qualquer bootleg de Novembro de 79 e encontrar sempre powerful versions.  






Brunno Nunes.

domingo, 1 de novembro de 2015

Canção-o All the roadrunning- 2006, no começo da turnê e no final.



BRUSSELS 2006- 26th May 2006





HOT NIGHT... IN PARIS- 12th June 2006



Exitem coisas que para um fã desatento passam despercebidas e muitas vezes não faz a menor falta ou diferença, porém, para muitos Knopflerianos pesquisadores como eu, nada passa sem ser notável.

Então, mais do que nunca, eu gosto de compartilhar minhas observações, pois sempre encontro pessoas que apreciam também certos detalhes nas canções.

Neste caso, trago a linda canção All the roadrunning em dois formatos em seu único momento nos palcos, turnê de 2006.

É interessante notar a diferença na mudança de tom de uma pra outra. a primeira versão de Bruxelas 25-02-2006, com um tom mais alto, bem de acordo com a versão de estúdio, já a versão em Paris, um pouco mais adiante dessa mini turnê, 12-06-2006, em tom mais baixo e com uma nova introdução!


São pequenas nuances, nada demais, mas, para mim é um tempero que faz toda diferença!

Particularmente, eu curto mais as versões como a de Paris, presente no dvd oficia, ambos, Real Live, altamente recomendado!

Brunno Nunes

I dug up a diamond- BRUSSELS 2006





Evidentemente existe a versão do dvd oficial Real Live, de 2006, porém, aqui temos algo absolutamente refrescante, pois esse foi o show de abertura dessa turnê e projeto de Mark Knopfler com Emmylou Harris.

Apenas porque considero primordial essa performance, o frescor, imaginar que devem ter ensaiado pra caramba (como de costume), e soar dessa forma na primeira vez que esta canção foi tocada ao vivo. A beleza da melódia é um espetáculo a parte, contudo, o grande momento dessa canção é o dueto das guitarras, entre Mark e Richard, momento raro na carreira solo, as guitarras contracenando dessa forma é algo muito bonito de ver e infelizmente ocorrer em nenhuma outra música, (com exceção de Speedway at Nazareth, mas, não são solos, apenas tremendos power chords). Enfim, é sempre bom ouvir um gemido diferente dessa guitarra, ela chora maravilhosamente, melancolicamente, não me canso de apreciar e de apresentar aos amigos Knopflerianos!


Brunno Nunes.

Duas Powerful versions!!!! Shangri-La tour 2005


Só a título de curiosidade e sugestão:



Aqui está uma versão que considero assim como as citadas, maravilhosa, no entanto, esta é com o sabor da Fender e com o andamento e dinâmica da SL Tour 2005.

O timbre bem "suculento", "acalorado", os licks que ele joga nos intervalos em que canta são sempre geniais. A construção do solo final do seu início ao fim é uma especie de colírio para os olhos e em certo sentido para os ouvidos, é ESPETACULAR, cheio de muito feelig, a cadência, nível de improviso é fora de série, a qualidade de vídeo e bons close ajudam bastante na experiência, 7:11 é até 7:18 o mundo para ao meu redor... ^^






 Agora essa belezinha aqui, em minha opinião, a versão por completa é muito bela, mas o solo final dessa versão de TR é coisa de outro mundo, muita maestria e transcendência, só Deus e ele sabe para onde ele foi nesse momento, o semblante dele não nega que é transcendental. 12:32 até 12:52 é sui generis, esses 20 segundo é o que se chama de orgasmo musical e me faz ver que nem adianta tentar comparar, o mestre é ímpar! 


Brunno Nunes.

sábado, 31 de outubro de 2015

The Notting Hillbillies- LIVE IN GLASGOW 1997







Primeiramente, gostaria de falar um pouco sobre os concertos de 1997.

Foi um mini turnê neste ano, apenas 11 concertos, alguns de caráter beneficente a instituições de caridade. Mas, o que chama atenção mesmo é o setlist dessa turnê, iremos poder apreciar de forma exclusiva algumas canções que são raras, ou seja, Will you miss me (uma de minhas prediletas) está canção foi tocada na primeira turnê em 1990, e só vai reaparecer nos shows de 1997. One sided love affair é uma performance rara e só veio a luz nos shows de 1997.

Outro ponto incomum, mas, de certa forma, justificável é a presença de três canções do Golden Heart, I'm the fool, Are we in trouble now e Cannibals, esta última, com os NHB só foi apresentada em 97, I'm the fool ainda surge em algum show de 1998 e Are we in trouble now seguiu como a predileta de MK, pois está presente em todos os concertos de 97 até 2002.

Infelizmente, só depois de upar é que me dei conta que estavam faltando as seguintes canções do cd 2:

Tennessee blues
Are we in trouble now
Setting me up
Feel like going home
Wild theme
The next time I'm in town

Quem as tiver, por favor, queira entrar em contato comigo.


Apreciem!!!!!


Brunno Nunes

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Mark Knopfler- The Water is Wide (O Waly, Waly)- GOLDEN DEMOS- 1994-1995







Para o amigo Pedro França, Knopfleriano português! ^^



A obra Knopfleriana é linda e vasta. Knopfler interpretando em instrumental uma antiga canção folclórica inglesa ou escocesa originária dos do século XV. Um belo feito, digna de muita sensibilidade musical. Esta gravação faz parte das sessões de gravações do seu primeiro álbum solo Golden Heart, (Londres e Dublin- 1994-1995.)


The water is wide  also called O Waly, Waly in the Scots language is thought to be an English or Scottish folk song that has been sung since the 1600s and has seen considerable popularity through to the 21st century. It had been covered by many artists. Mark Knopfler created an instrumental version of it which sounds absolutely amazing. The overall sound quality is very good, but suffers a little bit from hiss. > Fonte:   http://www.oneverybootleg.nl/


Espero que apreciem essa bela interpretação de Mr. Knopfler, como uma poesia, lírica e musical instrumental, não é a toa que daqui vai surgindo uma família de canções com uma certa áurea medieval como: A night in summer long ago, Heart Full of Holes, The Fish and the Bird, Before Gas and TV, Haul Away, e de alguma forma canções como Kingdom of Gold. Entretanto, esse sabor já podia ser apreciado na trila The princess bride de 1987.



Brunno Nunes

domingo, 25 de outubro de 2015

Third night in São Paulo 2001 (08.04.01)


Ainda no contexto- Mark Knopfler no Brasil!



 


Aqui está uma raridade que marca a única passagem de uma turnê de Mark Knopfler no Brasil.

Adianto logo que esse bootleg não possui uma boa qualidade de áudio, trata-se de um documento raro, mais destinados a colecionadores Knopflerianos, então, se baixar, já fica sabendo desse detalhe pra não vir reclamar da qualidade. 

 Quem não está habituado a bootlegs dessa turnê vai se surpreender com a dinâmica nas canções. Nessa turnê eram 3 guitarristas ativos, além do Richard Bennett tínhamos o incrível Mike Henderson que vem trazer nova substância as canções, tal qual Paul Franklin fez em 91/92.

Eu diria que El Macho é realmente um momento ímpar por ter sido tocada apenas no começo da turnê.

Outro detalhe, é nesse bootleg que encontramos a primeira versão de "So Far Away" na carreira solo, foi tendendo os pedidos dos fãs brasileiros que Mark Knopfler incluiu essa canção no seu repertório e segue presente até hoje.

Enfim, é um documento especial para os fãs brasileiros

(No link tá com o nome "falso" porque o arquivo estava como a noite do dia 06/04/2001, só que na verdade é do dia 08/04/2001, ai em minha pasta ei havia colocado falso e corrigi, mas, me esqueci de retirar o nome falso, rsrs... enfim... só esclarecendo.)


Brunno Nunes.

Mark Knopfler- What it is- PROGRAMA DO JÔ- Brasil.






Comemorando os 15 anos da primeira vinda de Mark Knopfler ao Brasil, aqui está um vídeo de sua performance no programa do Jô, que foi transmitido no dia 21 de Novembro de 2001

Foi um momento antológico, sem dúvidas, me lembro como desse dia, parecia um sonho ver meu ídolo na Tv brasileira. Ainda estava na oitava série, meu primo, me ligou no início da noite me falando..."advinha quem vai estar no programa do Jô hoje a noite"? Mark Knopfler... tive que correr atrás de uma fita VHS para gravar e assim foi... ^^


Bons tempos!!!


Brunno Nunes.

Dire Straits: Os trinta anos de "Love Over Gold"- (whiplash.net)


Aqui está uma boa matéria sobre os trinta anos de "Love Over Gold" feita por Breno Rubim, do Whiplash.net, site com notícias sobre rock em geral, e, mais especificamente, hard rock e heavy metal. O site iniciou suas atividades em 1996 e recebe e disponibiliza online resenhas feitas por seus usuários. O site é também considerado o primeiro site de rock do Brasil a permitir que usuários postassem comentários sobre cada matéria publicada.

Tirando a parte em que o autor cita que o Dire Straits serem injustiçados pela crítica musical, a matéria é de valer a pena conferir, sobretudo, os comentários!


LINK- MATÉRIA
(Clique aqui)

Brunno Nunes

Dire Straits

Dire Straits
A voz e a guitarra do Dire Straits ao vivo em Cologne, 1979